Amanda Bichibichi Arquitetura

Amanda Bichibichi Arquitetura Desenvolvimento de projetos arquitetônicos, especialmente residenciais.

Projeto DR, em desenvolvimento para o condomínio Reserva Amati, em São José dos Pinhais, Paraná.Essa fachada não nasceu ...
14/09/2026

Projeto DR, em desenvolvimento para o condomínio Reserva Amati, em São José dos Pinhais, Paraná.

Essa fachada não nasceu de uma forma, nasceu de decisões.

A única curva da fachada não está ali por acaso. Em uma composição marcada por linhas retas, ela aparece justamente no ponto de chegada. A cobertura muda de direção, conduz o olhar e revela onde se entra. A forma também pode orientar.

Fechar a vista era fácil, mas o desafio era preservar a privacidade sem fechar a casa. As placas de travertino protegem a sala de estar e jantar de quem passa pela rua sem criar um muro contínuo. Entre elas, permanecem luz, profundidade e a relação com o jardim.

O pavimento superior precisava de presença. Não de peso. O avanço sobre as vagas de garagem marca o volume, enquanto os brises criam ritmo, profundidade e proteção. A floreira suaviza a transição e aproxima novamente a arquitetura do paisagismo.

Quando cada escolha tem um motivo, arquitetura deixa de ser apenas forma. A curva conduz. O travertino protege sem fechar. Os brises filtram e dão ritmo. Os volumes se conectam.

Quatro decisões, uma só intenção: proteger sem fechar. Esse é o partido: quando forma, função e intenção falam a mesma linguagem.

Arquitetura residencial e projetos de interiores em Curitiba, região metropolitana e litoral do Paraná.

11/09/2026

Um lote de esquina com 41 metros de testada abre muitas possibilidades, mas também exige decisões muito bem pensadas desde a implantação.

Neste projeto, dentro de um condomínio fechado, o ponto de partida foi entender como a casa deveria ocupar o terreno: os acessos, a relação com as duas frentes, a orientação dos ambientes, a privacidade e, principalmente, como aproveitar a dimensão do lote sem simplesmente espalhar a construção sobre ele.

A implantação foi desenhada para organizar os usos e criar uma casa que se relacionasse melhor com o terreno, valorizando as áreas externas e fazendo com que cada ambiente ocupasse o lugar certo dentro dessa composição.

Porque antes da fachada, dos materiais ou dos interiores, existe uma decisão que determina grande parte da qualidade de uma casa: como ela pousa no terreno.

E é exatamente aí que o projeto começa.

Se eu fosse arquiteta em 1986, essas seriam as marcas da minha casa.O pós-modernismo chegava reagindo ao modernismo puro...
09/09/2026

Se eu fosse arquiteta em 1986, essas seriam as marcas da minha casa.

O pós-modernismo chegava reagindo ao modernismo puro e trazia de volta o arco, quase como uma citação clássica. O cobogó seguia presente, não só pela estética, mas pela ventilação e pela luz filtrada. Os telhados ganhavam recortes assimétricos, rompendo com a caixa reta que dominava até então. E a piscina orgânica se tornava a assinatura de lazer das casas daquela época.

De tudo isso, tem um elemento que eu ainda defenderia exatamente do jeito que era: a piscina em forma de rim.

Todo lote de condomínio fechado é um retângulo. A piscina retangular reforça essa geometria e deixa o jardim como sobra, um resto de espaço nos cantos. A forma orgânica quebra isso, cria um passeio ao redor com curva, e o que sobra do lote passa a ter forma. Não é mais resto.

Muitas dessas características a gente ainda pode usar pontualmente hoje. Mas o que ganha meu coração é quebrar as linhas retas com uma piscina em formato de rim.

As imagens deste post são um exercício visual, uma casa de 1986 que não existe. O raciocínio de projeto, esse é real e continua valendo.

E você, o que manteria dos anos 80?

Arquitetura residencial e projetos de interiores em Curitiba, região metropolitana e litoral do Paraná.

Projeto MP, Curitiba. Um projeto que começou do zero aqui: a concepção, o arquitetônico e depois o interior inteiro, sem...
02/09/2026

Projeto MP, Curitiba. Um projeto que começou do zero aqui: a concepção, o arquitetônico e depois o interior inteiro, sem passar por outro escritório no meio.

O cliente raramente pede em desenho. Ele pede em rotina: o filho que cresce rápido, o casal que quer um lugar só deles, o quarto simples que ainda precisa ser da mesma casa. Traduzir isso é o trabalho.

No quarto do filho, o lúdico ficou na parede e na iluminação, que trocam sem obra, enquanto a marcenaria, a bancada e o armário já são de criança grande e ficam. Na suíte do casal, o aconchego veio da textura e não da cor: a cabeceira estofada sobe de piso a teto, a madeira ripada fecha a parede da penteadeira e a luz é toda indireta. No de hóspedes, o programa era simples, então a coerência veio do desenho: a mesma boiserie, a mesma madeira e o mesmo armário até o teto dos outros dois quartos, sem nenhum item a mais.

Ter feito o arquitetônico desde a concepção é o que permite esse nível de encaixe. Ponto de luz, tomada, altura de forro e reforço na parede já estavam resolvidos quando o mobiliário foi desenhado, então nada precisou ser adaptado depois nem virou gambiarra na obra.

Arquitetura residencial e projetos de interiores em Curitiba, região metropolitana e litoral do Paraná.

Agosto, obrigada.Foi um mês de jazida, de prancha aberta no colo, de briefing preenchido dentro do carro entre uma visit...
31/08/2026

Agosto, obrigada.

Foi um mês de jazida, de prancha aberta no colo, de briefing preenchido dentro do carro entre uma visita e outra. Teve obra em acabamento, teve andaime e caixa no chão, e teve a mesma casa depois: cortina fechando a luz da tarde, sofá ocupado, família morando.

Essa é a parte do trabalho que quase nunca cabe num post só. Entre o desenho e a casa habitada existem meses de decisão, visita e ajuste, e é nesse intervalo que o projeto se define.

Teve também o que não é trabalho e sustenta o resto: o farol na neblina, a areia cheia de conchas, o litoral em agosto.

Setembro, estou pronta.

28/08/2026

Tem projetos que carregam uma história ainda mais especial. 🤍

Essa é a segunda casa que projetamos para esses clientes, no mesmo condomínio — e voltar a participar de um novo momento da vida deles diz muito sobre a relação que construímos ao longo do caminho.

Um novo terreno, uma nova casa, novas necessidades e escolhas. O projeto muda, mas permanece algo que valorizamos muito: a confiança em nosso trabalho para transformar planos em espaços pensados para a vida real.

Hoje foi dia de visitar a obra, acompanhar de perto a execução e ver mais uma vez aquilo que começou no papel ganhando forma.

Projetar uma casa é especial. Ter a oportunidade de projetar a segunda para a mesma família é mais ainda. 🤍

Um terreno estreito não precisava resultar em uma casa pequena.No Projeto Umbará, o programa da família pedia uma casa g...
26/08/2026

Um terreno estreito não precisava resultar em uma casa pequena.

No Projeto Umbará, o programa da família pedia uma casa generosa dentro de um lote com pouca largura. Em vez de diminuir os ambientes para fazer tudo caber, usamos a verticalidade a nosso favor — e ela acabou se tornando uma das principais características da arquitetura.

A garagem foi incorporada ao corpo da residência, abaixo do jardim suspenso. Assim, conseguimos abrigar dois carros, preservar o recuo frontal e deixar que, na chegada, a protagonista continue sendo a casa — e não o estacionamento.

Na fachada, o volume escuro marca a entrada e concentra a circulação vertical. O grande pano de vidro acompanha esse eixo e leva luz natural aos dois pavimentos. Já o volume claro recebe os ambientes sociais e avança no pavimento superior, formando a varanda e protegendo a entrada em um único gesto.

A iluminação foi pensada como parte da própria arquitetura: integrada aos elementos verticais, aos beirais e aos degraus, valorizando os volumes sem acrescentar informação visual desnecessária.

Nos fundos, a casa se abre. Grandes esquadrias conectam os ambientes internos ao jardim e à piscina, criando uma atmosfera mais íntima para a área de convivência.

Essas imagens ainda fazem parte do estudo do projeto. E é justamente agora que analisamos proporções, materiais, iluminação e cada encontro da arquitetura — porque é muito mais simples e econômico ajustar uma decisão no projeto do que durante a obra.

Projeto Umbará • residência em condomínio fechado
Curitiba e Região Metropolitana

Uma casa bem resolvida começa muito antes da obra.

Compraram um spa mais alto que a banheira projetada. Com ele instalado, o teto existente ficava baixo: não dava para fic...
24/08/2026

Compraram um spa mais alto que a banheira projetada. Com ele instalado, o teto existente ficava baixo: não dava para ficar em pé dentro dele de maneira confortável.

O banheiro da suíte tinha sido projetado para uma banheira de hidromassagem embutida no degrau. A mudança apareceu no meio da reforma, com a demolição já feita.

A saída óbvia seria rebaixar o spa ou trocar por outro modelo. Escolhemos o contrário: abrir o teto. A abertura devolveu a altura para usar o spa em pé e virou uma grande iluminação zenital, com a luz entrando por cima, direto na água.

O que começou como um problema de altura terminou como a melhor parte da casa: um oásis particular que não existia no projeto original. Reforma tem disso, e resolver na obra, com o projeto na mão, é parte do trabalho.

Se vocês estão reformando, salve esse post: abrir o teto para ganhar altura serve para banheiro, escada e área gourmet.

Arquitetura residencial em Curitiba, região metropolitana e litoral do Paraná. Veja os projetos no perfil.

Este interior foi desenvolvido junto com o projeto arquitetônico, e essa é a razão de tudo o que vocês vêem aqui.Quando ...
19/08/2026

Este interior foi desenvolvido junto com o projeto arquitetônico, e essa é a razão de tudo o que vocês vêem aqui.

Quando o interior chega depois da obra pronta, ele se adapta ao que sobrou: encaixa móveis onde cabe, esconde o que não deu certo. Aqui foi o contrário. A pedra da parede, a lareira embutida no nicho, o poço de luz sobre a escada e o rasgo de iluminação no forro entraram no projeto antes da primeira parede — são alvenaria e marcenaria desenhadas na mesma prancha.

Por isso a sala funciona de três formas sem nenhuma divisória: estar de todo dia, jantar de doze pessoas e circulação para o pavimento de cima. O sofá curvo desenha o limite do estar sem parede, e a escada de aço deixou de ser serviço para virar o centro da casa.

É o tipo de resultado que não dá para recuperar depois. Se vocês estão começando a construir, os interiores entram junto. Veja os projetos no perfil.

Endereço

Curitiba
Curitiba, PR
81610-000

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