09/08/2025
A inadimplência em condomínios residenciais do Estado de São Paulo apresentou uma queda significativa de 27% nos primeiros cinco meses de 2025, segundo levantamento da administradora Lello Condomínios, que analisou dados de mais de 3,5 mil condomínios, totalizando cerca de 300 mil unidades residenciais. O índice de boletos vencidos há mais de 30 dias caiu de 6,51% no início de 2022 para 4,72% no início de 2025.
Entretanto, outros indicadores no setor mostram diferentes nuances. A plataforma uCondo informou que, no primeiro trimestre de 2025, o índice de inadimplência em condomínios paulistas atingiu 17%, refletindo a diversidade do cenário conforme diferentes segmentos e fontes. O Sindiconet, associação do setor, registrou índice em torno de 4,73% em maio de 2025, próximas às estatísticas da Lello e da Superlógica.
O Índice de Inadimplência Condominial da Superlógica mostra ligeira alta entre fevereiro e março de 2025 em São Paulo, da ordem de 4,58% para 4,73%, ainda abaixo da média nacional de 6,80% para o mesmo período, o que sugere que, apesar da queda geral, episódios de inadimplência ainda persistem e variações por condomínio.
O aumento dos protestos extrajudiciais como ferramenta contra inadimplência também se destaca. Dados do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB) indicam que os registros de protestos por dívida condominial em cartórios paulistas mais que dobraram nos últimos cinco anos, chegando a 1.219 protestos no primeiro trimestre de 2025, demonstrando o uso crescente desta prática para contenção da inadimplência.
Os especialistas atribuem a melhoria da inadimplência à combinação de fatores como economia mais aquecida, redução do desemprego, cobrança amigável mais eficiente, maior profissionalização da gestão e uso crescente de tecnologias na administração condominial, como envio automático de boletos, notificações e facilidades de pagamento digital.
Essa redução da inadimplência é fundamental para garantir a saúde financeira dos condomínios, permitindo investimentos em segurança, manutenção e melhorias, além de evitar o uso indevido dos fundos de reserva.