23/08/2026
Não é a primeira tasca que me recebe com o meu velho amigo . Nem a segunda. Nem a terceira. Nem a quarta. Nem a décima primeira. Nem, bem, vocês perceberam. Não apreciamos nada tascas. Foi nesta, na da Gracinda (a mais clássica de Leiria), que eu, o Goga (não perguntem), a dona Francelina, o senhor Isidro e uma catrefada de gente da televisão enfardámos carapaus, petingas, bacalhau, entrecosto, morcela, arroz de tomate, pataniscas, feijoada, cozido à portuguesa, cabidela, vinho branco, vinho tinto, vinho do Porto e cerveja. E, depois disto tudo, aprovado pelas nossas nutricionistas, ainda escrevi um retrato a esta senhora do .
Retrato Escrito de Francelina
Diz ser de Leiria,
do Leiria,
do futebol.
E tem a vontade,
apesar da idade,
de ir por aí
— ela olha e sorri —
à chuva, ao sol.
E grita golo
mesmo quando não é.
Tem aquela lembrança
de ser a criança
que ainda é.
E lembra os festejos
e os desejos
que teve um dia.
Viva a Francelina,
esta menina
do União de Leiria.
(Viva o Marrazes!)