31/01/2025
O futuro do mercado imobiliário em Portugal continua a ser um dos grandes desafios nacionais, e as soluções adotadas até agora, como subsídios e incentivos à construção, têm tido um foco demasiado pontual. No entanto, enfrentar a questão da habitação exige uma abordagem muito mais ampla e integrada.
Será suficiente limitar-nos a estimular o crédito ou aumentar a oferta de imóveis? O verdadeiro debate deve ir além disso. Precisamos de considerar a regeneração de áreas urbanas degradadas, a reutilização dos milhares de imóveis vazios que existem no país e, acima de tudo, promover uma estratégia que articule a habitação com políticas de ordenamento do território, mobilidade e desenvolvimento regional.
A habitação não é apenas uma questão de tijolos e cimento; é parte integrante de um ecossistema maior, que envolve a economia, a sociedade e a sustentabilidade. Sem uma visão de longo prazo que integre todas estas dimensões, estaremos apenas a tratar sintomas e não a resolver o problema estrutural da habitação em Portugal.
É fundamental que as políticas públicas deixem de ser reativas e passem a ser proativas. A revitalização das cidades, o combate à desertificação do interior e a aposta na sustentabilidade devem estar no centro desta estratégia. Apenas com uma visão holística poderemos construir um futuro onde a habitação seja acessível, digna e sustentável para todos.
Esta é a transformação que o setor precisa. Estamos prontos para este debate?
O mercado imobiliário em Portugal enfrenta desafios que vão além de subsídios e construção de novos imóveis. A verdadeira solução passa por uma abordagem integrada: regenerar áreas urbanas degradadas, reutilizar imóveis vazios e coordenar políticas de habitação com ordenamento do território e mobilidade.
Habitação não é só uma questão de oferta e procura, é parte de um ecossistema mais amplo que envolve economia, sociedade e sustentabilidade. Sem uma visão de longo prazo e integrada, corremos o risco de continuar a tratar sintomas, sem resolver o problema de fundo.
Precisamos de uma transformação profunda. Estamos preparados para este desafio?
Patrícia Grácio