01/08/2026
Franco Baresi morreu em 31 de julho de 2026, aos 66 anos.
O Milan confirmou com uma única frase que diz tudo: «A história do Milan está em lágrimas.»
Há jogadores que fazem história vencendo. Baresi fez história ficando.
No início dos anos 1980, o Milan foi rebaixado para a Serie B. Não uma vez: duas. Os grandes nomes partiram em busca de outros holofotes. Baresi ficou. Ele ajudou o clube a conquistar o acesso nas duas vezes, com a camisa suja e sem pedir nada em troca.
Depois vieram os títulos: seis campeonatos nacionais, três Copas da Europa, quinze temporadas com a braçadeira de capitão no braço. A camisa número 6 aposentada para sempre.
Mas a imagem que ninguém esquecerá é outra.
É julho de 1994. Final da Copa do Mundo. Itália contra Brasil. Baresi tinha acabado de sair de uma cirurgia no joelho, e lá estava ele: jogando todos os 120 minutos. Seu corpo dizia para ele parar. Ele não parou.
A partida terminou 0-0. Então vieram os pênaltis.
Baresi cobrou o primeiro. A bola passou por cima do travessão. A Itália perdeu.
A imagem dele chorando diante do gol vazio deu a volta ao mundo.
Muitos pensaram que aquela foto o definiria. Estavam errados. O que o definiu foi o que veio antes: ele ter entrado naquele campo com um joelho operado, por seu país, sem calcular o risco.
Em fevereiro de 2026, com os pulmões já devastados pela doença, ele carregou a tocha na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina ao lado de Beppe Bergomi. Foi sua última aparição pública.
A lealdade não aparece na lista de honrarias. Mas é a única coisa que permanece quando todo o resto se vai.
Obrigado, Franco. 🖤❤️