14/05/2026
Eu já vivi fases da minha vida em que me senti completamente perdida.
E hoje eu percebo que, na maioria das vezes, eu não estava perdida da vida.
Eu estava perdida de mim.
Eu tinha tanto medo de não agradar…
de não ser aceita…
de decepcionar as pessoas ao meu redor…
que fui colocando uma pressão enorme em mim mesma.
Eu tenho que dar conta.
Eu tenho que ser forte.
Eu tenho que estar presente.
Eu tenho que resolver.
Eu tenho que fazer tudo certo.
E sem perceber, fui vivendo cada vez mais a vida dos outros e cada vez menos a minha.
Fui pegando pesos que não eram meus.
Fui me adaptando demais.
Fui me anulando aos poucos.
E acho que a parte mais triste disso tudo…
é que a gente nem percebe quando começa a desaparecer.
Hoje, quando olho pra trás, uma das maiores diferenças que vejo na Letticya daquela época… era a espontaneidade.
Eu era leve.
Animada.
Sonhadora.
Eu ria mais sem me preocupar tanto.
Existia brilho.
E em algum momento, no meio da pressão, das cobranças e da necessidade de agradar todo mundo… eu me perdi de mim mesma.
Teve fases em que eu realmente me perguntava:
“Quem eu sou agora?”
Porque é como se a vida virasse uma bola de neve tão grande… que você não consegue mais encontrar o caminho de volta pra si.
E talvez amadurecer também seja isso:
perceber que não dá pra continuar se abandonando pra caber na expectativa dos outros.