18/07/2026
Ainda cheguei a dizer:
“Cuidem direito do álbum.”
Despreparado para ouvir um surpreendente:
“Tô cuidando, pai. Eu tenho meu jeito.”
Foi aí que entendi que, no auge infância já sabiam uma coisa que eu ainda estava aprendendo: para eles, cuidar significa viver intensamente.
É abrir, colar, amassar, trocar, folhear as páginas sem parar e correr para me mostrar, cheios de orgulho, a figurinha que finalmente conseguiram.
E, nessas horas, só uma coisa consegue ser mais bonita que o sorriso deles: o entusiasmo de viver algo de verdade.
Fiquei pensando na quantidade de livros maravilhosos que nunca receberam um rabisco meu. Ficaram impecáveis na estante, tão bem guardados que mal foram lidos.
Bendito álbum amassado.
Porque foi amado. Foi vivido. Saiu da gaveta.
E, claro, minha torcida é que no próximo as figurinhas sejam coladas um pouco mais retinhas (confesso que isso ainda dói! 😂).
Mas meus filhos me ensinaram uma das maiores lições da paternidade:
A gente cresce achando que cuidar é guardar.
Meus filhos me mostraram que cuidar é estar junto.
É sentar no chão, abrir o álbum, procurar figurinhas, comemorar cada repetida e vibrar com cada completa.
Porque presença de verdade sempre deixa marcas.
No álbum… algumas figurinhas tortas.
Na vida… as lembranças mais bonitas que um pai e uma mãe pode carregar. ❤️