17/01/2026
BREVIÁRIO DA CONFIANÇA -*
16 DE JANEIRO
*⚜️ NÃO SABEIS O QUE PEDIS ⚜️*
Nosso Senhor prometeu ouvir todas as nossas orações. _“Pedi e recebereis; batei e se vos abrirá”._ Que belas promessas e parábolas sobre a oração, as quais tanto nos animam e nos excitam à confiança! Entretanto, como Deus é Pai e melhor do que nós sabe o que é bom para a nossa salvação eterna, nem sempre atende às nossas preces. Por quê? Onde estão as Suas promessas Divinas? Ah! Não sabemos o que pedimos. Um pai extremoso dará ao filhinho travesso, para brincar, um revólver carregado, uma faca, uma navalha? A criança chora, teima, mas não pode ser atendida. Seria uma crueldade atendê-la. Que pede muita gente a Deus? A prosperidade temporal, bons negócios, saúde, honras, triunfos que excitam a vaidade. E Nosso Senhor bem vê que tudo será mal aproveitado, que a prosperidade, como péssima madrasta, será a ruína daquela pobre alma tão fraca e tão leviana! E, deixando de atendê-la, manda-lhe cruzes e revezes.
[16/01, 08:52] vitortobias: Deixará Nosso Senhor de cumprir Suas promessas? Não, mil vezes não! Muitas vezes é melhor graça negar do que conceder o que pedimos. Quando certa mãe pediu ao Mestre Divino dois lugares no Reino Eterno para seus filhos, um à direita e outro à esquerda, disse-lhe Jesus: _“Não sabeis o que pedis!”._ O mesmo se pode repetir a quantos pedem a Deus os bens temporais e se esquecem dos bens eternos. *Ah! É bem verdade isto: Deus nega por misericórdia o que concederia por justiça e por castigo. Oh! Se soubéssemos!…*
*_Mons. Ascânio Brandão_*
ATENÇÃO Muito importante também está matéria:
Uma terceira prova da verdade de nossa fé é a fortaleza dos mártires, prova essa ainda mais brilhante que a dos milagres. Quinze imperadores romanos empregaram durante muitos anos todas as suas forças para exterminar a religião cristã. Sob o império de Diocleciano, que declarou a nona perseguição, foram trucidados, em um só mês, 17 mil cristãos, sem contar os milhares e milhares que foram desterrados. Segundo o computo de Genebrardo, o número dos mártires que perderam a vida, nas dez grandes perseguições, se eleva a 11 milhões, de modo que, distribuindo-os para cada dia do ano, teremos 30 mil mártires para cada dia.
Apesar de martirizarem a estes confessores de Cristo de toda a maneira imaginável, dilacerando-os com unhas de ferro, queimandoos em grelhas incandescentes, aplicando tochas ardentes a seus corpos, atormentando-os com outros horrores, o número dos que estavam prontos a morrer por sua fé não diminuía, antes crescia cada vez mais. Tibério, governador da Palestina, escreveu ao imperador Trajano que se ofereciam tantos cristãos ao martirio que era impossível supliciar a todos. Trajano publicou então um edito que mandava deixar em paz os cristãos.
> Escola de Perfeição Cristã: Obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório. Saint-Omer, [S.l.: s.n]. 1955. Pág. 111.