09/06/2026
Antes da colonne Morris (coluna Morris) existir, Paris tinha um problema. Cartazes eram colados em todos os lugares, nos muros dos prédios, nas cercas, nas árvores, porque a publicidade era totalmente desregulamentada. As colunas que os precediam combinavam espaços publicitários com mictórios públicos, e o cheiro afastava as pessoas.
Em 1868, os impressores Gabriel Morris e seu filho venceram um concurso da cidade de Paris para consertar isso. A ideia deles era simples: separar os dois. Coluna cilíndrica dedicada, fundida em ferro, pintada de verde, inteiramente reservada à publicidade cultural: teatro, concertos, cabarés. Os mictórios seriam transferidos para outro lugar. A cidade deu-lhes uma concessão exclusiva de publicidade nas novas colunas por até 12 anos.
O design foi emprestado de Berlim, onde o impressor Ernst Litfaß inventou uma coluna semelhante em 1855. Paris pegou o conceito e adaptou a ideia. O arquiteto Gabriel Davioud, o mesmo homem por trás da Fontaine Saint-Michel e dos quiosques de jornais, refinou a segunda geração, acrescentando a faixa "Spectacles" e "Théâtres" logo abaixo da cúpula.
Entre 1868 e 1870, 451 colunas foram instaladas em toda a cidade. A coluna ficou tão associada ao seu criador que manteve seu nome. Mais de 155 anos depois, os parisienses ainda a chamam de colonne Morris.
O interior oco também tinha uma utilidade prática: os acendedores dos lampiões à gás guardavam seus equipamentos dentro. Quando a iluminação pública à gás desapareceu, o espaço foi reaproveitado para guardar ferramentas de manutenção de ruas (vassouras, sacos de lixo, etc).
Foto de : Charles Marville
Via: Forever Paris