31/08/2026
Ao longo deste mês, falamos sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência, o papel do condomínio, da comunidade e da rede de proteção.
São informações importantes. Mas elas representam apenas parte do enfrentamento à violência contra a mulher.
A Lei Maria da Penha foi um marco para o Brasil e continua sendo um dos principais instrumentos de proteção às mulheres. Ainda assim, duas décadas depois de sua criação, os índices de violência mostram que sua existência, por si só, não é suficiente.
É fundamental que o Estado continue fortalecendo as políticas públicas, ampliando o acesso à proteção, garantindo a aplicação efetiva da lei e oferecendo condições para que mulheres em situação de violência encontrem segurança, acolhimento e justiça.
Ao mesmo tempo, essa transformação também passa pela sociedade.
Passa pela forma como educamos meninos e meninas, pelas referências que construímos sobre respeito, igualdade e resolução de conflitos, e pela responsabilidade de não normalizar comportamentos violentos em nenhuma de suas formas.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, mais de 97% dos autores de feminicídio são homens. Esse dado reforça que discutir masculinidades, relações de poder e educação também faz parte da prevenção da violência.
O Agosto Lilás termina hoje.
O compromisso com uma sociedade mais segura para todas as mulheres precisa continuar durante todo o ano.