22/07/2020
Como fugir dos altos juros na compra de bens?
Comece quitando dívidas que já existem
O ponto principal deste post é ensinar você a não adquirir dívidas com juros altos, mas precisamos considerar o caso de quem tem contas que estão sendo pagas atualmente. O índice de brasileiros endividados e inadimplentes é muito alto. Por isso, o primeiro passo é organizar as dívidas existentes e quitá-las.
Vamos começar esclarecendo uma dúvida comum: a diferença entre dívida e inadimplência. Uma pessoa está endividada quando tem compras parceladas, mas mantém os pagamentos em dia. Já se ela enfrenta algum problema e deixa de pagar, o seu status passa para inadimplente.
Sem dúvida, o segundo caso é pior, pois os juros f**am muito mais altos quando alguém atrasa ou deixa de pagar uma conta. Ter dívidas nem sempre é ruim — por exemplo, as parcelas do cartão de crédito, se estiverem em dia, não costumam envolver juros.
Já um financiamento é uma dívida com altas taxas. Por isso, deve ser evitado. Se você tem algum em andamento, o indicado é calcular os juros e analisar o valor. Se eles forem considerados abusivos, existem algumas alternativas: pedir revisão junto ao órgão de defesa do consumidor, renegociar com o banco ou antecipar os pagamentos para diminuir o prejuízo.
Existe, ainda, a opção de trocar uma dívida por outra mais barata. Ou seja, procurar taxas de juros menores. Isso pode ser feito por meio da portabilidade, passando o financiamento para outro banco que cobre menos, ou com a estratégia de pedir um empréstimo a juros mais baixos e quitar a conta.
Se o seu objetivo é acabar com as dívidas existentes para fugir dos juros, uma estratégia bastante útil é antecipar parcelas e pagar o valor total antes usando bônus do seu salário (como dinheiro de férias, FGTS ou restituição de imposto de renda). Outra tática é usar um consórcio para quitar o financiamento.
Organize-se financeiramente de olho no futuro
Depois de acabar com as dívidas do passado ou iniciar seu plano contra elas, é hora de olhar para o futuro. Seus planos são fazer seu dinheiro render mais e conseguir comprar bens sem pagar juros exorbitantes, certo? Para isso, a organização financeira é fundamental.
Um dos principais motivos de termos endividamento e inadimplência tão altos no Brasil é, sem dúvida, o descontrole do orçamento. Poucas pessoas organizam e controlam seu dinheiro com eficiência. Na prática, elas trabalham bastante, pagam contas que fizeram sem perceber e não conseguem realizar seus sonhos.
Algumas até tornam seus projetos realidade, mas pelo caminho mais difícil: pagando juros altos. Além de não ser uma vantagem, pois desequilibra o orçamento por anos ou até décadas inteiras, há um grande risco embutido — o de não conseguir pagar as parcelas e acabar com uma dívida ainda maior, com o perigo de perder o bem que estava adquirindo.
Passo a passo para organização financeira
Para fugir desses problemas, a solução é ter calma e planejar suas finanças com tranquilidade. O primeiro passo é controlar o dinheiro que entra e sai da sua conta. Você tem registros de suas movimentações financeiras e conhece seus maiores gastos? Se não faz isso ainda, está no momento de começar. Baixe um aplicativo para ajudar nesse desafio.
Depois de começar esse hábito, é preciso traçar objetivos para o seu dinheiro. O que você deseja para o futuro? Comprar um carro de luxo, ter uma casa maior, aposentar-se com uma renda mais alta? Coloque suas metas no papel e pense no que será necessário para que elas se tornem realidade.
O próximo passo é separar o dinheiro. Seu salário não vai ser suficiente para custear o padrão de vida atual e ainda preparar as realizações do futuro, a menos que você se organize para isso. Na prática, isso quer dizer que é preciso minimizar gastos desnecessários hoje e fazer sobrar dinheiro para o mais importante.
Agora que você vai ter condições de montar reservas financeiras de acordo com seus objetivos, é hora de saber o que fazer com esse dinheiro para aumentar o potencial dele. Decisões equivocadas nesse ponto podem atrapalhar todo o planejamento. Por isso, conheça a seguir uma ótima opção.
Conheça as vantagens do consórcio para fugir dos juros
Funciona como uma poupança obrigatória
Você lembra que falamos de separar partes do seu dinheiro para o futuro? O problema é que muitas pessoas conhecem essa dica, mas têm grande dificuldade de colocá-la em prática. Algumas até juntam um valor e reservam na poupança. Entretanto, tiram o dinheiro assim que surge uma necessidade ou desejo de compra.
Dessa forma, f**a difícil realizar projetos. E está aí uma das vantagens do consórcio: ele é um tipo de poupança, mas o dinheiro não f**a acessível. Assim, na sua cabeça funciona como um pagamento qualquer — você quita a parcela e esquece que aquele valor existe. Com uma diferença fundamental: ele está aproximando você de seus sonhos.