03/07/2026
Mais da metade do ano já ficou para trás.
E, olhando para tudo o que vivi até aqui, posso dizer que este tem sido o ano mais desafiador da minha vida.
Também foi o ano em que conheci uma versão de mim que eu ainda não conhecia.
Uma versão mais madura. Mais seletiva. Mais consciente de que nem tudo precisa ser levado para a vida.
Hoje já não tenho tantos amigos, mas os que permaneceram valem por muitos. Aprendi que presença é muito mais importante do que quantidade.
Tenho amado dias calmos. Almoços de domingo com a minha família. O conforto da minha casa. O silêncio que antes eu fugia; hoje, é nele que encontro paz e consigo ouvir meus próprios pensamentos.
Confesso que também tenho vivido uma fase nostálgica. Às vezes sinto saudade de pessoas, de momentos e até de quem eu era. Mas percebi que crescer também significa deixar algumas versões de nós para trás.
Nem todos os dias foram bons. Chorei mais do que gostaria, questionei muita coisa e precisei reaprender a confiar no tempo de Deus e no processo.
Ainda tenho muitos sonhos, muitos medos e muitas dúvidas. Mas, pela primeira vez em muito tempo, sinto que estou exatamente onde preciso estar: em construção.
Que a segunda metade do ano seja leve. Que eu continue tendo coragem para recomeçar sempre que for preciso, sabedoria para aceitar o que não posso controlar e fé para acreditar que Deus está cuidando de tudo, mesmo quando eu não consigo entender.
Se esse ano me ensinou alguma coisa, foi que crescer dói, mas permanecer a mesma dói muito mais.