26/08/2025
Era 25 de dezembro. Após o almoço de Natal, com o coração em ebulição e a saudade já latente dos meus dois amados filhos, parti para uma das maiores aventuras da minha vida. Deixei Goiânia ao volante de um BYD Dolphin Mini, com destino a Buenos Aires. Havia feito todo o planejamento, carregava comigo a confiança no êxito, mas muitos não acreditavam. Chamaram-me de louco, riram da ousadia, apostaram que meu caminho terminaria num guincho.
Curiosamente, essa desconfiança não me feriu, ao contrário, temperou a viagem com um sabor especial. Sempre acreditei que no futuro promissor do carro elétrico, mas como toda revolução, há resistências. E quer saber, talvez eu traga no peito esse DNA de desafiar as contradições: basta me dizer que algo é impossível para que eu não descanse até descobrir o caminho.
Assim parti, com um sonho aceso no coração. Coloquei a descrença em seu devido lugar e iniciei uma jornada que se transformou em um mosaico de histórias e memórias únicas, aquelas que só a vida vivida de corpo presente pode oferecer. Não fujo da existência: encaro-a de frente, com os olhos firmes, seja no sorriso ou na dor. Não escolho o que virá, mas escolhi ser forte para enfrentar o que me for dado.
E foi com a proteção de Deus, sem a qual nada é possível, que segui viagem, movido não apenas pela eletricidade de um Dolphin Mini, mas pela centelha invisível dos sonhos que transforma o que parece ser impossível em destino.