07/08/2026
O número de brasileiros que vivem sozinhos segue em crescimento e já impacta diretamente o mercado imobiliário. Dados da Pnad Contínua, do IBGE, mostram que 19,7% dos domicílios do País eram ocupados por apenas uma pessoa em 2023, acima dos 12,2% registrados em 2012.
📌Jovens e idosos lideram a demanda:
A procura por unidades menores é puxada principalmente por pessoas entre 25 e 35 anos. Além dos jovens, há também um público mais maduro. Muitos compradores buscam praticidade após a saída dos filhos, não faz mais sentido morar em um apartamento grande. Eles procuram mais praticidade e um custo de vida mais baixo.
Investidores também ampliam esse movimento: compram unidades para locação, justamente pela facilidade de ocupação e boa liquidez.
Segundo analistas do IBGE, o avanço está ligado ao envelhecimento da população e a mudanças comportamentais, como a maior autonomia feminina. Em 2023, os homens representavam 54,9% dos moradores sozinhos, enquanto as mulheres eram 45,1%.
A maior concentração está na faixa de 30 a 59 anos, seguida por pessoas com 60 anos ou mais, que representam 40%. "Em boa parte dos domicílios unipessoais vivem pessoas com mais de 60 anos. Nesta fase, os filhos já saíram de casa e muitos ficaram viúvos", analisa o pesquisador do IBGE William Kratochwill.
📌Impactos práticos para o mercado:
A mudança no perfil de moradia já redefine estratégias do setor. Incorporadoras têm investido em projetos compactos com áreas compartilhadas, como lavanderia, coworking e academia, para compensar a metragem reduzida. Os empreendimentos são desenvolvidos para oferecer soluções que vão além do espaço interno, com áreas compartilhadas que facilitam o dia a dia.
A tendência indica uma mudança estrutural no mercado, com foco crescente em eficiência, acessibilidade e aderência ao estilo de vida contemporâneo.
Fonte: Papo Imobiliário