11/09/2025
Ao falar sobre prevenção ao suicídio, falamos também sobre as condições de vida, do cuidado e da dignidade que oferecemos às pessoas. No sistema prisional, tal realidade é atravessada por marcas profundas: o isolamento, a fragilidade ou ruptura dos vínculos familiares, o estigma social e a dificuldade de ressocialização após o cumprimento da pena. Tudo isso pode intensificar o sofrimento psicológico e a sensação de não pertencimento, sabendo também que por diversas vezes tal sofrimento se estende à família de quem é privado de liberdade.
A promoção da saúde mental, nesse contexto, envolve diretamente a construção de redes de apoio, a abertura de espaços de escuta e a possibilidade, por meio de conquistas que vão do imaginário popular à políticas públicas, de reconstruir histórias. O cuidado se faz na prevenção, mas também na garantia de direitos e no fortalecimento dos caminhos de reintegração, dentro e fora dos muros de uma prisão.
Neste Setembro Amarelo, relembramos: a valorização da vida é um compromisso coletivo, e o olhar sobre a saúde mental de pessoas privadas de liberdade e egressas é também parte deste dever, pois ao zelar pela sociedade como um todo, reconhecemos que toda vida tem valor e merece ser vivida com dignidade.
Conselho da Comunidade de Irati 💛