01/06/2026
A correção do CUB no mês de junho já era esperada pelo mercado, especialmente em função do aumento dos custos relacionados aos insumos da construção civil, incluindo materiais ligados à segurança, prevenção e adequações exigidas após mudanças normativas e investimentos adicionais em sistemas de combate a incêndio.
Embora o reajuste tenha sido um pouco mais alto em comparação aos meses anteriores, ele reflete uma realidade do setor da construção civil e acompanha a evolução dos custos efetivos das obras. O CUB (Custo Unitário Básico) é calculado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil e considera a variação de materiais, mão de obra, equipamentos e encargos, servindo como uma das referências mais transparentes e técnicas do mercado imobiliário.
Mesmo diante dessa correção mais significativa , o CUB continua sendo um dos índices mais equilibrados para contratos de investimento imobiliário, especialmente em empreendimentos na planta, o CUB acompanha diretamente os custos da construção, mantendo uma relação mais justa entre a evolução da obra e a atualização dos valores contratados.
Além disso, o histórico demonstra que as variações do CUB tendem a refletir movimentos reais do setor, proporcionando previsibilidade e segurança tanto para investidores quanto para incorporadoras. Em mercados de forte valorização imobiliária, como o litoral catarinense, o índice segue sendo uma importante ferramenta para preservar o equilíbrio econômico dos contratos e garantir a continuidade dos empreendimentos.
Por isso, mesmo com a correção mais expressiva observada neste período, o CUB permanece como uma das melhores referências para atualização de investimentos imobiliários, pois está diretamente conectado à realidade da construção civil e à valorização dos ativos ao longo do desenvolvimento do empreendimento.