09/08/2026
Eu tinha apenas 7 anos quando perdi meu pai.
Tenho poucas memórias dele. E talvez essa seja uma das coisas mais difíceis de perder alguém tão cedo: sentir saudade também de tudo aquilo que você nunca chegou a viver.
Talvez por isso, quando me tornei pai, algumas coisas ganharam outro peso.
Eu trabalho muito. E boa parte disso é por elas. Mas sei que, às vezes, para construir um futuro, acabo ficando longe no presente.
Por isso, dentro das minhas limitações, eu tento estar.
Na tarefa de matemática.
Assistindo a um filme.
Lendo um livro.
Na academia.
Nas conversas que parecem pequenas.
Porque ser pai não é apenas trabalhar para elas. É também viver com elas.
E aprendi que amor de pai não se divide. Se multiplica.
Cada uma tem seu jeito, sua personalidade, seus sonhos. E eu as amo, cada uma do seu jeito, com todo o meu coração.
Mas existe algo ainda maior que quero fazer como pai:
conduzi-las ao verdadeiro Pai.
Porque um dia eu não estarei em todos os lugares. Meu amor é limitado.
O amor do Pai, não.
Talvez seja por isso que a história do filho pródigo me toque tanto.
O filho voltou, e o pai não perguntou primeiro onde ele esteve.
Correu para abraçá-lo.
E Deus foi ainda mais longe:
o Pai entregou o próprio Filho pelos filhos.
É esse Pai que quero que minhas filhas conheçam.
Quero ser um bom pai. Quero estar presente. Quero amar.
Mas, acima de tudo:
quero conduzi-las ao verdadeiro Pai.
Amo vocês, minhas filhas. ❤️