14/04/2021
O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, afirmou que a instituição não subirá as taxas de juros de financiamentos imobiliários mesmo com a elevação da taxa básica (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 2,75% ao ano.
O executivo explicou que a modalidade com taxa fixa leva em consideração a curva longa de juros e não a de curto prazo, que é a Selic. As taxas indexadas, que são corrigidas por algum indicador, permanecerão com o mesmo valor fixo, mas poderão subir de acordo com o índice.
“A vida média de financiamento imobiliário da Caixa f**a em torno de 8 anos. A decisão do Banco Central reduziu um pouco o câmbio e segurou as expectativas das taxas mais longas. Só vamos elevar os juros se houver expectativa de taxas longas superiores às atuais”, assegurou em evento virtual promovido pelo InfoMoney nesta sexta-feira (9).
Modalidades de crédito imobiliário: a pré-fixada, de no mínimo 8,5% (que não será alterada), e as pós-fixadas corrigidas pela poupança, pela inflação ou pela TR (Taxa Referencial).
As pós-fixadas possuem uma parte fixa acrescida da correção atrelada aos indicadores.
“A que é corrigida pela poupança é diretamente influenciada pela taxa básica porque a modalidade rende a Selic, quando a taxa básica está abaixo de 8,5%”, explicou Guimarães.
“Em relação à taxa atrelada pela TR, que hoje está em zero, pode ter uma variação na parte fixa se houver aumento contínuo, mas não estamos discutindo neste momento”, disse ele.
Caixa anuncia microcrédito – financiamento imobiliário
Também durante a live com o InfoMoney, Guimarães compartilhou uma novidade: a Caixa vai ofertar uma nova linha de microcrédito que deve atingir cerca de 10 a 30 milhões de brasileiros de baixa renda, com uma taxa média que poderia variar entre 3% e 3,5% ao mês. “Teremos a maior operação de microcrédito, que será feita exclusivamente pelo banco digital Caixa Tem, e vai impactar de 10 a 30 milhões de brasileiros”, informou o executivo.
Na prática, a Caixa pretende atrair clientes que hoje fazem uso de linhas de crédito automáticas, como o cheque especial ou o rotativo de cartão de crédito, que possuem juros que passam de 10% ao mês. “Essas pessoas vão desenvolver uma curva de aprendizado com o microcrédito. Uma boa parte já toma crédito, mas com taxas muito altas e vamos oferecer melhores condições”, disse.
O presidente da Caixa explicou que o Caixa Tem, app que operacionaliza o pagamento do auxílio emergencial deve passar por uma revitalização para se posicionar como o “banco digital brasileiro voltado à população mais carente”. Sua nova estrutura deve ser baseada em três grandes pilares. O primeiro, já ativo, é o de pagamento de benefícios sociais, como o auxílio emergencial, que já conta com 30 milhões de usuários ativos por mês, número que chegou a bater 107 milhões na primeira rodada de pagamento do auxílio.
O segundo pilar é essa nova operação focada em microcrédito, que foi detalhada por Guimarães na live.
O terceiro pilar do Caixa Tem seria o financiamento imobiliário voltado à população de baixa renda, segmento no qual a Caixa tem 99% de participação de mercado, segundo Guimarães.
Segundo ele, a Caixa ainda aguarda autorizações do BC.
Toda essa reestruturação no Caixa Tem, tem por trás o objetivo de tornar o banco digital da Caixa mais atraente para a sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que Guimarães disse que deve acontecer na B3 e ao mesmo tempo em outra bolsa no exterior (veja mais detalhes sobre o IPO do Caixa Tem). financiamento imobiliário
Teremos um banco digital com uma escala de atendimento que nenhum outro banco terá”, afirmou o executivo.
Informações: Infomoney e Mercadoimobiliário.com.br