12/06/2026
Nem haveria resenha desse aqui. Por não achar necessário, interessante, importante. Por preconceito meu também, confesso. Bom, cá estamos, não com uma resenha mesmo, mas com uma partilha e com minha eterna ode aos livros que cabem em nós, em tempos, situações e funções diversas.
Esse livro é sem grandes pretensões, nem se a dupla de autores quisesse, ou tenha desejado, não iria além disso- ao menos na minha visão e experiência com a leitura. Maasss, me fez refletir, principalmente da metade para o final, me deixou empolgada para saber “no que ia dar”para cada um e para os pombinhos em questão, me trouxe leveza e ainda, lembranças da minha época de viajante e desbravadora.
O Caminho de Santiago é assunto interessante, pela história, pelos lugares por onde passa, pelas variantes de trilhas possíveis e pelas histórias das pessoas que o decidem percorrer. E o enredo traz essa essência, das razões de cada um, das possibilidades, da ação do destino, mas igualmente a força do livre arbítrio e as escolhas próprias. E, além disso, o livro também discorre não só sobre o amor maduro, mas também os começos e recomeços, o tanto que ainda pode ser feito, aprendido, mudado, e experienciado, mesmo já nos idos dos adultos 40+ e ++…
“Aprendi que é importante saber não apenas a que se apegar e o que deixar para trás, mas também o que se deve voltar para buscar”. Essa passagem de Zoe no final, pode resumir um pouco e diz não só sobre o Caminho no caso, mas a caminhada com e dentro da gente mesmo. Pode soar piegas, mas que não é, nunca foi ou será?
Esse livro não é nada demais, mas muitas vezes, nada demais é justamente o que se precisa, alegra, ou preenche. Um amigo trouxe para eu ler e acabei admirando essa obra do acaso, já que não seria algo escolhido por mim.