01/12/2022
Leilões de bens imobiliários têm crescido no Brasil nos últimos anos. Segundo levantamento realizado pela leiloeira Mega Leilões com casas de leilão ao redor do país, o número de imóveis que foram a leilão entre janeiro e setembro deste ano cresceu 54% em relação ao mesmo período de 2019. Para Vinícius Costa, presidente da ABMH , o «pé atrás» que a população tem com o mercado de leilões é parte de certo conservadorismo cultural. « No caso do mercado imobiliário, por exemplo, é mais fácil trabalhar com a ideia de adquirir um imóvel de alguém que esteja vendendo, porque os seus pais, avós e amigos fizeram isso, do que adquiri-lo por meio de um leilão. »
Nos mais variados leilões, diversos itens podem ser arrematados, como casas, apartamentos, prédios comerciais, terrenos e galpões, além de carros, motocicletas, obras de arte, materiais industriais e outros bens. Mesmo antes da pandemia, a maioria dos leilões já eram realizados de forma online, o que facilita a participação dos interessados. «Tende a ser um mercado que vai crescer bastante, porque, com a virtualização dos procedimentos em si, tanto dos processos judiciais quanto dos próprios procedimentos de leilão, existe uma facilidade muito grande de investir nesse mercado. Não é preciso sair de casa para participar de um leilão, basta acessar o site, acompanhar a sessão na data e horário e dar o seu lance virtualmente», conta Costa.
Como começar a dar os primeiros passos?
Se cercar, num primeiro momento, de pessoas capacitadas para esse tipo de mercado, como um advogado, que identifique as qualidades daquele leilão em termos jurídicos, as consequências que a arrematação pode gerar, os riscos jurídicos, além de uma pessoa que tenha capacidade de apropriação daquele bem, já que a maioria das pessoas entra nesse tipo de mercado com a intenção de arrematar um imóvel para revendê-lo ou colocá-lo para aluguel.
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