19/05/2015
MERCADO IMOBILIÁRIO
Alexandre Hernani da Silva
Investir na compra de imóveis pode ser uma nova realidade para quem não tem paciência no rendimento conta-gotas dos bancos ou nos choques de sobe e desce da bolsa de valores. A grande questão que tem suscitado dúvidas diante do cenário econômico atual e que tem gerado uma afirmação perigosa para o mercado imobiliário é: o preço está alto demais, vou comprar quando baixarem os valores.
Trazendo essa questão para o mercado de Florianópolis, percebemos que isso é uma utopia daqueles que um dia tiveram rentabilidade astronômica na defasagem de preços que ocorreu entre 2005 e 2011 ou ressuscitaram galinhas mortas com mais de 100% de lucro na compra e revenda.
Hoje, o perfil do investidor é o comprador do segundo imóvel, mudança para a cidade ou aquele que deseja ter um imóvel maior e mais bem localizado. O padrão construtivo e de acabamentos também é diferente de outrora. Detalhes decorativos e área de lazer sofisticada são fundamentais para os olhares mais aguçados por exclusividade e isso aumenta o custo na incorporação.
Na maioria das vezes o morador ou investidor é de outro estado e também do exterior buscando qualidade de vida e tranquilidade. Não adianta reclamar que os preços estão maiores que em São Paulo ou Porto Alegre. Estamos falando de uma ilha com pouco mais de 460 mil habitantes, extensão territorial limitada, 42 praias paradisíacas, terrenos com viabilidade cada vez mais escassos e caros, melhor IDH entre as capitais do Brasil e a terceira melhor cidade para se viver de acordo com o PNUD 2013 da ONU.
Quem espera baixar os valores são aqueles que simplesmente ignoram o fator "x" nas negociações de hoje: status, desejo e localização. Florianópolis oferece tudo isso e muito mais. Comprando agora, o único risco que se corre é de ganhar dinheiro. A crise só existe na cabeça dos pessimistas. O que te satisfaz? Andar de Mercedes-Benz na Beira-Mar Norte ou na Marginal Tietê em São Paulo?