12/09/2026
Naquela década, a praia ditava comportamento, o Posto 9 era ponto de encontro de artistas e da cena cultural carioca, o asa-delta e o fio dental saíam das areias para virar moda mundo afora. A poucos quarteirões dali, a Barão de Jaguaripe também vivia seu momento, recebendo uma geração de edifícios que hoje ajuda a contar a história do bairro.
Quarenta anos depois, a psicologia da compra é outra, o apartamento deixou de ser pensado apenas para uma família que queria morar muitos anos no mesmo endereço, novas tipologias ganharam espaço e entrou com muito mais força a lógica de liquidez, rentabilidade e valorização. O comprador também mudou, hoje ele pode estar no Rio, em São Paulo, Buenos Aires, Santiago, Nova York ou Lisboa olhando para o mesmo pedaço de Ipanema, muitas vezes buscando um imóvel para chamar de seu quando estiver na cidade e que, no restante do ano, continue trabalhando como investimento e gerando renda.
E esse interesse internacional não acontece por acaso, Ipanema reúne uma combinação difícil de replicar, localização, escassez imobiliária, reconhecimento internacional e uma demanda turística que atravessa o ano. O Rio recebeu 2,1 milhões de turistas estrangeiros em 2025, recorde histórico, e continuou avançando em 2026, reforçando a força da cidade como destino e, consequentemente, a procura por imóveis bem localizados.
No meio disso tudo está Ipanema, uma faixa pequena entre o mar e a Lagoa, disputada há décadas e praticamente toda consolidada, onde terrenos disponíveis para novos projetos são raros. A oferta é naturalmente limitada, a procura atravessa gerações e essa equação ajuda a explicar a valorização constante do bairro. E a Barão, arborizada, residencial e tranquila, atravessa esse pequeno pedaço do Rio acompanhando todas essas transformações.
Agora fiquei curioso, o que você acha que vai valer mais em Ipanema daqui a 40 anos, o tamanho do apartamento ou o endereço?