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Apartamentos Compactos x Preconceito: uma resistência à mudança socialUm artigo do engenheiro Otávio Grimberg, da SIG En...
02/02/2026

Apartamentos Compactos x Preconceito: uma resistência à mudança social

Um artigo do engenheiro Otávio Grimberg, da SIG Engenharia, critica o discurso contra apartamentos compactos e aponta que a rejeição, vendida como “técnica”, esconde resistência social, em meio a mudanças demográf**as e regras do Plano Direto.

No debate sobre os apartamentos compactos, tem ganhado força um discurso que se apresenta como técnico, mas que na prática é profundamente ideológico: o de que esse tipo de moradia afetaria o trânsito, a qualidade de vida e a “vocação” de determinados bairros, descritos como familiares, pacatos e homogêneos. À primeira vista, a crítica parece razoável. Mas, olhando com mais atenção, f**a claro que ela não se sustenta em dados urbanos consistentes, e sim em uma resistência à mudança social.

Apartamento compacto não é problema urbano, é escolha. Escolha de quem prefere morar perto do trabalho, reduzir deslocamentos, viver com mais praticidade e aproveitar melhor a cidade. Tratar esse modelo como ameaça é ignorar transformações reais nos modos de vida contemporâneos e tentar preservar artificialmente um padrão urbano excludente.

Esse comportamento tem nome: NIMBY, “Not In My Back Yard”. É o discurso de quem diz apoiar uma cidade moderna, diversa e inclusiva, desde que essa diversidade não chegue à sua rua, ao seu quarteirão, ao seu entorno imediato. Defende-se a cidade para os outros, mas não para perto.

Além disso, o preconceito embutido nesse discurso sequer se sustenta do ponto de vista econômico. Os apartamentos compactos localizados em áreas valorizadas do próprio bairro são vendidos a preços de metro quadrado elevados e superiores aos praticados por unidades maiores na mesma região, o que afasta a ideia de “moradia popular disfarçada”. Ao contrário, trata-se de produtos imobiliários voltados a um público que escolhe localização, eficiência e estilo de vida, e que paga caro por isso. Esse movimento responde a uma mudança demográf**a real: dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o número de pessoas morando sozinhas é um dos que mais cresce no país. Diante dessa demanda, o mercado imobiliário apenas ajusta a sua oferta, desenvolvendo unidades menores, funcionais e bem localizadas, compatíveis com quem não busca grandes metragens, mas praticidade e qualidade urbana.

Também não procede o argumento de que o aumento do número de moradores, por si só, prejudicaria a qualidade de vida do bairro ou causaria colapso no trânsito. Essa afirmação não encontra respaldo na realidade urbana do Rio de Janeiro. Exemplos consolidados como o Condomínio Village São Conrado, com nove blocos de 25 pavimentos cada, o Condomínio Selva de Pedra, no Leblon, com cerca de 40 edifícios entre 13 e 17 andares, o Condomínio Morada do Sol, em Botafogo, com sete torres de 25 pavimentos e o bairro planejado Península, na Barra, com 65 torres e com mais de 5.000 unidades residenciais, demonstram que empreendimentos residenciais de alta densidade não geram, por si só, impactos signif**ativos nas áreas adjacentes. Não há histórico de problemas estruturais de trânsito na entrada ou na saída desses condomínios, justamente porque a dinâmica residencial é distribuída ao longo do dia. Diferentemente de equipamentos como escolas, shoppings ou grandes eventos, moradores não entram e saem todos ao mesmo tempo, o que dilui naturalmente qualquer impacto viário.

As críticas às cozinhas compactas e à ausência de gás seguem a mesma lógica. São apresentadas como preocupação com qualidade, mas revelam uma visão desatualizada e elitista do morar. Em grande parte dos Estados Unidos, referência internacional em padrão residencial, o uso de gás em cozinhas é exceção. Predominam soluções elétricas ou por indução, mais seguras, eficientes e alinhadas com práticas contemporâneas de sustentabilidade. Cozinhas menores refletem escolhas de estilo de vida, não perda de padrão.

Outra preocupação recorrente levantada por moradores vizinhos é a possibilidade de locação por temporada nessas unidades. Essa crítica parte de um equívoco conceitual. A eventual existência desse tipo de locação não é um problema do entorno ou do bairro, mas uma questão interna de cada condomínio. O morador que adquire a unidade conhece previamente as regras da convenção e assume os riscos inerentes ao uso permitido do imóvel. Se a convenção admite a locação por temporada, eventuais impactos decorrentes dessa escolha dizem respeito exclusivamente aos moradores e não aos vizinhos. Além disso, esse modelo atende a uma demanda real, atrai investidores, amplia a oferta de hospedagem e contribui para o turismo urbano, gerando circulação econômica e arrecadação para a cidade.

Outro ponto frequentemente invocado nesse debate é o chamado “direito de vizinhança”, como se os impactos de um empreendimento fossem ignorados pelo poder público. Essa premissa é simplesmente falsa. No município do Rio de Janeiro, nenhum projeto é aprovado sem passar por uma rigorosa e sucessiva análise de impactos, conduzida por diferentes órgãos técnicos, cada um dentro de sua competência específ**a. No campo viário, o empreendimento é submetido à avaliação da CET-Rio, que analisa o impacto no sistema viário do entorno e, sempre que identif**a qualquer sobrecarga potencial, exige a adoção de medidas mitigadoras. Do ponto de vista ambiental, o projeto passa pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que avalia possíveis impactos ambientais e impõe condicionantes técnicas para assegurar que não haja danos ao meio ambiente. A análise urbanística é conduzida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU), responsável pelo planejamento urbano da cidade e pelo licenciamento dos empreendimentos, verif**ando a estrita conformidade do projeto com o Plano Diretor, a legislação urbanística e as normas de uso e ocupação do solo. Já os aspectos patrimoniais são examinados pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), que avalia eventuais interferências sobre bens preservados ou tombados no entorno. Em outras palavras, antes de qualquer licença ser concedida, o projeto enfrenta uma verdadeira bateria de avaliações técnicas, sendo ajustado, condicionado ou mitigado para que cause o menor impacto possível à vizinhança. Sustentar que empreendimentos regularmente licenciados desconsideram o direito de vizinhança é desconhecer, ou deliberadamente ignorar, o próprio funcionamento do sistema de licenciamento urbano do Rio de Janeiro.

Nesse ponto, é relevante destacar a posição institucional do presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlos Caiado, que tem ressaltado publicamente a amplitude e a legitimidade do processo de aprovação do Plano Diretor. Segundo ele, a Câmara e a Prefeitura discutiram o Plano Diretor ao longo de dois anos e meio, período em que foram realizadas mais de 30 audiências públicas em todas as regiões da cidade, com participação aberta de associações de moradores, entidades de classe e da sociedade em geral. Caiado lembra ainda que, em nenhuma dessas audiências ou em qualquer outro momento do debate urbanístico, houve registro de mobilização de moradores do Leblon com o objetivo de impedir mudanças que alegadamente afetariam as “características pacatas e familiares” do bairro. Para o presidente da Câmara, uma vez aprovadas após amplo debate democrático, as regras urbanísticas devem ser respeitadas, não podendo empreendimentos regularmente licenciados ser inviabilizados por pressões localizadas ou mobilizações pontuais, sob pena de se comprometer a segurança jurídica da cidade.

No fundo, o incômodo não está na metragem do apartamento, nem no tipo de cozinha, nem em impactos urbanos reais. O incômodo nasce da falsa impressão sobre o perfil e o nível social de quem opta por esse tipo de moradia, como se o tamanho do imóvel fosse indicador de renda, comportamento ou valor social. O que se tenta preservar não é o bairro, mas um determinado recorte social idealizado. O problema não é o apartamento compacto.

Diário do Rio, Mercado Imobiliário, 02/fev

Boom Imobiliário no Nordeste e Sul: Recife e Florianópolis viram fenômenos no Brasil Recife consolidou-se como a grande ...
30/01/2026

Boom Imobiliário no Nordeste e Sul: Recife e Florianópolis viram fenômenos no Brasil

Recife consolidou-se como a grande surpresa positiva de 2025. A capital pernambucana demonstrou uma resiliência e um apetite de investimento alto.

O cenário imobiliário brasileiro em 2025 revela uma descentralização do crescimento, com capitais fora do eixo Rio-São Paulo assumindo papéis de destaque tanto em novas construções quanto na velocidade de vendas. O novo relatório da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), baseado em dados da GeoBrain, destaca que o mercado nacional está em plena reconfiguração, com o Nordeste e o Sul apresentando os saltos mais expressivos de produtividade e valor de mercado.

O fenômeno Recife

Recife consolidou-se como a grande surpresa positiva de 2025. A capital pernambucana demonstrou uma resiliência e um apetite de investimento acima da média nacional, com lançamentos em disparada. A cidade subiu 7 posições no ranking de Valor Geral de Lançamentos, alcançando a 6ª colocação nacional.

Além disso, o Volume Financeiro também cresceu. O total de lançamentos atingiu R$ 3 bilhões, o que representa uma expansão de 57% em relação ao ano de 2024.

No ranking de vendas, a cidade também avançou, subindo 3 posições e fixando-se no 9º lugar entre as capitais mais competitivas.

Radiografia nacional

Embora novos polos ganhem força, a capital paulista mantém sua soberania absoluta, enquanto o Rio de Janeiro enfrenta um período de ajuste:

São Paulo (1º lugar): Segue isolada na liderança com um VGV de vendas de R$ 42,6 bilhões e lançamentos de R$ 38 bilhões (alta de 4% sobre 2024).

Rio de Janeiro (2º lugar): Mantém o vice-posto, porém com sinais de alerta: houve uma queda acentuada de 30% no VGV de vendas (R$ 6 bilhões) e de 20% nos lançamentos (R$ 6,1 bilhões).

O levantamento, que compreende o período de janeiro a setembro de 2025, aponta tendências claras em outras regiões: Florianópolis Foi o maior destaque em evolução de vendas, saltando 7 posições para o 4º lugar nacional. Puxada por imóveis de médio e alto padrão, a capital catarinense registrou um VGV de R$ 4,6 bilhões, um salto de 91%.

Fortaleza consolidou a 3ª posição em ambos os rankings, com um crescimento de 41% no VGV de vendas, somando R$ 4,9 bilhões.

Equilíbrio em MG, PR e GO

Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia apresentaram vendas superiores aos lançamentos, sugerindo um movimento estratégico de queima de estoque e equilíbrio entre oferta e demanda. Belo Horizonte subiu duas posições em vendas, atingindo R$ 3,9 bilhões.

No interior de São Paulo, Campinas destaca-se como a única cidade não capital no Top 10 de lançamentos, subindo 4 posições e atingindo o 10º lugar com R$ 2 bilhões investidos.

A capital federal registrou a maior queda no ranking de vendas, perdendo 5 posições e terminando o período em 10º lugar. O ranking utiliza totais de lançamentos e imóveis dentro dos limites das cidades, desconsiderando regiões metropolitanas.

Jornal do Commércio - PE, 30/jan

2026 chega com sinais de um novo ciclo de crescimentoO mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 com forte aquecimento ...
29/01/2026

2026 chega com sinais de um novo ciclo de crescimento

O mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 com forte aquecimento tanto no aluguel quanto na compra e venda. A cobertura da imprensa dos últimos dias sobre os resultados de 2025 e perspectivas do setor para este ano mostra sinais de um novo ciclo de crescimento, capaz de impulsionar um processo de reconstrução de confiança, previsibilidade e tomada de decisão — especialmente relevante para quem atua diretamente com locação e intermediação imobiliária.

A queda da inadimplência do aluguel é um dos sinais mais relevantes desse novo momento. Dados divulgados pelo site Times Brasil, com base no Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), elaborado pela Superlógica, mostram que o indicador atingiu o menor nível em sete meses. Mais do que o patamar isolado, o que merece atenção é a trajetória: depois de um primeiro semestre extremamente duro, a inadimplência passa a recuar de forma consistente, mês após mês.

As imobiliárias têm aqui uma oportunidade concreta de capturar valor. No meu entendimento, esse avanço não virá do relaxamento de critérios de aprovação ou de uma gestão menos rigorosa da carteira. Pelo contrário. O momento favorece quem é mais eficiente para o cliente: escolher melhor o inquilino, estruturar processos, operar com dados e trabalhar com garantias claras. É isso que transforma a percepção de risco do proprietário em confiança real e permite acelerar o mercado de forma saudável.

Do lado da compra e venda, o recorde de lançamentos reforça a leitura de que o setor voltou a ganhar tração. Reportagem da Folha de S.Paulo, com base em dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que o volume de novos empreendimentos atingiu um patamar histórico em 2025, impulsionado principalmente pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

O MCMV cumpre um papel central nesse cenário. O programa não apenas sustenta o volume de lançamentos, como também funciona como um amortecedor em um ambiente ainda desafiador de crédito. Mesmo com juros elevados, ele mantém o mercado em movimento e evita uma desaceleração mais profunda.

As vendas avançam em ritmo mais moderado do que os lançamentos, e não vejo isso como um problema estrutural. Trata-se de um processo natural de acomodação após um período de forte aceleração da oferta. A tendência é que as vendas ganhem tração à medida que o cenário de juros evolua de forma mais favorável ao longo de 2026.

Para as imobiliárias, o recado é claro. Onde o Minha Casa, Minha Vida é mais presente, haverá espaço para crescimento consistente, desde que exista estrutura, times preparados e foco operacional. Já no médio e alto padrão, o momento exige leitura de ciclo, disciplina comercial e capacidade de atravessar o ajuste atual para capturar a próxima fase de retomada.

A combinação entre inadimplência em queda e expansão dos lançamentos reforça a convicção de que o mercado imobiliário entra em 2026 em um patamar melhor do que o observado ao longo do ano passado.

Não é apenas um alívio conjuntural, mas a construção de um novo ciclo, no qual quem operar com inteligência, dados e processos sólidos tende a capturar mais resultado.

Portas, Análise & Opinião, 29/jan

Volume de lançamentos imobiliários no Rio cresce 37% em 2025O volume de lançamentos imobiliários na cidade deu um salto ...
28/01/2026

Volume de lançamentos imobiliários no Rio cresce 37% em 2025

O volume de lançamentos imobiliários na cidade deu um salto de 37% em 2025 — de R$ 12,8 bilhões lançados em 2024, chegamos a R$ 17,6 bilhões no ano passado.

E os preços também cresceram. O aumento do preço médio da venda de unidades foi de aproximadamente 9% — contra uma inflação de 4,26%.

Os dados constam do levantamento da empresa Brain Inteligência Estratégica para o Sindicato da Indústria da Construção Civil, e foram apresentados pelo presidente Sinduscon-Rio, Claudio Hermolin, no evento de abertura do ano promovido pela imobiliária Patrimóvel na manhã desta quinta-feira (22/01).

E confirmam o que vinha sendo desenhado: houve um aumento expressivo no número de unidades compactas — que saltaram de 19% do total lançado em 2024 para 28%. Os empreendimentos do segmento de luxo também estiveram em alta. Em 2024, eles representaram 9,6% dos lançamentos no Rio. No ano passado, chegaram a 14% — um aumento de mais de 40% na representatividade.

Porto Maravilha é o campeão de lançamentos imobiliários pelo quarto ano consecutivo

Olhando para os bairros, o maior volume de unidades lançadas foi, pelo quarto ano seguido, no Porto Maravilha, seguido da Barra da Tijuca. Nas vendas, foi mantido o patamar de R$ 14,5 bilhões de 2024 — com destaque, mais uma vez, para o segmento compacto, que saltou de 16% das vendas de 2024 para 21%, em 2025.

O ano de 2025 terminou com o volume de estoque correspondente a apenas 8 meses — o que signif**a dizer que, se nada for lançado pelo mercado imobiliário carioca, e o ritmo de comercialização for mantido, em agosto não haverá mais unidades à venda.

“Com a expectativa da redução da taxa de juros, mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, aumento do uso do FGTS para imóveis até R$ 2,25 milhões, aliados às recentes legislações aprovadas na cidade do Rio de Janeiro, o setor espera um ano de 2026 ainda melhor”, festejou Hermolin.

Rádio Manchete, Setor Imobiliário, 28/jan

País ganha escola superior do mercado imobiliário Iniciativa, em Florianópolis, terá cursos de tecnólogo, graduação e pó...
27/01/2026

País ganha escola superior do mercado imobiliário

Iniciativa, em Florianópolis, terá cursos de tecnólogo, graduação e pós-graduação.

O mercado imobiliário brasileiro acaba de ganhar a Escola Superior Imobiliária (ESIM), primeira instituição de ensino superior da América do Sul dedicada à formação acadêmica e à inteligência do setor. O espaço f**a em Florianópolis (SC) e oferecerá este ano cursos de tecnólogo, graduação e pós-graduação, incluindo formações específ**as voltadas ao setor. A grade curricular tem a proposta de ir além das técnicas tradicionais de vendas, com temas como Direito Registral, Economia Urbana, Avaliação de Ativos (Valuation), Marketing Imobiliário, CRM (Customer Relationship Management ou Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente), Tecnologias e Ciência de Dados aplicadas ao Real Estate.

A ESIM é mantida pelo IBREP (Instituto Brasileiro de Educação Profissional), pioneiro no ensino técnico imobiliário na modalidade EAD (Ensino à Distância). De acordo com Celso Pereira Raimundo, fundador do Grupo IBREP, a expectativa é que a nova instituição se consolide como uma referência acadêmica, contribuindo para elevar a qualidade do serviço prestado ao consumidor.

"Nosso objetivo é formar lideranças e produzir conhecimento aplicado para um mercado cada vez mais complexo e em constante expansão", explica Raimundo.

O Dia, Panorama Imobiliário, 27/jan

Taxa de condomínio no Estado do Rio subiu, em média, 11,7% em 2025; foi o segundo maior aumento em todo o paísO Rio de J...
26/01/2026

Taxa de condomínio no Estado do Rio subiu, em média, 11,7% em 2025; foi o segundo maior aumento em todo o país

O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar entre os estados que registraram os maiores aumentos nas taxas de condomínio em 2025. Em território fluminense, o reajuste foi de 11,7%, e o valor médio de condomínio passou de R$ 764 para R$ 853,3 em 12 meses.

Em várias regiões do país, o valor médio do condomínio subiu acima da inflação — e em alguns estados, o aumento chegou a ser de dois dígitos. Os dados fazem parte de um levantamento da plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado imobiliário Superlógica publicado pelo site “Metro Quadrado”. O estudo comparou os valores entre dezembro de 2024 e 2025.

O Estado do Rio, de acordo com especialistas da plataforma, tem perfis muito distintos de moradias, que acabam puxando os custos para o alto. Na Zona Sul da capital, por exemplo, são mais comuns os condomínios com menos unidades, e taxas muito mais altas. Já na Zona Sudoeste, são prédios com muitas torres e muitos serviços, o que também pressiona a taxa.

No quesito aumento de condomínio, só o Maranhão bate o Rio

O único estado que registrou um aumento médio maior que o do Rio foi o Maranhão, com 16%. Em 12 meses, a taxa condominial média no estado do Nordeste pulou de R$ 498,9 para R$ 579. Lá, a variação seria fruto de um mercado com base menor de condomínios, onde oscilações de custo tendem a ter um impacto proporcionalmente maior.

Os estados de Tocantins, com aumento de 10,57%; de Alagoas:(10,51%); e de Piauí: (10,44%) completam a lista dos cinco com os maiores aumentos do país.

Tempo Real RJ, 26/jan

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Rio De Janeiro, RJ
22640-100

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