27/04/2026
Veja quem tem direito ao Minha Casa, Minha Vida.
Entraram em vigor as novas condições do programa Minha Casa, Minha Vida. As medidas ampliam o acesso ao financiamento habitacional, principalmente para a classe média, com atualização dos limites de renda familiar e dos valores máximos dos imóveis financiáveis.
O limite de renda familiar mensal da faixa 3, por exemplo, passou de R$ 8.600 para R$ 9.600. Na faixa 4, o aumento foi de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Os beneficiários poderão usufruir também do aumento do teto dos imóveis financiáveis: casas e apartamentos podem chegar a R$ 400 mil na faixa 3 e a R$ 600 mil na 4.
As mudanças visam a corrigir defasagens do programa habitacional, especialmente em capitais do país, como o Rio.
— Não é fácil “padronizar” valores de imóveis em um país como o Brasil. Cada região tem suas características e, consequentemente, valores diferentes. Assim, principalmente em capitais, os valores limites dos imóveis nas quatro faixas muitas vezes eram muito próximos aos custos de construção, o que inviabilizava o Minha Casa, Minha Vida. Ao elevar tanto o limite de renda como os valores dos imóveis, as alterações aumentam o público potencialmente apto a participar do programa — explica Eduardo Menicucci, professor de Finanças associado à Fundação Dom Cabral.
O alargamento das faixas deve beneficiar famílias reenquadradas, já que os juros são menores para grupos de renda inferior. Quem tem renda de R$ 9 mil e antes fazia parte da faixa 4, com juros de cerca de 10% ao ano, agora poderá usufruir de taxa média de 8,16% na faixa 3.
Também começou a valer a ampliação do programa para reformas. Entre as medidas, estão o aumento do tíquete máximo do Reforma Casa Brasil de R$ 30 mil para R$ 50 mil e a ampliação do público com permissão de adesão para quem ganha até R$ 13 mil. Antes, o programa era para quem tinha renda mensal de até R$ 9,6 mil.
Em relação aos juros, as taxas eram de 1,17% para quem ganha até R$ 3,2 mil e de 1,95% para quem tem faixa de renda superior. Agora será uniformizada em 0,99% ao mês para qualquer faixa de renda. O governo também estendeu o prazo de amortização para 72 meses. Antes, era de 60 meses.