02/01/2024
A construção civil no Brasil enfrenta um cenário desafiador em 2023, com a atividade do setor desacelerando em comparação a 2022, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). As projeções iniciais de crescimento de 2,5% foram revisadas para 1,5%, e agora a expectativa é de encerrar o ano com uma queda de 0,5%. No terceiro trimestre de 2023, o PIB da construção registrou uma queda significativa de 3,8%, marcando o pior resultado desde o segundo trimestre de 2020.
Os desafios incluem o impacto dos juros altos, a escassez de estoque e os custos elevados, contribuindo para a desaceleração do setor. Renato Correia, presidente da CBIC, destaca a perspectiva de aumento no preço dos imóveis acima da inflação em 2024, atribuindo isso à baixa oferta no mercado, custos elevados e ao fim da desoneração, que resulta no encarecimento da mão de obra na construção civil.
O fraco desempenho econômico enfrentado pelos empresários é atribuído às elevadas taxas de juros no país, segundo Correia. Além disso, o resultado aquém do esperado é influenciado pelo término do ciclo de pequenas obras e reformas iniciado na pandemia, assim como pela demora na divulgação das novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As obras de infraestrutura, como projetos de saneamento e construção de rodovias e estações de metrô, têm sido um ponto positivo, amenizando o impacto negativo.
Informações retiradas de à Folha de S.Paulo.