23/06/2026
O envelhecimento da população está impulsionando uma nova tendência no mercado imobiliário de alto padrão: empreendimentos voltados à longevidade, saúde e bem-estar. A chamada “economia prateada” deve movimentar US$ 16 trilhões por ano até 2030, impulsionada pelo crescimento da população acima dos 60 anos. No Brasil, esse público já representa 32 milhões de pessoas e movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano.
Em resposta a essa demanda, incorporadoras estão desenvolvendo projetos que combinam moradia, serviços de saúde, hotelaria e experiências de wellness. Em Porto Alegre, a ABF Developments lançou a coleção Magno, voltada ao conceito de senior living premium, com assistência médica, spa, restaurante e programação de atividades.
Em Curitiba, a AG7 aposta no conceito de “aging in place”, que incentiva o envelhecimento ativo por meio da integração entre natureza, mobilidade, convivência e arquitetura acessível.
Já em São Paulo, o Allard Oscar Freire, da Gafisa, incorpora um centro de longevidade com tecnologias avançadas, spa, câmaras terapêuticas e experiências focadas em saúde preventiva.
A tendência mostra que o mercado de luxo está migrando do conceito tradicional de moradia para um modelo que valoriza qualidade de vida, bem-estar físico e mental, autonomia e envelhecimento saudável como diferenciais centrais dos empreendimentos.