11/03/2026
A gestão financeira dos condomínios brasileiros em 2026 enfrenta desafios crescentes devido ao aumento da inadimplência e aos efeitos da reforma tributária em vigor. Conforme aponta o Censo Condominial 2025/2026, a inadimplência das cotas condominiais ultrapassa 11% em várias regiões do país, dificultando a manutenção dos serviços essenciais.
Além disso, a reforma tributária, que instituiu mudanças como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tem potencial para elevar os custos dos serviços contratados pelos condomínios, como segurança, limpeza e manutenção predial. Isso implica pressão direta sobre o orçamento e, consequentemente, sobre o valor das taxas condominiais.
Especialistas alertam que, ao contrário de empresas, condomínios não dispõem de mecanismos robustos de compensação tributária. Assim, qualquer aumento de impostos repassado pelos fornecedores pode comprometer ainda mais as finanças do empreendimento.
Diante desse cenário, síndicos e conselhos fiscais precisam encontrar um equilíbrio delicado para não elevar as taxas de forma abrupta e, ao mesmo tempo, garantir a continuidade dos serviços essenciais. Estratégias como planejamento financeiro antecipado, revisão de contratos e fortalecimento do fundo de reserva são recomendadas para mitigar riscos.
Fonte: Condomínio Interativo