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NOVA LEI REDUZ BUROCRACIA E RISCOS NA COMPRA DE IMÓVEISFonte: Valor EconômicoUma nova lei reduziu o risco de quem compra...
13/10/2022

NOVA LEI REDUZ BUROCRACIA E RISCOS NA COMPRA DE IMÓVEIS

Fonte: Valor Econômico
Uma nova lei reduziu o risco de quem compra um imóvel de ter que responder por dívida do antigo proprietário, se a pendência não estiver registrada na matrícula do bem. O adquirente não precisa mais fazer aquela espécie de auditoria sobre a vida do vendedor, que exigia a retirada de ao menos dez certidões negativas - nas esferas federal, estadual, criminal, fiscal, trabalhista e de família.

Editada recentemente, a Lei nº 14.382 só continua exigindo a documentação sobre o pagamento dos impostos: IPTU, ITBI (compra) e ITCMD (doação). Também a certidão de matrícula, que demonstra se o imóvel tem algum registro de hipoteca, alienação fiduciária ou penhora.

Ao alterar o artigo 54 da Lei nº 7.433, de 1985, a nova norma pode evitar discussões judiciais entre credores dos antigos proprietários do imóvel e o atual dono. “A nova lei, além de diminuir a burocracia e gastos com a compra de imóveis, dá mais segurança de que o comprador não poderá ser responsabilizado por dívidas de terceiros, caso não exista registro na matrícula sobre a dívida existente do vendedor”, afirma Kelly Durazzo, do Durazzo & Medeiros Advogados.

O comprador pode chegar a economizar em torno de R$ 700, em São Paulo e no Rio de Janeiro, por CPF pesquisado, com despesas e a contratação de despachante para a retirada de certidões negativas. Para a advogada, “essa lei colocou uma pá de cal sobre o assunto”, que vinha sendo discutido há anos no Judiciário.

Segundo o advogado Bruno Sigaud, do Sigaud Advogados, a nova lei, em linhas gerais, reforça a proteção ao terceiro de boa-fé. Ele aponta que a jurisprudência majoritária no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) destacava, até então, a necessidade das certidões negativas. “Agora, com a nova legislação, essas certidões deixam de ser indispensáveis para a aquisição do bem”, diz.

Mas Sigaud pondera que o escritório ainda recomenda a emissão das certidões. “Continua sendo relevante para evitar qualquer questionamento futuro”, afirma. Ele lembra que várias das certidões podem ser emitidas gratuitamente pelos sites dos tribunais, como o do TJSP.

Mesmo após a entrada em vigor da nova norma, ainda é praxe no mercado, segundo advogados da área, a exigência de todas as certidões. Até agora, também não se sabe de decisão judicial que mencione ou determine a aplicação da nova lei. Por isso, na opinião do advogado Luís Rodrigo Almeida, sócio do Dib Almeida Laguna Manssur, é preciso ter cautela até se saber como o Judiciário vai se comportar.

Para Almeida, a nova norma transfere ao credor a obrigação de registrar ações judiciais ou cobranças na matrícula do imóvel do devedor. “Contudo, a Justiça ainda traz obstáculos para esses registros, em alguns casos”, diz. Isso acontece quando, por exemplo, a ação judicial que pode resultar em cobrança ainda está no início, “o que pode trazer problemas aos compradores”.

Mesmo que a nova lei seja bem recebida pela Justiça e os juízes realmente deixem de exigir esses documentos para comprovar que o comprador teve cautela e boa-fé ao adquirir o imóvel, ele afirma que, nos casos de empreendimentos imobiliários, seria melhor manter a diligência. “O impacto nesses casos seria gigantesco, uma vez que envolvem diversos terceiros, que compraram unidades no empreendimento e podem ficar em risco.”

A discussão sobre a proteção de compradores de imóveis de boa-fé, para que não sejam depois cobrados por credores de antigos proprietários, tem um longo histórico no Judiciário. Em 2009, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) editou a Súmula 375 que dizia que “o reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente”.

Apesar da súmula, surgiu no mercado uma nova dúvida por causa da sua redação. Começou a ser travada uma nova discussão sobre quem seria o responsável por produzir essas provas.

Uma corrente entendia que o ônus de comprovar a não ocorrência da má-fé seria do comprador. Contudo, em dezembro de 2014, o entendimento foi pacificado pelo STJ, no julgamento de um recurso repetitivo (REsp 956.943). Nele, prevaleceu o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, de que “inexistindo registro da penhora na matrícula do imóvel, é do credor o ônus da prova de que o terceiro adquirente tinha conhecimento de demanda capaz de levar o alienante à insolvência”.

Depois disso, em 2015, a Lei nº 13.097 adotou o entendimento do STJ. Deixou claro, no artigo 54, que essas pendências sobre o imóvel devem constar na sua matrícula. Também estabeleceu que o comprador de imóvel de boa-fé não poderá ser responsabilizado, caso não haja ressalva naquele documento.

“A partir dessa publicação, o Judiciário começou a criar jurisprudência não aceitando a hipótese de fraude, caso a dívida não constasse da matrícula”, diz a advogada Kelly Durazzo. Contudo, ainda assim, alguns tribunais continuavam entendendo que a praxe do setor era pedir as certidões e, quando isso não acontecia, segundo ela, entendiam caracterizada a má-fé.

Agora, com a Lei nº 14.382, de 2022, houve a inclusão do parágrafo 2º nesse mesmo artigo 54, o que poderá encerrar a discussão, conforme especialistas, ao dispensar expressamente a exigência das certidões.

04/10/2022

MEDIO E ALTO PADRÃO EM SÃO PAULO DUPLICAM VENDAS NO SEMESTRE.
Indicador Abrainc-Fipe, divulgado nesta semana, aponta aumento de 103% na transação de imóveis de janeiro a junho frente aomesmo período de 2021
Fonte: Valor
Nem juros altos, câmbio valorizado ou custos elevados da construção parecem deter a performance mais do que positiva dos negócios no segmento imobiliário de médio e alto padrões (MAP) do Brasil. É o que aponta relatório da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc) e do Instituto Fipe, publicado nesta semana: as vendas de imóveis com esse perfil mais do que dobraram entre janeiro e junho, quando foram comercializadas 23.461 unidades, 103% a mais na comparação com o mesmo período de 2021.
tal de lançamentos MAP também aumentou em dois dígitos: 20%, com 24 .735 novas unidades nos seis primeiros meses do ano. Já os distratos sobre vendas chegaram a 11% no período — menor percentual da série histórica do indicador, criado em 2014.
A pesquisa demonstra a grande resiliência do segmento, na opinião do presidente da Abrainc, Luiz França. “Os números confirmam a lógica do mercado de alto padrão, com elevação das vendas denotando o interesse crescente por esse tipo de produto, mesmo com a taxa Selic mais alta em relação ao ano passado”, analisa.
O dirigente explica que a decisão de compra de quem investe nesse tipo de imóvel tem uma motivação totalmente diferente. “É um cliente que busca determinadas regiões nas cidades e está disposto a pagar por imóveis que são objetos de desejo”, afirma.
França destaca ainda que o preço do metro quadrado em São Paulo é muito inferior ao praticado em cidades como Nova York ou Paris, o que favorece a atração e a manutenção desses investidores no Brasil.
Momento positivo
O entusiasmo com os resultados da primeira metade do ano é observado também junto aos empresários do setor. Otavio Zarvos, CEO da Idea! Zarvos, festeja a ótima performance de sua companhia no período. “Zeramos nossos estoques! Com certeza, este é um momento positivo, especialmente para o mercado de alto padrão, que tem se mantido em alta”, comemora. O executivo anuncia lançamentos importantes neste segundo semestre, que somarão VGV de R$ 1,3 bilhão.

“São empreendimentos em ótimos terrenos, com localização e vista singulares, que dificilmente podem ser replicados. Isso nos deixa muito confiantes”, aposta Zarvos. “Os projetos vão ao encontro das necessidades desse mercado e se diferenciam pela valorização da estética, pela excelência construtiva e pelo uso inteligente do prédio e do entorno.”

Na Helbor Incorporadora, a avaliação é que o alto padrão foi o principal responsável pelos resultados do semestre. “Foi o grande fiel da balança”, afirma Marcelo Bonanata, diretor Comercial da empresa. O maior sucesso de vendas foi o projeto Helbor Jardins por Artefacto, lançado em março, que teve 70% de suas 21 unidades já negociadas.

“A expectativa, a despeito do quadro inflacionário mundial, é finalizar o ano muito bem. Isso nos dará fôlego para entregar mais de dez empreendimentos em 2023”, antecipa Bonanata.

21/09/2022

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06/09/2022

Preço das lajes corporativas vai continuar elevado, diz presidente da Secovi

Segundo Rodrigo Luna, a inadimplência está sob controle e os imóveis comerciais estão "a todo v***r"

Fonte: Exame

O mercado imobiliário brasileiro demonstrou uma "força impressionante" durante a fase mais aguda da pandemia, e mesmo em um ano eleitoral e com juros altos a expectativa é positiva.

Essa é análise do presidente da Secovi e CEO da Plano&Plano (PLPL3), Rodrigo Luna, que conversou com exclusividade com a EXAME Invest.

Segundo Luna, o segmento que vai puxar o mercado imobiliário nos próximos anos será o de lajes corporativas, por "uma simples questão de demanda e oferta: todo o mundo está voltando mas não tem espaço, e construir novos escritórios demora tempo".

O presidente da Secovi, maior sindicato do mercado imobiliário da América Latina, disse que a inadimplência não preocupa, e salientou como os imóveis comerciais estão "a todo v***r".

Confira os melhores trechos da entrevista exclusiva com o presidente da Secovi e CEO da Plano&Plano (PLPL3), Rodrigo Luna

O mercado imobiliário demonstrou resiliência durante a pandemia e agora está em forte alta. Quais são as razões do boom imobiliário que estamos vivenciando?

O mercado imobiliário demonstrou ter uma força impressionante. Quando veio a pandemia, a grande preocupação de todo o setor era sobre o que iria acontecer. Como as pessoas vão encarar uma aquisição com um valor que muitas vezes é a compra da vida, de longo prazo, no meio dessas incertezas todas? Mas se a gente somar a cultura do brasileiro, do déficit habitacional, seja quantitativo que qualitativo, as taxas de juros muito baixas e uma crise sanitária que envolve você ficar em casa e proteger a sua família, isso trouxe percepção das famílias brasileiras que não tem nada mais importante - materialmente falando - do que a sua casa. Nada tem mais importância. Porque a partir dela que se cuida da saúde da família, que se provêm educação, que se garante conforto, segurança. Por isso, a procura por habitação só foi aumentando.

02/09/2022

Imóveis compactos foram os mais vendidos em julho, diz Secovi-SP
Levantamento mensal registrou aumento de vendas em relação a 2021

Fonte: Folha, 02 set. 2022
Imóveis de 30 m² e 45 m² lideraram entre os lançamentos e as vendas na cidade de São Paulo em julho. Segundo Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário, divulgada nesta sexta (2), quase metade das residências lançadas no mês passado (2.145 unidades) e das vendidas (2.998 unidades) foram de metragem compacta.

Destaque para os imóveis com menos de 30 m² e os de dois dormitórios, registrando o maior percentual de unidades lançadas vendidas.

Por faixa de preço, os imóveis entre R$ 240 mil a R$ 500 mil foram mais da metade dos lançamentos e das vendas.

Realizada pelo departamento de economia e estatística do Secovi-SP, o levantamento registrou aumento de 10,8% no número de imóveis residenciais novos vendidos na capital em comparação ao registrado no mesmo mês de 2021. Já em relação a junho de 2022, quando 6.288 unidades foram comercializadas, houve queda de 5,3%.

O valor de vendas atingiu R$ 2,77 bilhões no mês passado. O resultado é 1,6% maior que o de julho de 2021 (R$ 2,73 bilhões). No acumulado de 12 meses, o valor chegou a R$ 35,2 bilhões, abaixo dos R$ 36,4 bilhões registrados no período anterior.

Em relação ao número de unidades lançadas, o volume foi 35,1% menor do que o apurado em julho de 2021, segundo o Secovi-SP. Cerca de 40% dos lançamentos se enquadram como econômicos. Mais de 24.500 unidades deste tipo de imóvel estavam disponíveis para a venda.

28/08/2022

DICA IMPORTANTE:
Nos últimos anos 10 anos, a valorização imobiliária na região do Jardim Marajoara cresceu 275%, acima do CDI (229,52%), Poupança (126,43%). O IPCA do período foi de 115,11%, ótima oportunidade para morar ou investir no Jardim Marajoara e Região

Praça Carlos Gomes, em frente ao Raiz São Paulo. Limpa e pintada.
20/08/2022

Praça Carlos Gomes, em frente ao Raiz São Paulo. Limpa e pintada.

Praça em Frente ao Raiz São Paulo, totalmente limpa.
16/08/2022

Praça em Frente ao Raiz São Paulo, totalmente limpa.

16/08/2022

Praça em Frente ao Raiz São Paulo, Totalmente Limpa.

16/08/2022

Preços dos imóveis deve continuar subindo neste ano, prevê setor

Estudo estima estabilidade e segundo melhor ano para o mercado imobiliário

Fonte: Folha, 15 ago. 2022

Os preços de imóveis no Brasil devem continuar em alta, puxados pelos custos da construção acima da inflação no país. A previsão, da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), foi divulgada nesta segunda (15).

O estudo "Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2022", feito em parceria com o Senai Nacional e a Brain Inteligência Estratégica, projeta que, mesmo com a queda na renda das famílias e a elevação dos preços, a demanda vai seguir aquecida.

Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica, 2022 será o segundo melhor ano do setor, atrás somente de 2021.

"O mercado imobiliário mostra sua maturidade", afirma José Carlos Martins, presidente da Cbic. Ele prevê aumento no uso do FGTS (fundo de garantia) para a concessão de crédito imobiliário, atendendo a uma demanda que resiste à queda na renda.

Martins afirma que a Cbic tem procurado os candidatos à Presidência da República para defender a proposta de abater parte dos juros do financiamento da casa própria no Imposto de Renda.

A medida, adotada nos Estados Unidos, seria uma forma de ampliar os números do financiamento, afirma ele.

A concessão de crédito pelo SBPE (principal facilitador habitacional do país) deve cair 12% em 2022, em relação ao ano passado, enquanto pelo FGTS deve ter aumento de 31%, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Para a Cbic, os números mostram que a atividade está mais aquecida do que as projeções do mercado no início deste ano.

A pesquisa analisou dados de 197 municípios, sendo 26 capitais, de todas as regiões do país. Algumas cidades foram avaliadas individualmente ou dentro das respectivas regiões metropolitanas.

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