13/07/2022
Boa parte de nossa dor é escolhida por nós mesmos, sendo o remédio amargo que o médico dentro de nós concede para cura do nosso próprio EU doente.
No fundo, em nosso mais profundo ser, toda coisa terrível seja algo que precise de nosso AMOR e do nosso PERDÃO.
A nossa tendência natural é resistir e rejeitar todas as situações dolorosas que aconteceram em nossas vidas fazendo com que experimentemos desequilíbrios emocionais que geram padrões mentais negativos, como revolta, culpa e indignação. Na verdade é que alguns acontecimentos nos mudam permanentemente e resistir só gera mais sofrimento.
Precisamos entender que um trauma ou uma grande ruptura na vida deixa um "novo normal" em nosso rastro, sem "volta ao velho eu", nos tornando diferentes no agora, é o que é e isso é positivo, pois a cura de um trauma também pode significar ENCONTRAR UMA NOVA FORÇA E ALEGRIA.
Observando que o objetivo da cura não é esconder as mudanças em um esforço para preservar ou apresentar as coisas como normais e sim reconhecer e usar a nova vida como "novo normal" com coragem. (Catherine Woodi).
Quando decidimos nos curar, decidimos enfrentar nossa dor sem resistência.
O provérbio indígena “a medicina surge da própria ferida “ nos ensina que em nossa ferida está escondida a nossa maior cura e, por mais incômodo que esse processo possa ser, há a certeza de que a cura está vindo e estaremos limpando, cauterizando e cicatrizando nossa ferida a medida que compreendemos a nossa dor, entretanto, se não á compreendemos ela nos dilacera (quando entendemos sua finalidade, ela nos aperfeiçoa - Provérbio Chinês). A cura e tratamento são distintos, sendo o tratamento originário de fora, ao passo que a cura vem de DENTRO.
Ninguém pode fazer o caminho da cura por nós e resolver nossas feridas emocionais. Um curandeiro não nos cura, o curador é apenas alguém que reserva espaço para que enquanto DESPERTAMOS NOSSO CURADOR INTERIOR, para que possamos curar a nós mesmos.