Consultorio Marta Gomes

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Vale a pena cada palavra dessa reflexão sobre o processo terapêutico e os temores que vivemos quando começamos.
03/03/2024

Vale a pena cada palavra dessa reflexão sobre o processo terapêutico e os temores que vivemos quando começamos.

Só precisamos perceber outros pontos de vista…
25/02/2024

Só precisamos perceber outros pontos de vista…

30/04/2023

Observatório Psicanalítico - OP 387/2023

Ensaios sobre acontecimentos sociopolíticos, culturais e institucionais do Brasil e do Mundo.

“Vocês dormiram bem essa noite? O que acontece com as pessoas que ficam?”

Gizela Turkiewicz e Helena Cunha di Ciero - SBPSP

11- ###x x769 GIZELA

“Vcs dormiram bem essa noite?
Não estou conseguindo nem pensar nisso

Eu não consegui ler nenhuma dessas notícias
É desesperador pensar que você entrega o filho na escola pra ser cuidado e dá uma merda…

Não consigo ler
Não dá

Eu tb tentei fugir de td
Mas mesmo assim me pegou
Nem tinha entendido que era outro ataque, achei que era o mesmo do anterior

Deixei os meninos na escola e chorei

Quando eu leio as notícias, crio uma defesa que é ficar encontrando pontos na história que me protejam

Eu fiquei com a imagem das professoras que imobilizaram o que matou a colega delas e impediram massacre maior

E com a de SC que trancou as crianças num banheiro quando percebeu o que estava acontecendo

Elas se tornaram minhas heroínas.”

Logo cedo, no grupo de amigas, mães, parceiras de trabalho, a notícia de mais um atentado em uma creche seguida deste diálogo. Estou na mesa do café da manhã com meus filhos, preparando-os para ir à escola. Tento esquecer o que li e não respondo de imediato. Mas não consigo.
No caminho, começa a notícia na rádio. Quando percebo do que se trata, desligo rápido, mas não o suficiente para que não seja dita a palavra ATENTADO, ainda que sem a continuação de onde ele ocorreu.

“Mãe, o que é atentado?”

É um ataque que vem de surpresa, de susto. Uma coisa que ninguém espera.
Seguimos e meus filhos entram na disputa diária de quem escolhe a música primeiro. Neste dia, isso me acalma. Mas não me lembro da canção que ouvimos, tamanho o barulho interno.

11 ###XX666 HELENA

“Não podemos falar. Falar pode aumentar. Não podemos dar palco para o horror.”

Mas o mal é tão poderoso que acordei com as mensagens das amigas no grupo.

“Não consegui dormir”, disse uma. A outra: “Tem uma janela de contágio, não podemos dar força para isso.”

Desligo o celular, tenho uma consulta médica. No elevador, uma desconhecida:

“Vim chorando no ônibus. Pensando no que aconteceu. Como pode?”

Olhei para baixo, só respondi:

“Triste demais.”

Fujo pela porta do elevador. Não quero falar sobre isso. Não consigo. Se eu falar vou ter que assumir que aconteceu. Como pode?

Na saída do prédio, o mundo funciona e as lojas abrem, e as escolas têm crianças com mochilas coloridas na porta. Desvio minha revolta. Nenhuma música no rádio serve. Desligo. Mochilas voltam em forma de pensamentos. E me lembro que li sobre um pai que voltava para casa só com a mochila do filho. Não terminei nem o primeiro parágrafo. O horror, a banalidade do mal, o medo do contágio. Tem um tijolo na minha garganta. Uma mãe foi trabalhar e voltou para a casa sem um pedaço de si.

Na mesa do café, o jornal. Não abro. Fui pega no susto mais uma vez: enquanto tiro o pão de torradeira, distraída, minha filha aprendendo a ler, lê a primeira página que estava em cima da mesa. Vindo da sua boca ficou ainda mais funesto. "Atentado", ela lê em voz alta. Já não dava para mudar de estação. Uma mochila de pesar toma conta de mim.

“Mamãe, como mataram as crianças?”

Preciso responder rápido. O que dizer? Para ela e para mim? Então eu choro. E da minha boca sai um muro de tijolos, entre as torradas e o café.

Qual o destino possível para as palavras que não podem ser ditas? Crianças e adolescentes morrendo, professores que se tornam alvos, jovens que planejam atentados, e qual seria o espaço de elaboração possível para tanta dor, tamanha tragédia?

Nos últimos oito meses aconteceram dez ataques em instituições de ensino no Brasil, nos vinte anos anteriores a este período foram doze (Dados do Podcast café da manhã da Folha de São Paulo de 06/04/2023, que cita estudo da UNICAMP e UNESP). A escola que outrora era um lugar seguro, lugar onde muitas crianças brasileiras fazem sua única refeição ao dia, que com todas as suas idiossincrasias e disparidades era a possibilidade de muitas mulheres saírem para o trabalho certas de que os filhos estariam bem, torna-se um campo minado. E se algo acontecer?

Em 2020, o curta metragem de animação vencedor do Oscar mostra, em 11 minutos, a história de uma família dilacerada por perder a filha em um atentado. Depois do que aconteceu, eles não podem mais conversar. Um quarto vazio, muitas lembranças e o silêncio. Eles se despedem dela, que vai para a escola pela última vez, como se fosse apenas mais um dia. O que acontece com as pessoas que ficam? Instantes antes de ser atingida, ela escreve para os pais “se algo acontecer... te amo”, é o título do filme, que tem a bandeira dos Estados Unidos como uma das únicas imagens com cores da animação em preto e branco. Columbine não é mais terra estrangeira. Columbine is nearby.
Não, não é apenas lá que isto acontece. Está perto de nós, muito perto, no bairro vizinho, na rua de cima. Impossível não pensar que políticas que facilitam o acesso a armas, que foram implantadas no Brasil no último governo, não corroborem e instrumentalizem estes acontecimentos. Pelo contrário, a correlação é fácil e óbvia. Mas é preciso ir além, e colocar a psicanálise para pensar sobre do que se trata este contágio, e se há algo que possa ser feito para freá-lo.

Freud, em "Psicologia das massas e análise do Eu", propõe que quando parte de uma massa, o Eu se dilui no todo, numa identificação total com o líder, e age de acordo com o movimento da massa, perdendo seus limites. No entanto, nos episódios que vimos acontecer nas escolas, em geral os indivíduos agem sozinhos ou em pequenos grupos. Onde está o líder? Quem ele é? Cabe nos perguntarmos: em que momento se dá o contágio, uma vez que quando o atentado acontece, não tem mais volta, não há pensamento que dê conta? Sem pensamento não há como conter o ato, disso sabemos.

Nos últimos tempos, temos observado uma escalada de intolerância e de radicalidades de múltiplas ordens espalhadas pelo mundo, como uma outra pandemia que se passa no subterrâneo, e só tomamos conhecimento quando a onda está grande demais para que possa ser contida.

Repete-se esta dinâmica nas escolas, nos grupos de adolescentes e jovens, e nas redes sociais. Se pararmos para pensar, vivemos em bolhas, e assim como algumas delas nos protegem (ou nos iludem), outras podem se estabelecer como núcleos de intolerância e de violência, sem contato com outras realidades, naturalizando-se o terror que só conhecemos de maneira explosiva. Algo que ninguém espera. Há uma onda de ódio e desprezo pela vida que vem sendo disseminada, e toda uma geração acomodada na violência. Há uma juventude ávida e desesperançosa consumindo conteúdo intoxicante, violento, bárbaro e cruel. E essa onda só cresce. Há algo sendo levado nessas mochilas que é pesado demais e está a ponto de explodir. O que será que esses autores de atentados tão jovens revelam sobre o ruidoso movimento da violência? Atos revelam sintomas.

Mesmo para escrever esse ensaio, nos vimos tomadas pelo medo. Medo do que essas palavras poderiam despertar, liberar, medo de que contaminem. Porém, é pelas palavras que sabemos trabalhar procurando escutar o que é dito e o que se cala, o que se passa nas entrelinhas. E o pesar é grande demais para não se pensar. Como transformar palavras-dinamite em palavras diamante? Como usar os tijolos indigestos como material de reconstrução?

Quando duas crianças de casas diferentes pronunciam a palavra atentado no café da manhã entre a manteiga e a torrada, há um sintoma que grita. É hora de pensar em como furar a bolha com uma delicadeza consistente.

Há espaço suficiente nas escolas, em nossas casas e na pólis para lidarmos com esse peso? E amanhã? Como vão chegar os professores e alunos, diante de carteiras e parquinhos vazios? Que palavras temos para acolher aqueles que ficam? O que acontece com as pessoas que ficam? Quanto pesam estas mochilas e de quem é este peso? Como transformar janelas de contágio em janelas onde entra a luz?


*Nosso agradecimento às amigas Berta Hoffman Azevedo e Marielle Kellerman Barbosa que partilham as alegrias e angústias de ser mãe, de ser psicanalista, que nos formam, nos ensinam a sustentar, conter e sonhar, todos os dias, no chat de Whatsapp desde 2017.

(Os textos publicados são de responsabilidade de seus autores)

Categoria: Política e Sociedade

Palavras-chave: psicologia das massas, atentado, infância, violência e elaboração

Imagem: Banksy. Sem título. Divulgada em 13/02/2020

Os ensaios do OP são postados no site da Febrapsi. Clique no link abaixo:

https://febrapsi.org/observatorio-psicanalitico/

Precisamos nos envolver e acolher a nossa dor e a dor ao redor, principalmente das crianças!
16/04/2023

Precisamos nos envolver e acolher a nossa dor e a dor ao redor, principalmente das crianças!

Observatório Psicanalítico - OP 387/2023

Ensaios sobre acontecimentos sociopolíticos, culturais e institucionais do Brasil e do Mundo.

“Vocês dormiram bem essa noite? O que acontece com as pessoas que ficam?”

Gizela Turkiewicz e Helena Cunha di Ciero - SBPSP

11- ###x x769 GIZELA

“Vcs dormiram bem essa noite?
Não estou conseguindo nem pensar nisso

Eu não consegui ler nenhuma dessas notícias
É desesperador pensar que você entrega o filho na escola pra ser cuidado e dá uma merda…

Não consigo ler
Não dá

Eu tb tentei fugir de td
Mas mesmo assim me pegou
Nem tinha entendido que era outro ataque, achei que era o mesmo do anterior

Deixei os meninos na escola e chorei

Quando eu leio as notícias, crio uma defesa que é ficar encontrando pontos na história que me protejam

Eu fiquei com a imagem das professoras que imobilizaram o que matou a colega delas e impediram massacre maior

E com a de SC que trancou as crianças num banheiro quando percebeu o que estava acontecendo

Elas se tornaram minhas heroínas.”

Logo cedo, no grupo de amigas, mães, parceiras de trabalho, a notícia de mais um atentado em uma creche seguida deste diálogo. Estou na mesa do café da manhã com meus filhos, preparando-os para ir à escola. Tento esquecer o que li e não respondo de imediato. Mas não consigo.
No caminho, começa a notícia na rádio. Quando percebo do que se trata, desligo rápido, mas não o suficiente para que não seja dita a palavra ATENTADO, ainda que sem a continuação de onde ele ocorreu.

“Mãe, o que é atentado?”

É um ataque que vem de surpresa, de susto. Uma coisa que ninguém espera.
Seguimos e meus filhos entram na disputa diária de quem escolhe a música primeiro. Neste dia, isso me acalma. Mas não me lembro da canção que ouvimos, tamanho o barulho interno.

11 ###XX666 HELENA

“Não podemos falar. Falar pode aumentar. Não podemos dar palco para o horror.”

Mas o mal é tão poderoso que acordei com as mensagens das amigas no grupo.

“Não consegui dormir”, disse uma. A outra: “Tem uma janela de contágio, não podemos dar força para isso.”

Desligo o celular, tenho uma consulta médica. No elevador, uma desconhecida:

“Vim chorando no ônibus. Pensando no que aconteceu. Como pode?”

Olhei para baixo, só respondi:

“Triste demais.”

Fujo pela porta do elevador. Não quero falar sobre isso. Não consigo. Se eu falar vou ter que assumir que aconteceu. Como pode?

Na saída do prédio, o mundo funciona e as lojas abrem, e as escolas têm crianças com mochilas coloridas na porta. Desvio minha revolta. Nenhuma música no rádio serve. Desligo. Mochilas voltam em forma de pensamentos. E me lembro que li sobre um pai que voltava para casa só com a mochila do filho. Não terminei nem o primeiro parágrafo. O horror, a banalidade do mal, o medo do contágio. Tem um tijolo na minha garganta. Uma mãe foi trabalhar e voltou para a casa sem um pedaço de si.

Na mesa do café, o jornal. Não abro. Fui pega no susto mais uma vez: enquanto tiro o pão de torradeira, distraída, minha filha aprendendo a ler, lê a primeira página que estava em cima da mesa. Vindo da sua boca ficou ainda mais funesto. "Atentado", ela lê em voz alta. Já não dava para mudar de estação. Uma mochila de pesar toma conta de mim.

“Mamãe, como mataram as crianças?”

Preciso responder rápido. O que dizer? Para ela e para mim? Então eu choro. E da minha boca sai um muro de tijolos, entre as torradas e o café.

Qual o destino possível para as palavras que não podem ser ditas? Crianças e adolescentes morrendo, professores que se tornam alvos, jovens que planejam atentados, e qual seria o espaço de elaboração possível para tanta dor, tamanha tragédia?

Nos últimos oito meses aconteceram dez ataques em instituições de ensino no Brasil, nos vinte anos anteriores a este período foram doze (Dados do Podcast café da manhã da Folha de São Paulo de 06/04/2023, que cita estudo da UNICAMP e UNESP). A escola que outrora era um lugar seguro, lugar onde muitas crianças brasileiras fazem sua única refeição ao dia, que com todas as suas idiossincrasias e disparidades era a possibilidade de muitas mulheres saírem para o trabalho certas de que os filhos estariam bem, torna-se um campo minado. E se algo acontecer?

Em 2020, o curta metragem de animação vencedor do Oscar mostra, em 11 minutos, a história de uma família dilacerada por perder a filha em um atentado. Depois do que aconteceu, eles não podem mais conversar. Um quarto vazio, muitas lembranças e o silêncio. Eles se despedem dela, que vai para a escola pela última vez, como se fosse apenas mais um dia. O que acontece com as pessoas que ficam? Instantes antes de ser atingida, ela escreve para os pais “se algo acontecer... te amo”, é o título do filme, que tem a bandeira dos Estados Unidos como uma das únicas imagens com cores da animação em preto e branco. Columbine não é mais terra estrangeira. Columbine is nearby.
Não, não é apenas lá que isto acontece. Está perto de nós, muito perto, no bairro vizinho, na rua de cima. Impossível não pensar que políticas que facilitam o acesso a armas, que foram implantadas no Brasil no último governo, não corroborem e instrumentalizem estes acontecimentos. Pelo contrário, a correlação é fácil e óbvia. Mas é preciso ir além, e colocar a psicanálise para pensar sobre do que se trata este contágio, e se há algo que possa ser feito para freá-lo.

Freud, em "Psicologia das massas e análise do Eu", propõe que quando parte de uma massa, o Eu se dilui no todo, numa identificação total com o líder, e age de acordo com o movimento da massa, perdendo seus limites. No entanto, nos episódios que vimos acontecer nas escolas, em geral os indivíduos agem sozinhos ou em pequenos grupos. Onde está o líder? Quem ele é? Cabe nos perguntarmos: em que momento se dá o contágio, uma vez que quando o atentado acontece, não tem mais volta, não há pensamento que dê conta? Sem pensamento não há como conter o ato, disso sabemos.

Nos últimos tempos, temos observado uma escalada de intolerância e de radicalidades de múltiplas ordens espalhadas pelo mundo, como uma outra pandemia que se passa no subterrâneo, e só tomamos conhecimento quando a onda está grande demais para que possa ser contida.

Repete-se esta dinâmica nas escolas, nos grupos de adolescentes e jovens, e nas redes sociais. Se pararmos para pensar, vivemos em bolhas, e assim como algumas delas nos protegem (ou nos iludem), outras podem se estabelecer como núcleos de intolerância e de violência, sem contato com outras realidades, naturalizando-se o terror que só conhecemos de maneira explosiva. Algo que ninguém espera. Há uma onda de ódio e desprezo pela vida que vem sendo disseminada, e toda uma geração acomodada na violência. Há uma juventude ávida e desesperançosa consumindo conteúdo intoxicante, violento, bárbaro e cruel. E essa onda só cresce. Há algo sendo levado nessas mochilas que é pesado demais e está a ponto de explodir. O que será que esses autores de atentados tão jovens revelam sobre o ruidoso movimento da violência? Atos revelam sintomas.

Mesmo para escrever esse ensaio, nos vimos tomadas pelo medo. Medo do que essas palavras poderiam despertar, liberar, medo de que contaminem. Porém, é pelas palavras que sabemos trabalhar procurando escutar o que é dito e o que se cala, o que se passa nas entrelinhas. E o pesar é grande demais para não se pensar. Como transformar palavras-dinamite em palavras diamante? Como usar os tijolos indigestos como material de reconstrução?

Quando duas crianças de casas diferentes pronunciam a palavra atentado no café da manhã entre a manteiga e a torrada, há um sintoma que grita. É hora de pensar em como furar a bolha com uma delicadeza consistente.

Há espaço suficiente nas escolas, em nossas casas e na pólis para lidarmos com esse peso? E amanhã? Como vão chegar os professores e alunos, diante de carteiras e parquinhos vazios? Que palavras temos para acolher aqueles que ficam? O que acontece com as pessoas que ficam? Quanto pesam estas mochilas e de quem é este peso? Como transformar janelas de contágio em janelas onde entra a luz?


*Nosso agradecimento às amigas Berta Hoffman Azevedo e Marielle Kellerman Barbosa que partilham as alegrias e angústias de ser mãe, de ser psicanalista, que nos formam, nos ensinam a sustentar, conter e sonhar, todos os dias, no chat de Whatsapp desde 2017.

(Os textos publicados são de responsabilidade de seus autores)

Categoria: Política e Sociedade

Palavras-chave: psicologia das massas, atentado, infância, violência e elaboração

Imagem: Banksy. Sem título. Divulgada em 13/02/2020

Os ensaios do OP são postados no site da Febrapsi. Clique no link abaixo:

https://febrapsi.org/observatorio-psicanalitico/

05/01/2022
Dia de reflexão e gratidão! Sou feliz por chamar de trabalho um dom que se desenvolve com estudo, técnica e muita alma! ...
27/08/2021

Dia de reflexão e gratidão! Sou feliz por chamar de trabalho um dom que se desenvolve com estudo, técnica e muita alma! Gosto de lembrar que não ouço problemas, ouço pessoas e com elas buscamos caminhos, pontos de vista não percebidos, acolhimento de sentimentos e memórias que não encontraram lugar. Cresço a cada contato, desses encontros, ambos saímos acrescidos. Vida tocando vida! Parabéns aos colegas!!! Obrigado a cada pessoa que confiou palavras a minha escuta. Gratidão aos meus analistas, que me escutaram e me fizeram encontrar meus caminhos.

07/04/2021

Por que sofremos com a ideia de estar vulneráveis? Por que entendemos a ideia dos cuidados, mas nós colocamos em risco?

Achei muito interessante o texto abaixo. Observamos tal comportamento de risco e entender que esse efeito em nossas mentes é uma tentativa de buscar a sensação de menor vulnerabilidade, porém... aí começa a verdadeira vulnerabilidade ao se expor. Por isso tantos estão morrendo após vacinação. Não é te deram as regras...

Respeitar as regras do jogo

“Vacinações e o efeito Peltzman - explica por que muitas pessoas foram infectadas com o vírus Corona após serem vacinadas.

* O que é o efeito Peltzman? *

Sam Peltzman ensinou microeconomia em Chicago em 1988. O Efeito Peltzman é uma teoria que afirma que as pessoas são mais propensas a se envolver em comportamentos de risco quando medidas de segurança são obrigatórias. O Efeito Peltzman tem esse nome em homenagem à postulação de Sam Peltzman sobre a obrigatoriedade do uso de cintos de segurança em automóveis - isso levaria a mais acidentes. A percepção de segurança aumenta o apetite ao risco.

Recebi a seguinte mensagem esta manhã.
Um médico amigo meu lamenta: “Tratei milhares de pacientes com Covid 19 nos últimos meses. Mas eu não tinha certeza. Mas depois de tomar a vacinação, fiquei positivo com o vírus. ”

Contas como essas não são incomuns. Imran Khan foi vacinado em uma quinta-feira e ficou positivo com o vírus no sábado. Também ouvimos histórias semelhantes sobre vários legisladores na Índia.

Os fatos conhecidos:

1. A imunidade contra a Covid 19 não aumenta imediatamente após a primeira dose ou mesmo imediatamente após a segunda. A imunidade completa leva algumas semanas após a segunda dose.

2. A imunidade não é absoluta. Mesmo após a vacinação completa, uma pessoa pode se infectar. Sua chance de morrer ou pegar uma infecção grave que requeira hospitalização será substancialmente menor.

3. Nem todas as vacinas funcionam da mesma forma. A eficácia varia.

4. Nem todas as vacinas são eficazes contra todas as variantes. Muitas vacinas são menos eficazes contra o B1.351 (a variante sul-africana), por exemplo.

Agora, o que é esse efeito Peltzman? E por que é importante saber disso?

O efeito Peltzman significa um comportamento que compensa o risco percebido. Em outros termos, as pessoas se tornam mais cuidadosas quando sentem um risco maior e menos cuidadosas quando se sentem mais protegidas.

Isso significa que as vacinas estão dando uma sensação de segurança que leva a um aumento do comportamento de risco.

Mas o problema é que, embora as vacinas não forneçam proteção imediata ou proteção total (contra a infecção como contra a morte), a sensação de segurança infelizmente começa muito mais cedo, antes mesmo da injeção real. E o efeito Peltzman entra em ação: as pessoas usam máscaras com menos cautela, não se distanciam assim que chegam aos postos de vacinação.

O efeito Peltzman de fato começou para a maioria das pessoas antes mesmo de elas tomarem a vacina. Muitas pessoas se sentiram protegidas só de olhar para os números da vacinação. O uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos têm se tornado cada vez menos. Embora isso seja atribuído principalmente à fadiga pandêmica, o efeito Peltzman não pode ser ignorado.

Embora esse comportamento seja perigoso para o público em geral, pode ser desastroso para profissionais de saúde que lidam diretamente com pacientes da Covid 19. Muitos deles podem se infectar na segunda onda atual, prejudicando os serviços de saúde.

O efeito Peltzman também é evidente no declínio drástico no uso de kits de PPE pelos profissionais de saúde.

É importante vacinar a maioria das pessoas em risco. Mas também é importante estar atento ao efeito Peltzman e ter mais cuidado até que o efeito da vacinação nos aproxime da imunidade de rebanho.

Aqui está um exemplo definitivo em que espalhar a consciência salvará vidas..”

Do Dr. Jaci Custodio

Quando o virtual se mistura com presencial... meu cantinho de amor: consultorio!!! Amo meu trabalho!!!
11/03/2021

Quando o virtual se mistura com presencial... meu cantinho de amor: consultorio!!! Amo meu trabalho!!!

08/09/2020

Como perceber e ajudar uma vida?

É preciso Graça é muito estudo, para ouvir com o que há de mais humano em nós, pois não ouvimos pessoas com problemas, m...
27/08/2020

É preciso Graça é muito estudo, para ouvir com o que há de mais humano em nós, pois não ouvimos pessoas com problemas, mas pessoas que buscam caminhos, buscam saída, portanto, pessoas cheias de vida, mas que nem sempre percebem o valor de sua entrega. Agradeço a cada dia pelo privilégio de ser instrumento de vida, de ressureição de pessoas lindas, que só precisam de um bom ouvinte! 🙏🏼🙏🏼🙏🏼

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