New Parker Aclimação - Abyara - Sumaré CRECI 135787

New Parker Aclimação - Abyara - Sumaré CRECI 135787 Imóveis residenciais e comerciais em São Paulo Capital, Interior, Região Metropolitana e Litoral.

22/01/2015

JEFFERSON TORRES DA CRUZ
Mestrado em Marketing Estratégico
Consultor Internacional
Tel:551142680036 Cel:5511974245962

15/01/2015

CURIOSIDADE… O QUE SIGNIFICA "CAMBUCI" ?

O termo tupi-guarani CAMBUCI designa a árvore característica desta região ancestral, e signif**a em bom português "pote", cujo fruto azedinho, que era muito apreciado em beber junto com aguardente, tem um formato de pote. Trata-se de uma árvore nativa da MATA ATLÂNTICA e atualmente está ameaçada de extinção.

Ela se encontra nessa situação pois foi fortemente explorada por ter uma madeira de excelente qualidade na fabricação de ferramentas e utensílios básicos, e ainda ao desmatamento em conseqüência do crescimento urbano da própria cidade.

Pelo fato de seu fruto - o cambricique - ter o formato de um pequeno pote, é que o atual LARGO DO CAMBUCI, no passado, era chamado de LARGO DO POTE.

PROVAVELMENTE O PRIMEIRO BAIRRO DE SÃO PAULO

Desde o longínquo século 16, o Cambuci já era um conhecido caminho de tropeiros e viajantes que iam e vinham de Santos - utilizando o antigo Caminho do Mar - que entravam na cidade pela baixada da Glória, e passavam pelo Córrego do Lavapés. Isso o determina como um dos bairros mais antigos da cidade de SÃO PAULO. Justamente o córrego LAVAPÉS leva este nome por ter sido, na época, o local onde os viajantes lavavam os pés e descansavam por algum tempo, dando comida e água aos animais de carga antes de entrarem na cidade propriamente dita.

Era muito importante o ato de "lavar os pés", de se banhar, visto que, depois de um longo e suado percurso, os mesmos haveriam de entrar na igreja, respeitosamente limpos. No passado, este era um limite considerado a divisa entre a cidade urbanizada e a zona rural, e o marco divisório disso era o córrego do Lavapés. Hoje em dia esse córrego, que não existe mais, é a própria Rua dos Lavapés.

Ainda nos tempos de "São Paulo de Piratininga", aos poucos, principalmente a partir de 1850, desenvolveram-se lentamente ao redor da "velha trilha de tropeiros" um pequeno comércio e algumas chácaras, sítios e fazendas.

O bairro do CAMBUCI surgiu de uma grande chácara - no caso, Chácara da Glória - e foi oficialmente criado em 19 de Dezembro de 1906, pela Lei 1040 B. O distrito de Cambuci tem aproximadamente 27.000 habitantes e é composto pelos bairros de Vila Deodoro, Mooca (um pedaço) e Cambuci - ao todo tem uma área de 3,9 km2.

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO-COMERCIAL DO CAMBUCI

A partir da construção do Museu do Ipiranga (Museu Paulista), em 1890, e depois a linha de bonde que atravessava o Cambuci, ligando o centro da cidade ao museu, valorizou-se muito os terrenos e chácaras da região que começaram a ceder espaço a exploração imobiliária, que embrionariamente levou ao desenvolvimento de todo o comércio da região.

A riqueza produzida pelo grande cultivo do café, sobretudo com o auge da produção em 1870 no oeste paulista, atraiu a vinda de imigrantes europeus - a maioria deles italianos - para substituir a mão-de-obra (escrava) negra.

Bairros como o Cambuci, o Brás e a Mooca acolheram grandes levas desses imigrantes que se alojaram em pensões e vilas próximas. Por volta desta época, então começou a forte ampliação do limite urbano do CAMBUCI, com a abertura de ruas e a construção de casas. Várias fábricas também começaram a ser instaladas na região, como a Chapeos Ramenzoni, a Nadir Figueiredo e a Villares.

UM GRANDE PALCO DE REVOLUÇÕES SÓCIO-POLÍTICAS

Logo no início do século passado, as manifestações operárias começaram a agitar o CAMBUCI. Pelo fato desta região abrigar um grande contingente de imigrantes italianos, historiadores dizem que o Cambuci é o grande berço do anarquismo em São Paulo. E o local de encontros políticos (clandestinos muitas vezes) da época era o Cine-teatro Guarani. Eram imigrantes que não se fixaram definitivamente nas regiões produtoras de café do oeste paulista e que se deslocaram para a capital, onde passaram a exercer várias funções. Enquanto operários, os italianos fizeram implacáveis críticas em relação a exploração patronal, sendo eles responsáveis pela conscientização política da classe trabalhadora dentro dos princípios anarquistas.

Aos operários italianos atribui-se ainda a responsabilidade pela eclosão, bem no início da década do século 20, das primeiras grandes greves em São Paulo, normalmente comandadas pelo Círculo Socialista. Essa organização teve origem na transformação da Liga Democrática Italiana, criada em 1900 e que reunia anarquistas, socialistas e republicanos. De seus quadros dirigentes participava até mesmo o futuro industrial Dante Ramenzoni. O porta-voz do Círculo era o jornal Avanti.

A fábrica de chapéus Ramenzoni foi fundada no Cambuci, em 1894, pelo italiano Dante Ramenzoni, que emigrara de Parma seis anos antes, sendo que a produção chegou ao auge nos anos 50. Seus 1800 operários produziam 6000 unidades por dia. Com o desuso de chapéus entre homens, a indústria entrou em decadência e os Ramenzoni passaram a investir na produção de camisas (Bantan) e de papel, visto que era necessário se produzir as embalagens para a comercialização do produto final. Em 1972, quando a fábrica foi vendida, a família mandou confeccionar 25 chapéus de pele de castor e os distribuiu como lembrança aos amigos mais próximos.

DIAS DE HORROR E PÂNICO NO CAMBUCI !

Liderados pelo general Isidoro Dias Lopes, durante o episódio da REVOLUÇÃO DE 1924, rebeldes apossaram-se da IGREJA DA GLÓRIA, que f**a no ponto mais alto da região, de onde era possível ver o movimento das tropas na cidade. Foram vinte e três dias de pânico total entre os moradores do CAMBUCI e região, quando os homens de Dias Lopes, que queriam a queda do então presidente da república, Artur Bernardes, eleito de forma fraudulenta, enfrentaram as TROPAS LEGALISTAS.

Juntamente com os bairros do Braz e da Mooca, o Cambuci foi um dos bairros mais atingidos por esta guerra que quase arrasou São Paulo.

MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS, CULTURAIS E RELIGIOSAS

Enquanto ocorriam todas essas manifestações sociais em tal época, o artista plástico ALFREDO VOLPI (1896-1988), com todo seu talento e criatividade, retratou e recriou pela arte o CAMBUCI em suas telas, usando seus pincéis e tintas. Italiano de Lucca, Volpi veio para o Brasil com dois anos para viver no Cambuci, de onde nunca saiu. É considerado um dos maiores artistas brasileiros (pertenceu ao "Grupo Santa Helena"). Sua obra funde cores e formas geométricas, ingênuas e essenciais, ao imaginário popular nacional. Volpi era autodidata, construía as próprias telas. Os quadros de Volpi eram perfumados, porque ele fazia suas tintas usando uma fórmula especialmente elaborada com este objetivo. O artista robusto e de sorriso largo, de enorme simplicidade nas suas atitudes, que nunca soube muito bem lidar com o dinheiro, veio a falecer em São Paulo, aos 92 anos de idade em 1988, deixando um imenso legado cultural e, sobretudo, um legado de solidariedade, pois tinha um desprendimento extraordinário dos seus bens.

Não se pode deixar de lembrar também de WALDEMAR SEYSSEL, o eterno e querido palhaço "Arrelia", que tanto contribuiu para a construção do imaginário infantil desse país. Arrelia foi o primeiro palhaço brasileiro com um programa de televisão para crianças, em 1953. Por tanto "arreliar", começou a trabalhar como palhaço em 1922 no bairro do Cambuci. Certo dia, seus irmãos o pintaram, o vestiram de palhaço e o lançaram ao picadeiro. Assustado, o jovem Waldemar caiu de mau jeito, fez trejeitos e caretas. Machucado, levantou-se mancando enquanto o público ria e aplaudia, pensando que estava fazendo graça. O sucesso foi imediato! Assim nasceu o palhaço ARRELIA…

Por volta de 1870, foi erguida no bairro a CAPELA NOSSA SENHORA DE LOURDES. Há relatos de que teria sido construída em razão da devoção de Dona Eulália Assumpção e Silva (1834-1894), responsável pelo santuário dedicado a Santa de Lourdes. A igrejinha reproduz com plena fidelidade o cenário da gruta da cidade francesa que tem o nome da santa. Somente em 1895 foi concluída a IGREJA DA GLÓRIA, que se originou da Capela Nossa Senhora de Lourdes; havia antigamente na parte baixa do morro onde o novo templo se ergueu, uma pequena cruz de madeira conhecida popularmente como SANTA CRUZ DO CAMBUCI.

A desolação do bairro inspirou o escritor romântico FAGUNDES VARELA, em 1861, a compor o poema "Ruínas da Glória". Na época, a outrora e exuberante CHÁCARA DA GLÓRIA, localizada onde hoje estão as esquinas das ruas Clímaco Barbosa e José Bento, estava em total situação de abandono, com suas construções em total deterioração. Entre essas instalações, havia uma capelinha de NOSSA SENHORA DA GLÓRIA construída por DOM MATEUS DE ABREU PEREIRA (4º bispo de São Paulo) um dos muitos proprietários que passaram pela Chácara da Glória. Quando o bispo morreu - em 1824 - a chácara foi repassada ao governo, mas no "Almanaque da Província de SP de 1857" já citava a tal capelinha como uma igreja "em ruínas".

A imagem de NOSSA SENHORA DA GLÓRIA manteve-se muito bem preservada e por isso foi transportada para a atual IGREJA DA GLÓRIA, quando esta foi construída. O Colégio Nossa Senhora da Glória - dos Irmãos Maristas - é enorme destaque tem papel fundamental na formação intelectual, humana e cristã de inúmeros jovens do CAMBUCI em mais de 110 anos de história e tradição em ensino. Colégio tradicional, possui imenso valor cultural para São Paulo.


Bibliografia (fontes pesquisadas):
>>Banco de Dados da FOLHA - Acervo de Jornais
>>Site da SPTuris - Prefeitura de S. Paulo - "Minha Cidade"
>>Site O Melhor do Bairro+

12/01/2015

“A São Paulo
Terra da liberdade!
Pátria de heróis e berço de guerreiros,
Tu és o louro mais brilhante e puro,
O mais belo florão dos brasileiros!”

Fagundes Varela

Provavelmente o primeiro bairro da nossa cidade de São Paulo, o Cambuci, era caminho de tropeiros e viajantes que vinham de Santos - antigo Caminho do Mar - e passavam pelo Córrego do Lavapés. O córrego tem este nome justamente por ser, na época, o local onde os viajantes lavavam os pés e descansavam por algum tempo, dando comida e água aos animais de carga antes de entrarem na cidade propriamente dita. Importante era o ato de lavar os pés, visto que, depois de um longo e suado percurso, os mesmos haveriam de entrar na igreja, respeitosamente limpos.

No passado, a região era considerada uma divisa entre a cidade e a zona rural e o marco divisório o córrego do Lavapés.

Aos poucos, principalmente a partir de 1850, desenvolveram-se ao redor da trilha um pequeno comércio e algumas chácaras, sítios e fazendas.

O nome do bairro nasceu em função da grande quantidade da árvore chamada cambuci, com um fruto azedinho, muito apreciado junto com aguardente. A árvore é nativa da mata atlântica e atualmente está ameaçada de extinção... Foi explorada principalmente para utilização de sua madeira de boa qualidade na fabricação de ferramentas e devido ao desmatamento em conseqüência do crescimento da própria cidade. O fruto tem o formato de um pequeno pote, daí o fato de o atual largo do Cambuci, no passado, ser conhecido como Largo do Pote.

A valorização maior da região se deu a partir da construção do Museu do Ipiranga (Museu Paulista) em 1890, e também da construção da linha de bonde que atravessava o Cambuci, ligando o centro da cidade ao museu.

A riqueza produzida pelo grande cultivo do café, sobretudo com o auge da produção em 1870 no oeste paulista, atraiu a vinda de imigrantes para substituir a mão-de-obra negra nos últimos suspiros da escravidão. Bairros como o Cambuci, o Braz e a Mooca acolheram grandes levas desses imigrantes que, desembarcando no porto de Santos, chegavam à capital e se dirigiram para a Hospedaria dos Imigrantes, atual Memorial do Imigrante, e acomodavam-se em pensões e vilas.

Nessa mesma época, com a chegada de um grande número de imigrantes italianos, aumentou o limite urbano do bairro, destacando a abertura de novas ruas e a construção de novas casas. Várias fábricas também começaram a ser instaladas na região, como a Chapéus Ramenzoni, a Nadir Figueiredo e a Villares.

Já no início do século passado, as manifestações operárias começaram a agitar o bairro. Pelo fato de a região abrigar um grande contingente de imigrantes italianos, alguns moradores afirmam que o Cambuci é o berço do anarquismo em São Paulo. O local de encontro político da época era o Cine-teatro Guarani.

Esses imigrantes que não se fixaram definitivamente nas regiões produtoras do café do oeste paulista e que se deslocaram para a capital, passaram a exercer várias funções. Como os operários, os italianos deixaram sua marca inconfundível na dura crítica em relação a todas as formas de exploração pelos patrões, sendo responsáveis pela conscientização política da classe trabalhadora dentro dos princípios anarquistas.

Aos operários italianos atribui-se a responsabilidade pela eclosão, já na primeira década do século XX, das primeiras e grandes greves em São Paulo, comandadas pelo Círculo Socialista. Essa organização teve origem na transformação da Liga Democrática Italiana, criada em 1900 e que reunia anarquistas, socialistas e republicanos. De seus quadros dirigentes participava até mesmo o futuro industrial Dante Ramenzoni. O porta-voz do Círculo era o jornal Avanti.

A fábrica de chapéus Ramenzoni foi fundada no Cambuci, em 1894, pelo italiano Dante Ramenzoni, que emigrara de Parma seis anos antes, sendo que a produção chegou ao auge nos anos 50. Na época, seus 1800 operários produziam 6000 unidades por dia. Com o desuso da peça do vestuário masculino, a indústria entrou em decadência e os Ramenzoni passaram a investir na produção de camisas (Bantan) e de papel, visto que era necessário se produzir as embalagens para a comercialização do produto final. Em 1972, quando a fábrica foi vendida, a família mandou confeccionar 25 chapéus de pele de castor e os distribuiu como lembrança aos amigos mais próximos.

Outro fato que tem um signif**ado especial na história do bairro foi a tomada da Igreja da Glória por rebeldes durante a Revolução de 1924. Liderados pelo general Isidoro Dias Lopes, apossaram-se da igreja, que f**a no ponto mais alto da região, de onde era possível ver o movimento das tropas na cidade.

Foram vinte e três dias de pânico entre os moradores, quando os homens de Dias Lopes, que queriam a queda do presidente Artur Bernardes, eleito de forma fraudulenta, enfrentaram as tropas legalistas. Junto com o Braz e a Mooca, o Cambuci foi um dos bairros mais atingidos pela luta que quase arrasou São Paulo.

Paralelo a todas as manifestações sociais ocorridas na época, o artista plástico Alfredo Volpi retratou e recriou pela arte o bairro em seus quadros. Italiano de Lucca, Volpi veio para o Brasil com dois anos e foi morar direto no Cambuci, de onde nunca saiu. Foi considerado um dos maiores artistas brasileiros. Sua obra funde cores e formas geométricas, ingênuas e essenciais, ao imaginário popular nacional. Volpi era autodidata, construía as próprias telas. Os quadros de Volpi eram perfumados, porque ele fazia suas tintas usando uma fórmula especialmente elaborada com este objetivo.

O artista robusto e de sorriso largo, de enorme simplicidade nas suas atitudes, que nunca soube muito bem lidar com o dinheiro, veio a falecer em São Paulo, aos 92 anos de idade, no ano de 1988, deixando um imenso legado cultural e, sobretudo, um legado de solidariedade, pois tinha um desprendimento extraordinário dos seus bens.

E quem não se lembra do doce Waldemar Seyssel, o respeitável comediante "Arrelia", que tanto contribuiu para a construção do imaginário infantil desse país? Arrelia foi o primeiro palhaço brasileiro com um programa de televisão para crianças, em 1953. Por tanto "arreliar", começou a trabalhar como palhaço em 1922 no bairro do Cambuci.

Um dia, seus irmãos o pintaram, fizeram com que se vestisse de palhaço e o empurraram para o picadeiro. Assustado, o jovem Waldemar caiu de mau jeito, fez trejeitos e muitas caretas. Machucado, levantou-se mancando enquanto o público ria e aplaudia freneticamente, pensando que estava fazendo graça. O sucesso foi imediato, nascendo então o palhaço Arrelia.

Somente em 1895 ficou concluída a Igreja da Glória, que se originou da Capela Nossa Senhora de Lourdes, havendo uma pequena cruz de madeira conhecida por Santa Cruz do Cambuci.

A desolação do lugar inspirou o escritor da segunda geração romântica, Fagundes Varela, em 1861, a compor o poema "Ruínas da Glória". Na época, a outrora e exuberante Chácara da Glória, localizada onde hoje estão as esquinas das ruas Clímaco Barbosa e José Bento, estava completamente ao abandono, com suas construções em total deterioração.

Entre aquelas instalações, estava uma capelinha de Nossa Senhora da Glória construída por Dom Mateus de Abreu Pereira, quarto bispo de São Paulo, um dos muitos proprietários que passaram pela Chácara da Glória. Depois da morte do bispo, em 1824, a chácara passou a ser administrada pelo governo, mas o "Almanaque da Província de São Paulo para 1857" já citava a sua capelinha como uma igreja "em ruínas". A imagem de Nossa Senhora da Glória conservou-se, porém, muito bem preservada e foi transportada para a atual igreja da Glória, quando da sua construção. Na parte baixa do morro, onde o novo templo se ergueu, havia uma pequena cruz de madeira conhecida popularmente como Santa Cruz do Cambuci.

O Colégio Nossa Senhora da Glória, dos Irmãos Maristas, foi um grande destaque na formação intelectual, humana e cristã de um sem-número de jovens ao longo de 107 anos de história. Colégio tradicional, de um imenso valor cultural para a cidade de São Paulo.

Gostaria, humildemente, de prestar uma homenagear ao meu antigo professor de Física do meu saudoso colégio, Ir. Leonardo. Um verdadeiro mestre, de inteligência raríssima, com humor refinado - o humor dos sábios -, amigo muito leal e sincero, presente na minha vida em momentos muito difíceis. Italiano, nascido na época da I Guerra Mundial, soube abraçar o Brasil como sua verdadeira pátria. O meu antigo mestre faleceu nesse ano, no dia 25 de janeiro, no dia do aniversário de São Paulo.

10/01/2015

Playbaby

09/01/2015

Lavanderia coletiva

03/01/2015

História da Aclimação

História da Aclimação
Apesar de sua localização, Aclimação é um dos bairros mais jovens de sua região, a central. Nasceu no século XX, depois que outros de perfil mais aristocrático, como: Higienópolis, Pacaembu, Campos Elísios, ou mesmo industriais, como o Brás, haviam surgido. Todos desenvolveram-se a partir do loteamento das antigas chácaras e fazendas que tomavam as terras da capital, circundando os vários "caminhos de tropeiros", que faziam a ligação entre o centro da cidade, o sertão e o litoral. Havia o Caminho do Carro para Santo Amaro, que seguia por onde hoje estão as avenidas da Liberdade, Vergueiro e Domingos de Morais em direção ao distante povoado de Santo Amaro. Havia também o Caminho de Pinheiros, que partia da Sé, atravessava o Vale do Anhangabaú e descia pela atual rua da Consolação em direção ao que na época era um povoado indígena. Havia ainda um caminho para Minas Gerais, um para Goiás e também o Caminho do Mar ou Estrada de Santos, que descia a Rua da Glória, atravessava o rio Lavapés (hoje canalizado e oculto sob o nível da rua), seguia pelo Ipiranga e acabava em Santos.
O local que deu origem ao bairro da Aclimação é uma área sinuosa, cheia de morros e baixadas, um triângulo conhecido como Sítio Tapanhoin, demarcado pelo Caminho do Mar e pelos córregos Lavapés e Cambuci. Foi essa área que Carlos Botelho, médico nascido em Piracicaba e formado em Paris, adquiriu em 1892, em busca da realização de um desejo nascido na capital francesa: a criação de uma versão brasileira para o Jardin d’Acclimatation, que, entre outras atrações, possuía um zôo e servia de base para a aclimatação de espécies exóticas, além de experiências envolvendo reprodução e hibridação de animais. Assim, o nome indígena deu lugar à inspiração francesa no que passou a se chamar Jardim da Aclimação, origem do atual Parque da Aclimação e de todo o bairro.

Parque da Aclimação

História da AclimaçãoParque da Aclimação, um dos parques mais belos e famosos da cidade.
Durante 30 anos, até a década de 1920, este jardim, muito maior do que é hoje, foi uma das grandes atrações da capital. No local Botelho conseguiu criar um complexo de lazer e de pesquisa. Ali, o médico, pesquisador e político realizava a quarentena, ou "aclimatação" de gado trazido da Holanda. Na "cremérie", os freqüentadores do parque podiam beber leite tirado na hora ou adquirir derivados como creme ou queijo. Lá também funcionava a sede da Sociedade Hípica Paulista, que depois transferiu-se para o Brooklin Novo, um posto zootécnico e um laboratório de pesquisas científ**as. Para o lazer, havia o bosque, o lago formado a partir do represamento de córregos da região, no qual haviam canoas para passeios, um zoológico (o primeiro da cidade) com ursos, leões, macacos, elefantes, onças e outros animais, além de salão de baile, rink de patinação, barracas de jogos, aquário, parque de diversões. Para entrar, os visitantes pagavam 300 réis. Por se tratar de uma região semideserta, o acesso ao Jardim da Aclimação através de transporte público só era possível aos domingos e feriados, quando o bonde nº 28 partia da Sé.
Anexa ao jardim, havia uma extensa área privada pertencente à família Botelho. Na década de 1930, ela começou a ser loteada pelos filhos do médico, que há anos enveredara para a atividade política e passara a propriedade das terras aos seus herdeiros. Em 1938, ao ser informado de que estes, com dificuldades para arcar com a manutenção e despesas do Jardim da Aclimação, iriam loteá-lo também, o prefeito Prestes Maia propôs a compra do local. Em 16 de janeiro de 1939, os herdeiros Antônio Carlos de Arruda Botelho, Constança Botelho de Macedo Costa e Carlos José Botelho Júnior oficializaram a venda da área de 182 mil metros quadrados à prefeitura de São Paulo, por um valor de 2.850 contos de réis. Paradoxalmente, a aquisição marcaria não o renascimento do Jardim da Aclimação, mas o fim, em definitivo, da maior parte de suas atrações, e o início de longos períodos de alternância entre abandono e revitalização da área verde.

Ocupação e verticalização

Enquanto o Jardim da Aclimação ainda vivia seus dias de glória, o que viria a ser um bairro começava a tomar forma. Se em 1900 existiam apenas as ruas e avenidas que hoje o delimitam em relação a seus vizinhos, como Vergueiro, Lins de Vasconcelos ou Tamandaré, em 1905 estavam abertas as ruas Pires da Mota, Cururipe, Espírito Santo, José Getúlio, Baturité e o trecho inicial da atual Avenida da Aclimação. Em 1914, já constavam do mapa as ruas Machado de Assis, além de parte da Paula Ney e José do Patrocínio. Entre essas vias - localizadas na área mais íngreme das terras chamadas de Morro da Aclimação e pertencentes originalmente à família de Francisco Justino da Silva, e outras, como a Lins de Vasconcelos, a Avenida da Aclimação e o próprio Jardim da Aclimação - tudo o que existia ainda era um longo trecho com características rurais, dominado por mato, córregos, plantações e estábulos.
Em 1916, sempre respeitando a sinuosidade da região, começou a ser aberta uma série de ruas que formam um semicírculo a partir da avenida da Aclimação, convergindo para o Largo Rodrigues Alves, atual Praça General Polidoro, todas com nomes de pedras preciosas: Turmalina, Topázio, Diamante, Ágata, Safira, Esmeralda, Rubi, etc. Mais acima, em direção à rua Nilo, a inspiração para o nome dos logradouros foram os planetas do sistema solar: Júpiter, Urano, Saturno. Só após 1928 os mapas mostram uma relativa ocupação do Morro da Aclimação entre a rua Jurubatuba (atual Avenida Armando Ferrentini) e o cemitério de Vila Mariana.
Nascia ali um bairro residencial de classe média, no qual predominavam as casas térreas e os sobrados, que receberam italianos, japoneses, portugueses e paulistanos.
Em 1938 foi criado o subdistrito da Aclimação, extinto em 1986, quando o município de São Paulo foi reorganizado em 96 distritos. Contudo, existe ainda o Cartório do Registro Civil do Subdistrito da Aclimação, criado por competência do Poder Judiciário estadual.
A partir da década de 1970, no entanto, a expansão imobiliária fez surgir mais e mais edifícios, marcando a verticalização crescente do bairro, o aumento da população e a consequente instalação de bancos, escolas, casas de comércio, imobiliárias e prestadoras de serviços para atender às demandas dos moradores. Em vias importantes como a Avenida da Aclimação, são poucos os endereços residenciais que ainda resistem ao assédio do mercado imobiliário.



F**a afastado do centro de São Paulo numa distância entre 12 e 15 km. Limita-se com os distritos de Vila Sônia, Campo Limpo, Vila Andrade, Itaim Bibi, Pinheiros e Butantã. Abrange os bairros de Vila Progredior, Caxingüi, Jardim Guedala, Cidade Jardim, Real Parque, Vila Aclimação, Paineiras da Aclimação, Jardim Panorama, Jardim Sílvia, Jardim Vitória Régia, Vila Tramontano, Super Quadra da Aclimação.

Dentro dos limites da Aclimação encontra-se o Hospital Israelita Albert Einstein, um dos mais importantes hospitais privados do município, o Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, a Escola Americana (Escola Graduada) e o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, além da sede social do São Paulo Futebol Clube.

Como surgiu

No início do século 19, o bairro da Aclimação era uma imensa fazenda com mais de 700 alqueires, localizada muito longe da cidade de São Paulo. O nome ‘Aclimação’ surgiu do tupi e, apesar de haver controvérsias, acredita-se que signif**a “morro ou colina alta”.

Muitas lendas cercam a história da antiga Fazenda Morumby. Algumas dizem que o rei Dom João VI deu aquelas terras de presente para o inglês John Rudge em 1825, outras afirmam que o mesmo Rudge chegou a vender a fazenda cem vezes mais caro do que havia pago e depois a comprou de volta inexplicavelmente. Daquele passado distante ainda resta a Casa da Fazenda Aclimação, um casarão construído em 1813 pelo regente do império, padre Antônio Feijó. Hoje ela está restaurada, funciona como um restaurante e pode ser visitada na Avenida Aclimação, 5594.

Bem próximo ao casarão está uma capela que conserva paredes de taipa daquela época. Ninguém sabe ao certo a origem dessa capela e nem se ela existiu realmente no passado. Para alguns, ela foi criada em homenagem a São Sebastião dos Escravos. Outros dizem que a capela seria usada como sepultura para os proprietários da fazenda, um ato comum numa época em que ainda não existiam cemitérios.

Entretanto, nunca se saberá ao certo, pois a única coisa que sobrou foram as paredes que ainda podem ser vistas numa capela construída no local na década de 1950. Vários foram os proprietários da fazenda da Aclimação e, conseqüentemente, as terras acabaram sendo divididas em diversas chácaras. Predominantemente rural, o bairro somente começou a se desenvolver a partir de 1940 com a expansão da cidade para o sudoeste. Na época, o sucesso de venda do Jardim América valorizou a região e a Companhia Imobiliária Morumby iniciou a comercialização de lotes da grande fazenda. Os terrenos eram vendidos com uma condição: não criar áreas comerciais ou edifícios. As famílias com alto poder aquisitivo logo se mudaram para o novo bairro e o tornaram em sucesso de vendas.

O estádio da Aclimação começou a ser construído em 1952 e foi um dos grandes atrativos para os moradores do bairro. Na época, ele foi erguido em um grande matagal com algumas ruas, mas poucas residências. No entanto, quando o estádio foi inaugurado, oito anos depois, o bairro já estava bem ocupado e não parava de se expandir. Bem próximo ao estádio está o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, que também possui uma história bastante curiosa. A suntuosa construção foi feita com o objetivo de abrigar a Universidade Conde Francisco Matarazzo. Após muitos anos, o edifício foi concluído, mas a universidade não saiu do papel devido aos problemas financeiros da família Matarazzo. Em 1964, a propriedade foi negociada com o governo estadual em troca do perdão das dívidas fiscais do grupo Matarazzo.

A origem do nome da rua do Pateo São Paulo vem da Espanha. Alcantarilla é o nome de uma cidade espanhola, localizada na província de Múrcia. O município é pequeno, possui menos de 40 mil habitantes e é conhecido por ser um centro produtor de frutas e hortaliças. A tranqüilidade dessa Alcantarilla do outro lado do Atlântico se reflete na rua de mesmo nome em São Paulo.
Bairros

O Aclimação está situado na Zona Sudoeste e abrange os bairros de:

• Cidade Jardim
• Fazenda Aclimação
• Jardim D'Oeste
• Jardim Everest
• Jardim Guedala
• Jardim Leonor (Aclimação)
• Jardim Aclimação
• Jardim Namba
• Jardim Panorama
• Jardim Panorama D'Oeste
• Jardim Sílvia
• Jardim Viana
• Jardim Vitória Régia (Aclimação)
• Aclimação
• Paineiras da Aclimação
• Real Parque
• Vila Aclimação
• Vila Progredior
• Vila Tramontano

fonte:Bairros Paulistanos de A a Z, de Levino Ponciano
Dicionário de Ruas de São Paulo
Companhia City de Desenvolvimento

15/12/2014

Apartamentos de 76m2, 111m2 e 141m2, 2 ou 3 suítes à 500m do Parque da Aclimação, lazer completo incluindo simulador de golfe profissional.

Endereço

Avenida República Do Libano, 1110
São Paulo, SP

Telefone

+551142680036

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