05/04/2026
Que nesta Páscoa o amor e a paz sejam os verdadeiros presentes! 🐰🐾
CRECI 847 J
Atuando há mais de 50 anos no mercado imobiliário de Torres-RS
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Tôrres, RS
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Osmar Pinto de Souza, 67 anos, possui bela e marcante história de trabalho e conquistas durante a sua vida. Advogado, Contabilista, Corretor de Imóveis, e empresário dono de imobiliária, nasceu em Torres, na localidade de Pirataba.
Com oito anos de idade, o menino Osmar foi engraxar sapatos na barbearia de Patrício Manoel Barrin, na rua Julio de Castilhos, defronte ao Grande Hotel da SAPT. Assim foi por algum tempo até que os dois sócios do famoso Bazar Praiano, Paulo Batista e João Dalolli, observando seu esforço, o convidaram para trabalhar com eles no setor de jornais e revistas. Além de livros e revistas, chegavam na loja, o Correio do Povo, Folha da Manhã, Folha da Tarde, Diário de Notícias, Última Hora, a Razão de Santa Maria, o Caxiense e o Pioneiro. Com dois dias de atraso, chegava também o Estado e a Folha de São Paulo e o Jornal do Brasil do Rio de Janeiro que Osmar saia para vendê-los nas ruas e nas casas de moradores e veranistas. Ainda no Bazar Praiano, para ganhar um pouco mais, ele passou para um trabalho mais pesado, que foi a distribuição de Gás.
Com Paulo Batista e João Dalolli, Osmar Pinto reconhece que aprendeu muito da vida, em especial, o valor do trabalho. Recorda ele, que naquela época haviam poucas oportunidades para trabalho em Torres. “Quando aparecia alguma a gente a agarrava, vestia a camiseta da empresa sem horário fixo”. Afirma que ás vezes quando saia do trabalho era mais de meia noite.
Na época, como tudo acontecia no Farol Hotel, único ponto turístico da cidade, teve a ideia de montar ao lado do hotel, uma casinha para vender mais jornais e revistas. Para isso precisava da autorização dos proprietários, Jayme e Enio Pozzi. Aos quatorze anos, acompanhado pela mãe, que disse a eles das necessidades da família, conseguiu aprovação, desde que o severo fiscal municipal do passeio público, Néco Belo, permitisse. O vereador Alcino Weber, que comprava dele, diariamente, todos os jornais que chegavam, foi quem interviu com o fiscal para que, seu sonho fosse realizado. Seu pai foi quem fez a casinha de 2x 3 metros e Osmar além dos jornais, começou vender flores tropicais e rosas à pedido dos veranistas. Enquanto isto não deixou de cursar o primário no Colégio Marcílio Dias e ainda lembra das professoras Salí, Laury e do professor Durbam.