21/09/2025
Como corretor de imóveis, vejo de forma clara o impacto da Selic a 15% ao ano, mantida estável desde junho de 2025, no mercado imobiliário. Esta é a taxa mais alta em quase duas décadas e elevou os juros de financiamentos para uma média de 9,42% a 10,90% ao ano, aumentando as parcelas em até 36% em comparação a 2021, quando a Selic estava em 5,5%.
Por exemplo, para um imóvel de R$ 500 mil financiado em 30 anos, a parcela mensal subiu de R$ 3.966 para cerca de R$ 5.425, exigindo renda mínima de R$ 18.086, frente a R$ 13.220 anteriormente.
A Abecip projeta que as concessões com recursos da poupança (SBPE) totalizem cerca de R$ 150 bilhões em 2025, representando uma queda de 10% a 20% no volume de financiamentos.
Embora os preços dos imóveis estejam crescendo abaixo da inflação (3,33% no 1º semestre de 2025, frente a uma inflação acumulada de 5,4%), adiar a compra pode significar continuar pagando aluguéis elevados que consomem renda sem gerar patrimônio. Ao mesmo tempo, a expectativa de redução gradual da Selic em 2026 pode melhorar as condições de financiamento, mas não elimina o custo de oportunidade de não investir em seu próprio imóvel hoje.
Diante desse cenário, é fundamental que cada decisão seja planejada com base na realidade financeira, nas necessidades de moradia e nos objetivos de construção de patrimônio. Como corretores, nosso papel é orientar clientes a equilibrar realização pessoal e investimento de forma consciente e estratégica.
É hora de agir por um mercado imobiliário mais acessível e seguro, construindo patrimônio e garantindo moradia digna, um direito essencial que impacta milhões de brasileiros e movimenta a economia.