Arteterapia Marisa Franco

Arteterapia Marisa Franco Atuo, através de propostas arteterapêuticas, na prevenção e cuidado em saúde mental.

O que distingue um artista de outras pessoas e o faz afetar tão profundamente alguém? Creio que seja sua forma inusitada...
20/09/2023

O que distingue um artista de outras pessoas e o faz afetar tão profundamente alguém? Creio que seja sua forma inusitada de representar sua sensibilidade, emoção, ideias, anseios e afetos...alguma loucura há para fazer conseguir uma via de expressão do seu eu.
A história mostra diversos artistas que se sobressaíram apesar de seu quadro de transtornos mentais...Vincent Van Goh é um deles. Uma vida conturbada repleta de sofrimentos, surtos depressivos, surtos maníacos, crises de epilepsia e vício do álcool não foi capaz de interromper a obstinada produção do artista que chegou a produzir uma obra por dia. Pintar era o combustível que o sustentava diante de suas angústias.
Portanto, a obra de Van Gogh não foi fruto de sua patologia e sim, de sua genuína expressão de vida. A tela era a sua maneira única de ver o mundo e isso o fazia estar vivo. E é esse modelo de arte que deve nos inspirar...a de sermos tomados pelo que nos afeta, nos faz refletir sobre a nossa existência e nos faz sentirmos vivos.
Diante de uma tela em branco da vida, o que vou refletir e me expressar?
Os girassois foram temas de diversas obras de Van Gogh e por elas entendemos sua obstinação por lutar contra sua loucura mental e buscar insistentemente a luz.
Inspirados na releitura dos "Tournesols" - Girassois - os acolhidos da materializaram, através de guache sobre tela, suas inquietações, sua maneira de ver o mundo e a luz que desejam para essa inspiração...e que o desejo de viver tenha força e se sobreponha a toda a manifestação contrária.






Nunca saberemos quando será nosso último encontro, último abraço, ultimo tchau ou o último zap. Sabemos, contudo, que es...
19/09/2023

Nunca saberemos quando será nosso último encontro, último abraço, ultimo tchau ou o último zap. Sabemos, contudo, que esse último contato sempre f**ará em nossa memória nos instigando ao desejo de traduzir toda a carga de afetos contido nessa despedida sem saber...

Vincent Van Goh escreveu muitas cartas a seu irmao Theo que era seu porto seguro e que não poupava esforços para fazer Vincent acreditar que era possível existir e criar... e assim ele fez. Apesar dos esforços de seu irmão, a tormenta da luta da realidade venceu e Vincent se permitiu, aos 37 anos, desistir de sua conturbada existencia e mergulhar em um outro mundo desconhecido.

O sofrimento de Vincent contado em suas cartas ao seu irmao retrata o quanto o “outro” parecia lhe preencher de tal forma que se tornava o sentido de sua vida. Por diversas vezes Vincent van Gogh
reconheceu o peso da tamanha dependência que vivia em relação aos que viviam ao seu redor, assim como o sofrimento oriundo desse modo de estar-no-mundo.

Os fracassos e as decepções amorosas e profissionais de Vincent eram constantemente trazidos à tona, gerando grande sofrimento. O modo fanático por meio do qual o pintor viveu a sua vida, com visões e escolhas extremadas e radicais, lhe exigiam grandes sacrifícios e sofrimentos. Suas cartas a seu irmão Theo são claras sobre o sentido martirizante presente em sua vida e parecem indicar um caminho de compreensão sobre o
sentido de seu fanatismo: a busca por pertencimento. O sofrimento do pintor expresso em suas cartas aponta-nos para o modo como ele vivia sua vida – um modo disposto a enfrentar grandes tempestades em prol da conquista de um lugar no mundo.

Theo não sabia que aquela, seria a carta de despedida de seu irmão Vincent.





No seu livro "O Louco" escrito há mais de 100 anos, Gibran apresenta nos 2 capítulos denominados o "O Louco" e "Deus" um...
08/09/2023

No seu livro "O Louco" escrito há mais de 100 anos, Gibran apresenta nos 2 capítulos denominados o "O Louco" e "Deus" um convite para tomarmos posse dessa união eterna que é a consciência de que Deus É, sempre foi e sempre será...Tudo em Todos...e que precisamos nos despir das máscaras que nos afastam de nossa verdadeira essência.

Há um explícito convite a buscarmos olhar para o alto de onde virá a verdadeira luz da sabedoria que nos faz reconhecer o padrão de unidade que Ele nos ensina. Nenhuma divisão ou máscara é possível (nem necessária), nenhuma união é real...já que nunca houve nenhuma separação nEle.

Os que ousaram tirar as máscaras se reconhecem como um. São esses os que dizem sim ao convite de retirarmos as máscaras na busca constante do autoconhecimento, sabendo que nunca chegarão no ponto final.

Refletimos sobre a música O Louco - dos Mutantes e sobre a nossa expressão plástica que foi construir as nossas máscaras que caíram.

No Dadaísmo as palavras despretensiosas e aleatórias viram arte compondo murais, poemas e até música. Palavras tem força...
03/08/2023

No Dadaísmo as palavras despretensiosas e aleatórias viram arte compondo murais, poemas e até música. Palavras tem força, cor e emoções! Palavras são vida! Que possamos libertar as palavras com arte, para que elas surpreendam e transgridam...e que as palavras não sejam jogadas ao vento.
(Planejando a próxima vivência arteterapêutica)

Em 2019 senti uma grande inquietude da alma e veio o desejo de dar outro sentido ao que eu iria fazer, ao que iria estud...
27/07/2023

Em 2019 senti uma grande inquietude da alma e veio o desejo de dar outro sentido ao que eu iria fazer, ao que iria estudar e, na forma como iria entrar em contato comigo mesma nesse novo ciclo de minha vida. Queria fazer coisas novas, e principalmente relevantes para um mundo tão adoecido. Entendi que isso era um chamado.
E foi assim que meu caminho cruzou com o universo da Arteterapia.
Já no começo do curso eu começava a pensar em como levar esse conhecimento aos colaboradores das organizações, em diferentes contextos produtivos e então decidi pesquisar sobre como proporcionar prevenção e cuidado em saúde mental, qualidade de vida e produtividade aos colaboradores das organizações em um ambiente tão adverso. As organizações são de fato um ambiente propício para adoecimento emocional.
Daí surgiu o meu artigo em 2022, que é a minha cara naquele momento em que eu estava em desconstrução da persona da gestora, educadora, professora de administração e estatística e dando lugar à pesquisadora curiosa e encantada pela ciência da Arteterapia...Não foi fácil escrever sobre um tema tão novo para mim...
Ainda lembro do impacto de minha coordenadora e orientadora ao ver a primeira versão desses meus escritos f**ando surpresa com tantas tabelas e esquemas que eu havia feito...e ela aos poucos foi me ensinando a me livrar de tantas grades, de tantas tabelas extremante organizadas, e de tudo tão exato e lógico.
A construção do conhecimento descrito nesse artigo, resultou de um processo de estudos, de terapia, atendimentos arteterapêuticos, supervisão...e não surgiu só minha pesquisa, mas foi surgindo uma outra Marisa...
E, por esse artigo, que teve a nota máxima de avaliação, fui honrada pelo convite do para compor junto com outras colegas e professores o 1º livro de Arteterapia da . É esse livro aí! Chamas! Linda capa! Escrevi o 1º capítulo sob o tema “A Arteterapia como Prática Integrativa em Saúde Mental nas Organizações do Mundo VUCA”. Um registro de um momento de travessia em minha vida, que entendi que essa era a tarefa à qual à qual fui requisitada naquelemomento e que eu aceitei, disse "sim!", "presente" e "eis-me aqui"!

15/07/2023

O evento mais importante no âmbito do conhecimento humano no ES é o Fênix Lux Conexões. Esse ano será de 18 a 22 de julho e o tema é "Viver é um desafio, iluminar-se é um privilegio". Minha palestra no dia 19 será sobre "A Arteterapia na dependência química, do estágio ao campo profissional". O é evento será híbrido, presencial e online. Esperamos você por lá!

A morte e a vida são enigmas para todos nós. O mito grego de Deméter e Perséfone simboliza a dor da perda, da força dess...
14/07/2023

A morte e a vida são enigmas para todos nós. O mito grego de Deméter e Perséfone simboliza a dor da perda, da força desse sentimento que precisa ser resignif**ado. E podemos nos inspirar na força dos ciclos da vida, para vivermos nossos lutos e extraindo deles toda a sabedoria. A potencia criativa da arte, há séculos, nos ensina a mergulharmos no inconsciente e a darmos sentido ao constante movimento de vida e morte e ao que dele vai renascer.

O orgulhoso Rei Minos de Creta não cumpriu a sua promessa ao deus Posiedon e recebeu dele a maldição de sua esposa se ap...
08/07/2023

O orgulhoso Rei Minos de Creta não cumpriu a sua promessa ao deus Posiedon e recebeu dele a maldição de sua esposa se apaixonar por um touro. Dessa relação tenebrosa nasce o Minotauro. Essa foi uma enorme vergonha para o rei, que criou um labirinto para aprisionar esse ser monstruoso, metade gente, metade touro. Para alimentar Minotauro, o rei exigia o sacrifício de 24 jovens de Athenas para ser devorado no labirinto por esse monstro. No entanto, um jovem de Athenas, descobre ser o filho do rei e, voluntariamente se oferece para entrar no labirinto e matar Minotauro. O herói recebe a ajuda de Ariadnyr que lhe entrega um novelo de lã que o guiaria da entrada até a sua volta do labirinto.

Somente quem reconhece ser filho do Rei sabe que está legitimado para missões tão impossíveis. Somente nosso self nos leva a sacrif**ar, o ego não tem suporte para isso.

O nosso herói não entra sozinho...ele entra e sai no labirinto da existência do inconsciente e sacrif**a esse touro! Que é esse monstro que mora bem lá dentro de nós.

No nosso inconsciente somente nós adentramos...e voluntariamente...para enfrentar a grande missão que é sacrif**ar para matar o Minotauro interior. Ao adentrar o labirinto estamos adentrando o inconsciente em todas a suas camadas, é um mergulho no autoconhecimento, é um sacrifício necessário.

Teseu, matou Minotauro e casou com a filha do rei. Quando somos capazes de sacrif**ar, e conquistar, saímos do labirinto e nos tornamos reis de nós mesmos.

A Catedral de Crartres na França recebe muitos visitantes dispostos a percorrer todas as etapas do famoso labirinto em seus 11 anéis, e se conectarem num momento de profunda reflexão e meditação, buscando a frequência da paz, chegando ao caminho do centro, ao reencontro consigo mesmo e a força para vencer os seus monstros.

Na Arteterapia hoje, os acolhidos da percorreram o caminho do labirinto com o fio de lã de Ariadnyr num movimento de compreensão sobre os diversos ângulos, buscando uma profunda reflexão de como enxergar a si, buscando o equilíbrio que está dentro de cada um. E que todos possam usufruir da recompensa por enfim conseguir governar o seu mundo interior.

No Mito, Perseu foi desafiado a cortar a cabeça da terrível Medusa. E essa foi uma travessia aonde a luz encontra as tre...
03/07/2023

No Mito, Perseu foi desafiado a cortar a cabeça da terrível Medusa. E essa foi uma travessia aonde a luz encontra as trevas, onde convivem o mais sublime e o mais aterrorizador. Nesse lugar, o herói encontra seus maiores medos. Todos que olhavam para Medusa f**avam petrif**ados! Teseu tinha que vencer esse olhar ameaçador.
Em um sentido simbólico, cortar a cabeça de Medusa signif**a romper com o que nos subjuga, com o que causa medo e paralisa. Muitas vezes, diante de algo terrível, a gente não dá conta e f**a num estado de choque...são vivências muito difíceis de se elaborar...
Perseu, conseguiu ver que a terrível Medusa se aproximava, através do reflexo do seu escudo que lhe foi dado por um deus...Em algumas situações a gente consegue só consegue decapitar medusas através de algo indireto como um reflexo, ou uma projeção. Vivências muito intensas são muito difíceis do ego suportar... não conseguimos enxergar coisas tão terríveis em nós, mas conseguimos ver em um outro. Pode ser que esse seja um primeiro passo importantíssimo...se enxergar através do outro, elaborar e conseguir matar as nossas medusas (terríveis monstros).
Quando não matamos as "medusas", a libido estanca e não vamos para frente. Todo o horror f**a guardado no inconsciente e, durante a vida vai funcionar como sombras e almas penadas. Essas fixações viram medusas dentro de nós e virarão complexos que nos perseguem a vida toda.
Do sangue da cabeça de Medusa nasceu um cavalo alado Pégasus que é o símbolo da imaginação, da criatividade, da espiritualidade, da transformação. Nasceu também Crizaor, um monstro. Podemos gerar em nós mesmos “Pégasus e Crizaor”. Esses elementos luz e sombra, são dimensões do divino também. Os heróis sabem bem lidar com esses dois atributos e através da imaginação criativa, irão realizar façanhas, ter uma morte digna e encontrar um lugar nos céus.
A mitologia nos apresenta o mistério da natureza humana em transformação formando a consciência e ao mesmo tempo a sombra. O herói recebe então as forças criativas do divino para adentrar em outro mundo, decepar a cabeça de medusa, resgatar suas forças e buscar novas transformações para si e para os outros. Isso é travessia!

No mito de Narciso,  Eco era uma ninfa que, devido a uma maldição divina, só podia repetir as palavras dos outros. Quand...
23/06/2023

No mito de Narciso, Eco era uma ninfa que, devido a uma maldição divina, só podia repetir as palavras dos outros. Quando Eco se apaixonou por Narciso, ela tentou se comunicar com ele, mas ele a rejeitou. Essa dinâmica entre Narciso e Eco destaca alguns aspectos da personalidade narcisista dentre eles a exploração e desvalorização do outro. Isso reflete a tendência dos narcisistas em ver os outros como mero instrumentos para vivenciar suas próprias necessidades e desejos. Eles têm dificuldade em estabelecer relações empáticas e genuínas, considerando os outros apenas como extensões de si mesmos.
Os narcisistas têm uma preocupação excessiva consigo mesmos e com a busca de sua própria gratif**ação e pensamentos. Eles são tão focados em suas próprias necessidades, desejos e imagem que têm dificuldade em reconhecer e responder aos sentimentos e necessidades dos outros. Sua autoabsorção limita sua capacidade de se conectar emocionalmente com os outros e de desenvolver empatia genuína.
Já nos dizia Caetano,“... Narciso acha feio o que não é espelho...”
Esta reflexão sobre Narciso nos remete a pensar o quanto precisamos de olhar para a nossa vida a partir do outro. Fazer mandala nos leva ao exercício do autoconhecimento, da busca de identidade e propicia a inserção do indivíduo no seu contexto histórico e social. E no reunir opostos, o dentro e o fora se integram...e esse processo de criação que inclui o criar, modif**ar e transformar facilia ao indivíduos o desenvolvimento constante de sua consciência individual e coletiva.
O Poema de Braulio Bessa, A Mão do Amigo nos valeu de incentivo a buscarmos um amigo, que sinta o que a gente sente...
E hoje na fomos fazer mandalas em CDs, bem coloridas, para estimular um mergulho em nós mesmos descobrindo todas as possibilidades de emoções e principalmente o despertar de muita empatia, para fazer diferença no mundo e na gente.






A escolha dos materiais na Arteterapia depende do objetivo terapêutico específico e das necessidades dos indivíduos envo...
22/06/2023

A escolha dos materiais na Arteterapia depende do objetivo terapêutico específico e das necessidades dos indivíduos envolvidos no processo. Os materiais permitem a expressão de emoções, sentimentos e experiências internas que podem ser difíceis de colocar em palavras.




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Vila Velha, ES

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