Mudar de País e viver em Portugal

Mudar de País e viver em Portugal CLAUDETE SALVIA
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canal no you tube: https://youtu.be/

03/06/2026

Que orgulho do meu campeão . Hoje completa 50 primaveras e sou muito grata à Deus por sua vida meu amor . Que Ele te proteja e realize todos os seus sonhos sempre. Amo-te muito ❤❤❤❤

23/05/2026

Sementes da Alma

Existem pessoas que chegam
semeando jardim pelo chão,
trazem calma nas palavras
e luz mansa ao coração.

Há quem enxergue o esforço,
o silêncio por trás da dor,
e com um gesto sincero
nos devolva o próprio valor.

Mas existem também aquelas
que procuram inverno na flor,
que enxergam falhas nos passos
e alimentam o dissabor.

Há os que semeiam amor
como quem espalha calor,
e há os que extraem feridas
fazendo morada na dor.

Às vezes encontro caminhos
de olhar duro e negativo,
como se errar fosse destino
e sonhar, algo proibido.

E confesso… isso desgasta,
machuca e tira o chão,
porque ninguém floresce inteiro
na sombra da negação.

Há palavras que são abrigo,
outras carregam espinhos,
umas acendem coragem,
outras escurecem caminhos.

Mas aprendi, mesmo ferida,
a proteger meu coração,
não permitir que a dureza alheia
aprisione minha direção.

Porque quem carrega verdade
não vive de aprovação,
segue plantando esperança
mesmo em terra sem estação.

Existem pessoas que revelam
o melhor que podemos ser,
outras despertam feridas
que ainda tentamos vencer.

Mas no jardim desta vida,
entre o espinho e a emoção,
cabe a nós escolher
qual semente terá a mão.

E eu prefiro o amor que constrói,
a palavra que sabe acolher,
pois quem semeia bondade no mundo
também aprende a florescer.

Claudete Salvia

12/05/2026

LÂMINA DA ALMA
Fibromialgia:
É ter a faca incrustada na alma,
Um eterno fio, cortante e mudo.
É a vida tecida em atos de coragem,
A escolha diária de ser luz,
A despeito da dor que jamais se retira.

Acordar e dormir na sua presença,
E ainda assim, buscar o milagre do instante:
O perfume que se eleva das flores,
O v***r sagrado da primeira xícara,
O café, morada de um conforto efêmero.

Olhar o peixe que dança, liberto em seu aquário,
E absorver a paz do seu lar transparente.
Sorver a luz do sol ou o frescor da nuvem,
A doce melancolia do dia que chove.

Se a pergunta vier — Está tudo bem? —
Busco no ar que respiro a resposta,
No sopro divino que me sustenta.
Busco a mesma força, a pura emoção
Do dia em que meus filhos vieram ao mundo.

Trilho o caminho das obrigações,
Pois há almas ao meu cuidado
Que, por terem se esquecido de si,
Exigem a paciência que um dia,
Espero que me devolvam,
Quando a névoa desta doença
Invadir os recantos da minha memória.

Cada manhã é uma trégua desejada,
Um pacto de não ingestão.
Mas a dor, soberana, me consome e me vence,
E a pílula é o silêncio que se impõe.

Meu bálsamo é a esperança,
O saber que o ponteiro da ciência avança.
E eu aguardo, com a ansiedade da sede,
O dia em que a cura for, enfim, o nosso porto.

Claudete Salvia

09/05/2026

Ser verdadeiro com quem caminha ao teu lado,
é honra que não se compra nem se vende.
A lealdade floresce no silêncio dos gestos,
nos dias difíceis, quando o coração entende.

Humildade é lembrar de onde veio o passo,
das mãos cansadas que ajudaram a subir,
das raízes firmes que sustentam a alma
mesmo quando a vida manda partir.

Quem cresce sem respeito perde o brilho,
pois grandeza não vive na arrogância.
O verdadeiro valor de um ser humano
mora na educação, na paz e na elegância.

Saber dialogar é construir pontes,
é ouvir antes mesmo de responder.
Porque palavras podem abrir caminhos
e a sabedoria nasce no aprender.

Que nunca falte verdade no olhar,
nem gratidão pelas marcas da estrada.
Pois quem mantém o coração humilde
jamais se perde na própria caminhada.

Claudete Salvia

Tem um peso no silêncioque a falsidade não consegue esconder.Ela anda leve por fora,mas carrega vazio no ser.Falta de ca...
01/05/2026

Tem um peso no silêncio
que a falsidade não consegue esconder.
Ela anda leve por fora,
mas carrega vazio no ser.
Falta de caráter não grita,
se revela nas entrelinhas,
nos olhares que desviam,
nas verdades sozinhas.
Prefiro o corte da verdade
à lâmina cega da insinuação.
Quem não cabe no que vive,
que tenha voz — ou direção.
Porque no fim, o que f**a
não é o jogo, nem a encenação,
é a coragem de ser inteiro
ou a ausência de posição
Claudete Salvia

09/04/2026
09/04/2026

QUANDO ACEITAR JÁ NÃO É VIVER O medo do recomeço chega devagar,não bate à porta — ele se instala.Silencioso, veste-se de...
25/03/2026

QUANDO ACEITAR JÁ NÃO É VIVER

O medo do recomeço chega devagar,
não bate à porta — ele se instala.
Silencioso, veste-se de costume,
e quando percebemos… já mora em nós.
O sofrimento, que um dia foi grito,
vira sussurro… depois rotina.
E assim, sem alarde,
vamos aprendendo a suportar o que nunca deveria ser normal.
A dor deixa de ser visitante
e passa a ser mobília da alma.
A paz, tão delicada,
vai sendo roubada em pequenos gestos,
em palavras duras, em silêncios pesados,
em olhares que já não acolhem.
E a felicidade — ah, essa —
escorre diante dos olhos
como um rio apressado
que não espera por quem tem medo de atravessar.
A vida corre…
ligeira, quase impiedosa,
e quando nos damos conta,
já não somos donos do que sentimos.
Aceitamos o pouco, o resto, o que sobra…
não por escolha,
mas por cansaço de lutar.
Mas há algo que o medo não pode apagar:
a verdade que pulsa, ainda viva,
lá no fundo —
lembrando que sempre há escolha,
mesmo quando ela parece distante.
Porque ganhar no grito
não é vitória —
é violência disfarçada de razão.
É ato covarde, cruel,
que fere, que cala, que apaga.
Que tenta esmagar a essência do outro
como se identidade fosse coisa pequena.
Mas não é.
Recomeçar assusta, sim.
É atravessar um rio sem saber a profundidade.
É soltar margens conhecidas
para confiar em si outra vez.
E talvez o recomeço não seja um salto…
mas um passo.
Um único passo de volta para dentro de si.
Porque, no fim,
a maior coragem
não está em suportar o que machuca,
mas em reconhecer
que você merece paz.

Claudete Salvia

Laços da Casa da TrezeUnidos, com o propósito maior de cuidar.Quando um cai, o outro levanta,e entre teatrinhos de sonho...
31/10/2025

Laços da Casa da Treze

Unidos, com o propósito maior de cuidar.
Quando um cai, o outro levanta,
e entre teatrinhos de sonhos e risos,
tentamos disfarçar a tristeza
de uma mãe em sombra e luz —
nosso pilar cansado, mas firme.

Vivemos de luta.
A pobreza nunca nos tirou o desejo de crescer,
de estudar, de ser alguém.
Foi o que nos ensinaram —
pai e mãe, mestres da esperança.

Sem avós, sem tios, éramos só nós —
nossa família, nosso mundo.
E os olhos deles brilhavam ao dizer:
“meus filhos são doutores.”

Crescemos... Formamos lares, histórias,
mas o amor, selado no sangue, nunca se desfez.

Generosidade, disponibilidade, preocupação,carinho
em cada irmão, uma virtude, em todos, o mesmo ideal: União.

Manter todos de pé.
Porque Deus, em Sua sabedoria, traçou destinos diversos, multiplicou os lares, e já não cabemos todos à velha mesa da casa da treze.

Mas ainda estamos juntos — uns presentes, outros distantes, numa ligação, numa carta, num abraço lembrado.

Sempre juntos... no Natal, ou na dor.
Esse é o nosso lema.
Esse é o nosso amor.

Do livro " Sol porque te escondes?"
Claudete Salvia

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