02/10/2026
Comecei muito antes do imobiliário.
Ainda miúdo, já ajudava a minha mãe a vender os salgados que fazia na Estefânia, em Lisboa. Ia falar com pessoas, procurava clientes, tentava vender.
Depois vieram as casas de fado, o trabalho como empregado de mesa e tantos outros trabalhos pelo caminho — às vezes mais do que um ao mesmo tempo, porque era preciso ajudar a família.
Foi aí que aprendi uma coisa que nunca mais me largou: a arte de servir.
Estar atento. Ouvir. Perceber o que a pessoa precisa.
Talvez tenha nascido com jeito para isto.
Ou simplesmente já falava demais desde pequeno.
A verdade é que estar com pessoas sempre fez parte de mim.
A 20 de setembro de 2006 entrei no imobiliário. E foi aí que comecei a perceber que tudo o que tinha vivido antes me estava, de alguma forma, a preparar para isto.
Hoje sei que a minha profissão nunca foi apenas vender casas.
Sempre foi lidar com pessoas.
Com decisões importantes. Mudanças de vida. Medos. Sonhos. Famílias. Recomeços.
Nestes 20 anos aprendi muito. Errei, cresci, insisti, voltei a tentar e conheci pessoas extraordinárias.
Mas nada disto teria sido possível sozinho.
Aos clientes que confiaram em mim, aos colegas que caminharam comigo, aos amigos que ficaram, à minha família e a todos os que fizeram parte deste percurso: obrigado.
E um agradecimento muito especial à minha filha Carolina, que hoje faz parte deste trabalho comigo e que está por trás de muito daquilo que vocês veem.
Quando olho para trás, penso muitas vezes naquele miúdo que percebeu cedo que a vida nem sempre nos entrega as coisas feitas.
Ele não sabia onde ia chegar. Só foi percebendo que, quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida, também temos de fazer a nossa part
Hoje gostava de lhe poder dizer apenas isto: Continua. Vai correr bem.
Talvez não exatamente como imaginaste.
Talvez até melhor.
Hoje olho para estes 20 anos com orgulho, mas sobretudo com uma enorme gratidão.
Grato por estes 20 anos.