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Incêndio: Nonagenário quer replantar e pediu ajuda financeira ao Governopor Lusa  14-10-2024 | 12:23 em Nacional, Última...
14/10/2024

Incêndio: Nonagenário quer replantar e pediu ajuda financeira ao Governo
por Lusa 14-10-2024 | 12:23 em Nacional, Últimas Tempo De Leitura: 3 mins
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Aos 94 anos, Albertino Pires quer ajuda para repor as árvores queimadas, em Vila Pouca de Aguiar, através do apoio financeiro extraordinário que o Governo estima que possa abranger entre 5.000 a 8.000 agricultores afetados pelos incêndios.

A lista dos prejuízos escreveu-a à mão e entregou-a diretamente ao ministro-adjunto e da Coesão Territorial, Castro Almeida, que assinalou hoje, em Pedras Salgadas, concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real, a entrega dos primeiros pagamentos até um máximo de seis mil euros aos agricultores.

Castro Almeida pegou no papel e entregou-o à presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, para que os prejuízos sejam confirmados no terreno e, depois, se proceda ao pagamento.

Nele estavam descritas as perdas do nonagenário para um dos quatro incêndios que, entre 16 e 19 de setembro, queimaram cerca de 10.000 hectares em Vila Pouca de Aguiar.

Oliveiras, castanheiros, nogueiras e uma cerejeira foram alguns dos prejuízos que o agricultor de Sabroso de Aguiar apontou, salientando que ainda se sente com forças para repor.

“Se tivesse menos 20 anos apagava o fogo sozinho”, contou aos jornalistas, contabilizando perdas na ordem dos 5.000 euros.

Castro Almeida explicou que neste processo de apoio aos pequenos agricultores afetados se vão “dispensar muitos papéis” e exemplificou que, no caso de Albertino Pires, o papel escrito serve para dar início à candidatura e que, depois no terreno, os técnicos da câmara e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) vão confirmar as perdas.

“E depois pagamos ao senhor no dia seguinte. É assim que deve ser”, realçou o ministro.

Trata-se de um apoio financeiro que vai até um montante máximo de 6.000 euros e que dispensa a entrega de documentos comprovativos por parte dos agricultores.

Questionado sobre quantos agricultores poderão receber este apoio extraordinário, Castro Almeida disse que o levantamento ainda não está completo.

“Eu diria que [são] entre 5.000 e 8.000 agricultores que estão nessa situação de poder receber pequenos apoios relativos a prejuízos que não conseguem documentar”, apontou.

Para apoios acima desse valor já será necessário apresentar documentação.

As candidaturas estão a decorrer desde quinta-feira e já houve transferências bancárias como o caso de Ondina Lagoa, 35 anos, de Zimão, também em Vila Pouca de Aguiar, que perdeu 300 rolos de feno para alimentação das 100 ovelhas e as 40 vacas, e ainda alfaias agrícolas.

A agricultora disse que a ajuda é “fundamental”, tal como a rapidez na resposta.

“Foi um processo fácil. Foi só dizer o que nos ardeu, não precisei de documentos nenhuns. Foi muito bom e não esperava que fosse tão fácil”, afirmou.

Entretanto, Ondina já teve um donativo de 65 fardos de feno, pelo que, agora, a prioridade vai ser compor a frontal para o trator, que também ardeu, porque é com ela que coloca os rolos de feno nas manjedouras dos animais.

Segundo a presidente do município, em Vila Pouca de Aguiar há cerca de 60 pequenos agricultores afetados pelos incêndios.

Ana Rita Dias destacou a rapidez na atribuição das ajudas aos agricultores, mas apontou ainda à paisagem devastada pelo fogo que pintou de negro 20% da área do concelho, considerando que, agora, o maior desafio será o de fazer da prevenção o principal meio de combate aos incêndios.

Castro Almeida disse que as candidaturas podem ser submetidas até 30 de novembro e estima que, no final do ano, “uma grande parte dos lesados vai ter recebido o dinheiro equivalente”.

“O processo começou e agora não para mais. Demorou 25 dias arrancar e agora todos os dias vai haver pagamentos abaixo ou acima dos 6.000 euros, ou para a reconstrução de casas ou de fábricas e de equipamentos e infraestruturas municipais”, referiu.

Questionado pelos jornalistas sobre o Orçamento do Estado, o ministro da Coesão Territorial apenas disse estar “muito confiante” na sua aprovação, considerando que não há razões para que não seja aprovado.

Aos 94 anos, Albertino Pires quer ajuda para repor as árvores queimadas, em Vila Pouca de Aguiar, através do apoio financeiro extraordinário que o Governo estima que possa abranger entre 5.000 a 8.000 agricultores afetados pelos incêndios. A lista dos prejuízos escreveu-a à mão e entregou-a d...

Sete das árvores europeias mais comuns resistem a mudanças drásticas de ‘habitat’por Lusa  14-10-2024 | 12:46 em Naciona...
14/10/2024

Sete das árvores europeias mais comuns resistem a mudanças drásticas de ‘habitat’
por Lusa 14-10-2024 | 12:46 em Nacional, Últimas, Notícias florestas Tempo De Leitura: 2 mins
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Sete das espécies florestais de árvores mais comuns na Europa conseguiram conservar a sua diversidade genética após grandes mudanças nas condições ambientais, como as dos ciclos glaciais, conclui um estudo publicado hoje na revista científica Nature Communications.

Embora as suas áreas de distribuição tenham sido reduzidas e o número de árvores tenha caído drasticamente durante aqueles ciclos, a diversidade genética manteve-se, mostrou o trabalho realizado por um consórcio europeu, liderado pela Universidade de Uppsala (Suécia).

As setes espécies de árvores que a equipa, composta por cientistas de 22 institutos de investigação europeus, analisou foram a faia-europeia, o pinheiro bravo, o carvalho séssil, a bétula prateada, o pinheiro silvestre, o abeto e o choupo-negro.

Os investigadores tinham como objetivo estudar como os períodos glaciares afetavam a diversidade genética das espécies arbóreas.

“Do ponto de vista da biodiversidade isto é muito positivo, porque estas árvores são espécies-chave das quais dependem muitas outras espécies”, diz Pascal Milesi, professor associado de Ecologia e Evolução Vegetal da Universidade de Uppsala e primeiro autor do estudo, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Na última era glaciar, há cerca de 10 mil anos, a área de distribuição das árvores foi consideravelmente reduzida, por isso os cientistas pensavam que a diversidade genética seria baixa, mas o estudo revelou justamente o contrário: as espécies tinham grande diversidade genética, o que indica que eram resistentes a mudanças drásticas no seu ‘habitat’.

“Acreditamos que a razão desta elevada diversidade genética está relacionada com a forma como estas espécies de árvores sobreviveram às eras glaciais e com o facto de o pólen das árvores poder viajar milhares de quilómetros, unindo árvores que crescem muito distantes umas das outras. Os processos evolutivos que estiveram em jogo no passado também podem ser úteis para lidar com as rápidas alterações climáticas de hoje”, afirma Milesi.

Os investigadores recolheram agulhas e folhas de cerca de 3.500 árvores de 164 conjuntos arbóreos diferentes na Europa, das quais extraíram e analisaram o ADN.

Segundo Milesi, o longo tempo de geração das árvores também explica o facto de os ciclos glaciares terem tido pouco impacto na diversidade genética das sete espécies-chave.

Na Suécia, o estudo centrou-se nos abetos, pinheiros silvestres e bétulas prateadas, que constituem a maior parte da floresta sueca, são importantes para outras formas de vida e representam a maior parte da madeira na silvicultura sueca, ou seja, são essenciais para a economia e biodiversidade.

“Devido à sexta extinção em massa e à atual crise da biodiversidade, é compreensível que as pessoas sintam que é tarde demais e desistam. Este estudo envia um sinal positivo sobre as nossas florestas e fornece informações importantes para ajudar a gerir a sua biodiversidade face às alterações climáticas”, assinala Milesi.

Sete das espécies florestais de árvores mais comuns na Europa conseguiram conservar a sua diversidade genética após grandes mudanças nas condições ambientais, como as dos ciclos glaciais, conclui um estudo publicado hoje na revista científica Nature Communications. Embora as suas áreas de d...

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Most of all, children in Gaza need a ceasefire, protection from all forms of harm, access to healthcare, safe water, and sanitation. And all hostages must be released unconditionally and reunited with loved ones.”

- Catherine Russell, UNICEF Executive Director.

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