12/08/2026
Regresso de emigrantes em agosto traz milhares de proprietários de volta aos condomínios
APEGAC alerta para direitos e deveres dos condóminos que vivem no estrangeiro e deixa recomendações para evitar conflitos, dívidas e problemas durante o resto do ano.
O mês de agosto marca o regresso a Portugal de centenas de milhares de emigrantes. Muitos voltam às casas de que são proprietários, permanecendo apenas algumas semanas nos condomínios onde têm património.
Para a APEGAC, Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios, este é o momento ideal para resolver situações pendentes, atualizar contactos e aproximar estes condóminos da vida do edifício, evitando problemas que se prolongam durante o resto do ano.
A experiência das empresas de gestão de condomínios mostra que a distância continua a ser uma das principais causas de falhas de comunicação entre administrações e proprietários residentes no estrangeiro. Convocatórias que não chegam ao destino, contactos desatualizados, quotas em atraso por desconhecimento e falta de participação nas assembleias são algumas das situações mais frequentes.
"Há um número muito signif**ativo de proprietários que apenas regressa ao prédio uma vez por ano, normalmente em agosto. Isso não os torna menos condóminos nem reduz as suas responsabilidades. É frequente descobrirem apenas nas férias que existem obras extraordinárias aprovadas, alterações ao regulamento ou quotas em atraso simplesmente porque nunca receberam a informação em tempo útil", afirma Vítor Amaral, presidente da APEGAC.
O que deve fazer quando regressa ao condomínio.
A APEGAC recomenda que os proprietários emigrantes aproveitem a estadia em Portugal para:
- Atualizar junto da administração os contactos de e-mail, telefone e morada;
- Confirmar se existem quotas ou despesas extraordinárias por regularizar, lembrando que as contribuições para o condomínio continuam a ser devidas mesmo quando a habitação permanece desocupada;
- Informar-se sobre deliberações tomadas durante a sua ausência, incluindo obras, alterações ao regulamento ou novos serviços contratados pelo condomínio;
- Verif**ar o estado da fração, nomeadamente canalizações, torneiras, equipamentos elétricos, sinais de humidade ou infiltrações;
- Caso não possam participar nas assembleias ao longo do ano, nomear um representante através de procuração, garantindo que a fração continua representada nas decisões do condomínio;
- Respeitar os horários legalmente previstos para trabalhos ruidosos e informar previamente a administração caso pretendam realizar obras durante as férias;
- Cumprir as regras de utilização das partes comuns, sobretudo quando recebem familiares ou amigos durante este período de maior ocupação dos edifícios.
"Um proprietário continua a ser condómino 365 dias por ano, mesmo que só regresse ao prédio durante duas semanas em agosto. A distância não reduz os seus direitos nem os seus deveres. Aproveitar este período para reforçar a comunicação entre administrações e proprietários residentes no estrangeiro é uma oportunidade que beneficia todo o condomínio", conclui Vítor Amaral
APEGAC alerta para direitos e deveres dos condóminos que vivem no estrangeiro e deixa recomendações para evitar conflitos, dívidas e problemas durante o resto do ano.