13/06/2026
Em Portugal, o mercado imobiliário em geral e a mediação imobiliária, em específico, vive neste momento um período de mudança, tal como tem vindo a acontecer ao longo dos vários ciclos que o caracterizam.
Nesta fase, e tendo em conta o atual cenário, muitos investidores já se aperceberam de que é tempo de rever estratégias mais especulativas, como o flipping, pois verifica-se já:
retração nas transações;
um mercado mais lento;
e um gap cada vez mais curto entre valor de aquisição e valor de revenda.
No ciclo atual, o flipping poderá já não ser um negócio tão rentável e de grande atratividade em determinadas zonas do país.
A mediação imobiliária começa também a sentir a lentidão do mercado e, erradamente, alguns gestores, e mesmo agentes, começam a agir de forma reativa, o que, a meu ver, se não for pensado, pode ser pouco interessante. Decidem, por exemplo, cortes radicais em orçamentos de formação e de marketing, e em estruturas de apoio ao negócio que são fundamentais, nesta fase, para manter competitividade e atratividade, sempre tendo em conta que a qualidade e relevância do serviço prestado ao cliente será chave seja para o cliente vendedor ou comprador.
imobiliário
É no cliente que deve residir o propósito, a razão da existência e o foco de qualquer empresa que, aliás, deve estar concentrada numa única coisa: que problema vai resolver ao seu cliente. Mas não só.