20/06/2025
Sim, este é um princípio de gestão. Mas também é uma escolha de vida. Pode parecer ingénuo. Mas, para mim, é a mais pura verdade.
Já contratei pessoas com currículos impecáveis, mas que tratavam mal os colegas, puxavam o tapete a outros ou viviam a alimentar o ego.
E já apostei em candidatos com percursos simples, com erros no CV, com dúvidas na entrevista — mas que tinham brilho nos olhos, humildade para aprender e respeito por quem os rodeia. Esses, com tempo e apoio, tornaram-se líderes, referências, exemplos.
Estamos a perder demasiado tempo a avaliar competências técnicas e a esquecer o essencial: o carácter.
Prefiro ensinar alguém a usar um software do que a pedir desculpa.
Prefiro alguém com vontade de crescer do que alguém que acha que já sabe tudo.
Contratar só pelo que está no papel é fácil. O difícil — e mais importante — é perceber quem está por trás do papel.
Se é boa pessoa, o resto aprende-se.
Se não é, o resto pouco interessa.