A Quinta da Esperança situa-se em Cuba, Distrito de Beja, Portugal. É uma casa senhorial datada do final do Século XVI (meados de 1595). Com quatro pisos e mais de 200 divisões, tendo sido erguida pela família, Sebolinhos de Barahona. Influente família da região que transformou toda a área em seu redor num dos maiores campos de cultivo de trigo do Alentejo, e por que não dizer, de Portugal. Após v
ários casamentos com outras famílias oriundas de outros pontos do globo, como os Holandeses Braamcamp, e com a agregação dos apelidos Lobo, Gama, Fragoso, Cordovil, entre outros, é dado ao Sr. José Maria de Barahona Fragoso Cordovil da Gama Lobo, ( primogénito do Capitão-Mor de Cuba, Francisco Cordovil de Barahona Fragoso da Gama Lobo de Brito), o título de 1º Conde da Esperança, criado por decreto de 22 de Setembro de 1878 do Rei D. Inicia-se assim um condado de cinco gerações de Condes e Viscondes, existente até os dias de hoje. O imóvel, por ser uma habitação da nobreza, teve o privilégio de hospedar três elementos da família real: a Rainha D. Pedro V e o Rei D. Luís, aquando das suas deslocações à cidade de Beja. Adquirida em 2015 por uma brasileira, filha de portugueses do Norte, e consequentemente naturalizada portuguesa, a casa actualmente encontra-se em fase de recuperação. Baseados em fotos, documentos e testemunhos, todas as salas e os jardins em redor estão a ser requalificados para que fiquem o mais próximo possível da imagem que teriam na sua época áurea, no final do século XIX. São dezenas de painéis de azulejos, pintura mural a fresco, uma capela interna com talha Joanina e pinturas a óleo, uma nora funcional para tirar água do subsolo, método herdado dos árabes, aquedutos, entre outras curiosidades históricas. Um local que vale a pena visitar de forma a sentir o que era uma casa senhorial no Baixo Alentejo em meados de 1900.