11/07/2026
As pessoas que vivem na Zimbreira são das mais afáveis que conheço.
Cresci nesta aldeia e basta dar uma simples volta pelas suas ruas — pequenas, tranquilas e habitadas por tão poucos — para sentir que cada encontro tem um valor imenso. Nem sequer consegui ver toda a gente, mas voltei de coração cheio.
Trouxe comigo algumas oferendas: mel, favos e feijão. Mas, na verdade, o mais valioso não cabe num cesto. É o contacto, a conversa demorada, a partilha de memórias, o saber das novidades, o sentir que ainda pertencemos a um lugar e que esse lugar também nos pertence.
Há uma nostalgia inevitável ao olhar para as casas vazias, recordar quem nelas viveu e deixar que as lembranças nos transportem para tempos que já não voltam. Mas essas memórias continuam vivas em cada história contada, em cada sorriso e em cada abraço.
É isto que torna a Zimbreira tão especial para mim. Um lugar onde a simplicidade tem um valor imenso e onde a verdadeira riqueza está nas pessoas.