06/05/2026
A generalização é uma coisa muito perigosa! A generalização feita por gente mesquinha e com mente pequena, é uma coisa horrorosa.
Ainda a propósito do célebre caso de Palmela a página , o “braço armado” de uma “ilustre colega” do “eixo Amadora-Sintra” que é anónima só para alguns (exatamente como nós), tem-se dedicado a dar às redes sociais aquilo que elas mais gostam: ódio e desinformação. A coisa extrapolou o digital e passou a ser comum encontrar placas e materiais de marketing dos colegas da Remax “vandalizados” com este tipo de mensagem que vemos na foto.
Quem faz uma coisa destas, ainda por cima sendo do ramo, sabe bem que objetivos tem. Neste caso o que parece é que a colega tem razões para temer a concorrência no ramo da trafulhice. Quem se dá ao trabalho de perseguir toda uma organização, de enxovalhar um setor inteiro e de prejudicar individualmente colegas de profissão que sabe serem sérios e confiáveis, só pode ser alguém que vê nas ações originais uma ameaça ao seu, digamos, “modelo de negócio”. Não vejo ninguém profissional e com boas intenções a fazer isto.
Dizer que, por causa do que se passou em Palmela, toda a gente na Remax é vigarista, ou insinuar que estamos perante uma organização criminosa, é absolutamente ridículo e só encontra audiência nos “cobóis do teclado”, que numa hora estão a perseguir imigrantes e na outra a baixar a idade das reformas.
Como já aqui expliquei o caso de Palmela é um caso complicado. Existem seguramente responsabilidades por parte de alguns profissionais da Remax, especificamente no Grupo envolvido. Mas, mesmo dentro daquela agência específica e do grupo em questão, eu não posso generalizar dizendo que foram todos culpados… porque não foram. Muita gente nessa agência e grupo apenas dá o melhor de si e trata das suas famílias. É por isso que as empresas têm responsáveis e esses sim, não podem enjeitar as responsabilidades. Conheço os fundadores do Grupo EXPO e sei que jamais iriam engendrar um esquema assim.
O grande problema do caso de Palmela é essencialmente legal, repito. Em poucos países civilizados é possível fazer promoção e mediação de imóveis que “não existem”, de bens futuros como construção nova ou cedências de posição, sem garantias reais para quem compra e sem o escrutínio documental de quem vende. Em Portugal isso é possível e, se as imobiliárias têm forma de perceber se um comum imóvel pertence a quem diz ser o seu dono, já não têm forma de perceber se o promotor/construtor fez outros CPCV’s, promessas de CPCV ou cedências de posição contratual (já nem falo dos CMI's, quem nunca apanhou um proprietário que assina "exclusivos" ao monte mas jura que não assinou nada). Nem tão pouco têm formas de garantir que o dinheiro dos compradores está seguro no caso de incumprimento. Em Portugal também é tradição poupar nos advogados e nos agentes imobiliários, por essa razão os compradores vão muitas vezes para os negócios aconselhados pelo agente que trabalha para o proprietário ou pelo "Dr. Google".
Este caso foi tão flagrante que, tendo surgido uma semana antes da data prevista para a apresentação da nova lei da Mediação Imobiliária e do Imobiliário, foi suficiente para o Ministro adiar o evento, num reconhecimento de que estávamos perante um perigoso "buraco legal".
Assisti na última crise a muita empresa de mediação imobiliária séria, competente e rigorosa que se viu a braços com a fúria dos compradores que perderam todo o seu dinheiro com a falência de empresas de construção. Eu próprio perdi dinheiro nesse tipo de investimentos. Não culpei a mediadora, porque entendi que fiz o negócio com o promotor e seria minha responsabilidade assegurar todos os cenários.
Um caso destes, meus amigos, podia acontecer com qualquer marca, com qualquer empresa de mediação imobiliária, com qualquer profissional. Simplesmente porque não temos os meios nem o quadro legal suficientemente robusto para nos defendermos.
Acresce ainda dizer que outras imobiliárias estiveram neste processo, com comportamentos ainda mais levianos que a Remax, e isso não confere a ninguém o direito de nos colocar a todos no mesmo s**o apenas por partilhar o mesmo CAE.
Ainda esta semana vários policias foram detidos por comportamentos criminosos. Isso não nos dá o direito de colocar no mesmo s**o todos os polícias. É exatamente a mesma coisa. O Acácio Simões é apenas um profissional (e ao que sei um homem sério e sensível a estas coisas) entre mais de 12.000, numa marca que deve ser respeitada e onde a esmagadora maioria das pessoas são sérias. Alguém de fora do setor confundir as coisas, ainda se entende. Mas é inaceitável ver alguém do setor com esta atitude.
Deixo-vos o apelo, meus caros amigos. Repudiem este tipo de coisa. Por muito que odeiem a marca que está envolvida ou o Grupo. Um dia pode ser a nossa marca, o nosso grupo, a nossa profissão a estar sob ataque e nessa altura vai saber-nos bem um pouco de razoabilidade.