08/03/2026
Hoje é Dia da Mulher. E estamos em 2026.
Confesso que estas datas fazem-me sempre parar para pensar, sobretudo quando penso no ano em que estamos.
Continuo a ver um tema tão profundo reduzido a gestos simbólicos e ao inevitável consumismo.
Ser mulher não é um slogan. Não é só sobre receber flores. E definitivamente não é sobre frases bonitas ou cofres de perfume. É um caminho na história da humanidade.
E não me interpretem mal, gostei muito das mensagens e telefonemas cheios de carinho que recebi hoje (incluindo do meu sobrinho e do meu pai). 💛
Ser mulher é aprender a ocupar o próprio espaço.
É reaprender a ouvir a própria voz.
É libertar-se de histórias antigas sobre quem devemos ser.
E, ao mesmo tempo, lembrar que em muitas partes do mundo há mulheres que ainda estão a lutar por direitos que para nós parecem básicos.
Que ser mulher ainda significa ter menos liberdade, menos voz, menos direitos.
Enquanto algumas de nós escolhemos a roupa que queremos vestir, e neste momento podemos estar a tirar uma selfie ou a comprar uns sapatos, outras ainda lutam pelo direito básico de simplesmente existir.
E existir em segurança.
Por isso hoje, mais do que celebrar, prefiro não esquecer e agradecer.
Agradecer às que vieram antes e abriram o caminho.
E não esquecer as que ainda estão a encontrar a própria voz e que neste preciso momento ainda estão a lutar para poder usá-la.
Acredito em duas coisas.
No poder da educação, naquilo que ensinamos às novas mulheres e aos novos homens sobre respeito, igualdade e liberdade.
Que a igualdade não é um ideal. É um princípio.
E acredito que cada mulher que encontra a sua voz abre caminho para muitas outras.
A imagem que partilho é de uma campanha da Amnistia Internacional sobre a voz das mulheres que o mundo ainda tenta silenciar.
Foi ela que me inspirou a escrever este post.
Se quiseres saber mais, deixo o link na bio.
E para ti, o que significa realmente ser mulher em 2026?