29/07/2026
O país tem um parque habitacional envelhecido, com necessidades crescentes de manutenção, segurança, eficiência energética e adaptação climática. No entanto, continua a tratar a administração de condomínios como uma atividade menor, pouco regulada e frequentemente entregue a quem não dispõe de formação adequada.
Durante demasiado tempo, acreditou‑se que qualquer pessoa, com alguma organização e boa vontade, poderia assumir esta função. Essa visão está ultrapassada. Hoje, um administrador de condomínio gere património de elevado valor, movimenta milhares — por vezes milhões — de euros, acompanha obras complexas, assegura o cumprimento de obrigações legais, supervisiona fornecedores, protege dados pessoais, resolve conflitos e toma decisões que influenciam a segurança e o bem‑estar de dezenas ou centenas de proprietários. Poucas atividades concentram responsabilidades tão vastas e tão críticas. E, paradoxalmente, esta continua a ser uma das poucas profissões que pode ser exercida sem qualquer formação específ**a obrigatória.
Magda Luna Pais, Vice-Presidente da ANPAC
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