20/06/2026
Comprar uma segunda casa em Portugal ficou mais exígente — mas o mercado de construção nunca esteve tão dinâmico. Como conciliar os dois?
Para quem quer financiar uma segunda habitação, os bancos aplicam regras mais conservadoras: entrada mínima de 20% (face a 10% na primeira casa), spreads mais altos e prazos mais curtos. A lógica é simples — o risco de incumprimento é maior quando o imóvel não é a residência principal.
Enquanto isso, do lado da oferta, o setor da construção vive um momento de forte expansão: crescimento de 2,6% no 1º trimestre de 2026, acima do PIB nacional, com previsões de 4,4% para o ano inteiro — impulsionado sobretudo pela engenharia civil e pelos fundos do PRR.
E o Norte do país tem um papel central nesta dinâmica: é a segunda região com maior peso na construção nacional (27% do mercado), atrás apenas de Lisboa, com forte crescimento ligado a projetos industriais e logísticos.
A leitura que faço: o capital disponível para segunda habitação pode encontrar no Norte um terreno fértil — preços ainda mais competitivos do que em Lisboa ou no Algarve, e um setor de construção em clara expansão que sustenta a valorização futura desses ativos.
Quem está a olhar para o Norte como próximo destino de investimento?