Casas de Barroso

Casas de Barroso Atualmente Barroso tem imensas casas "abandonadas" e em ruinas, nomeadamente nas suas aldeias..

portanto, este página pretende ajudar a divulgar e comercializar casas, (por reconstruir ou prontas a habitar) terrenos ou artefatos artesanais, etc, etc.. assim, se alguém tiver algum imóvel para vender ou alugar, contacte-nos...

18/10/2025
Uma casa de Barroso tem de ter vinho, pão, presunto e...batatas
18/06/2020

Uma casa de Barroso tem de ter vinho, pão, presunto e...batatas

A Batata
“O Minério do Povo”

A batata de semente dá-se em qualquer tipo de clima?

A Batata de semente dá-se em regiões com condições climatéricas de altitudes elevadas e frias.
Barroso é uma das poucas regiões de Portugal cujas condições climatéricas e geográficas conferem circunstâncias adequadas para a produção da batata de semente, limitando a disseminação de insectos vectores das viroses responsáveis pela degenerescência do tubérculo.

A introdução da cultura da batata de semente em Barroso contribuiu para uma maior diversidade agrícola e fomentou a necessidade de o Homem aperfeiçoar, ao longo dos tempos, novos meios e técnicas de forma a atenuar o trabalho árduo das tarefas agrícolas. Esta cultura fortaleceu a economia agrária de Barroso assente numa forte interacção com a natureza, num intenso reaproveitamento dos recursos naturais e sobretudo, configurou mais um traço identitário da Cultura Barrosã.

A história da cultura da batata pode ser considerada como um verdadeiro romance pois está, intimamente, ligada aos aspectos históricos da evolução de alguns povos. Depois da sua descoberta, na América do Sul, e introdução na Europa, a batata sofreu uma evolução geográfica e agrícola sequente.
Na região de Barroso, tivemos épocas abundantes, estáveis e escassas em termos de produção da batata de semente. Se, por um lado, a produção começou a ganhar expressividade com a criação da cooperativa agrícola e o advento da segunda guerra mundial, a mesma teve um decréscimo gradual, desde meados da década de 70, até aos dias de hoje.
Tal facto pode ser explicado com a liberalização das importações de batata de semente, com a integração Portuguesa no mercado único, com a apropriação dos baldios agrícolas do governo, que os distribuiu pelos Serviços Florestais e Junta de Colonização Interna e com os movimentos migratórios.
Contudo, a época de estabilidade em termos produtivos prolongou-se alguns anos até ao final da 2ª Grande Guerra (1939-1945) graças aos esforços do Tenente Canedo, que conseguiu apoios económicos do Ministério da Agricultura para subsidiar a produção nacional, a fim de resistir à concorrência dos preços de batata de semente estrangeira.
Paralelamente a esta análise, podemos inferir que a produção da batata de semente desencadeou metamorfoses sociais no quotidiano barrosão, dado que o Homem sentiu a necessidade de se adaptar às novas circunstâncias sociais. Nesse sentido, todas estas mudanças contribuíram para uma ruptura com muitas das práticas e costumes agrícolas ancestrais.

Descrição sucinta das fases da cultura da batata de semente

As fases que se seguem pretendem descrever, de uma forma superficial, as mais diversas actividades agrícolas relacionadas com o ciclo da batata da semente. Nesse sentido, a descrição diz respeito ao período compreendido entre o início da produção da Batata – semente em Barroso, 1933, e o ano de 1970 aproximadamente. Este período corresponde, portanto, antes do início da mecanização da agricultura em Barroso e, de maneira geral, da agricultura de minifúndio no nosso país.

1º Fase
Abril - preparação da terra (estercar, lavrar e gradar)
Nesta fase podemos agregar de forma sequencial e contínua as seguintes tarefas agrícolas: primeiramente, realizava-se uma lavoura seguida de gradagem, de forma a cobrir a matéria orgânica e vegetal, aumentando assim a riqueza de húmus do solo. Posteriormente espalhava-se o esterco, enterrado com uma segunda lavoura ou seja, cobria-se a matéria orgânica para haver uma mistura com a terra e arejar o solo. O esterco é importante para a composição da terra e sua fertilização.
Por fim, antes da plantação ainda se fazia uma nova gradagem para alisar a terra e fazer os regos.

Alfaias e meios utilizados: carro de bois, arado, charrua, grade de dentes, forquilha, enchada, rajo, junta de vacas/bois e o b***o.

2ª Fase
Maio – Plantação
A plantação da Batata realiza-se num sistema de rotatividade anual de cultura. Com o aparecimento da Batata no Barroso, o pousio foi preenchido com alternância de cultura entre batata e centeio. Nesta etapa, procedia-se à selecção da batata para a semente e do adubo. A sementeira começava com a abertura de um rego com a charrua, no qual se espalhava o adubo e se deitava a batata. Seguidamente abria-se novo rego separado 40cm do 1º e, com a terra removida deste, cobria-se a batata do anterior e assim sucessivamente até terminar a plantação. Quinze dias, sensivelmente, após a sementeira grada-se o terreno para um maior desenvolvimento das batateiras.

Nesta fase utilizavam-se os seguintes afins e meios: carro de bois e charrua, grade, batata de semente e adubo.

3º Fase
Junho – granjeios (sachar, amontoa, adubação de cobertura, pego e tratamento fitossanitários)
Nesta fase a primeira tarefa agrícola correspondia ao sachar as batatas, com a ajuda do sacho. Pretendia-se destruir as ervas infestantes que competem com as batatas, pelos nutrientes da terra, mobilizando a terra para facilitar a infiltração da água da chuva ou da rega, o arejamento e a penetração das raízes da batata. Seguidamente, a amontoa realizava-se aquando do início do crescimento dos tubérculos, com a intenção de amontoar a terra à volta da batateira e não deixar os tubérculos descobertos e desprevenidos dos agentes climatéricos. A rega é um sistema de captação da água, baseado nos diversos recursos hídricos e estruturas físicas de irrigação (nascentes e fontes) e aplicado nos moldes tradicionais e comunitários das populações. Por fim, os tratamentos fitossanitários destinam-se a combater os ataques de pragas, sendo o escaravelho da batateira o mais maléfico e suas doenças originais, como o míldio.

Alfaias utilizadas: sachos e pulverizadores.

4ª Fase
Setembro – Colheita (arranque, apanha)
A colheita consiste no arranque, apanha, ensaque e transporte da batata. O arranque era um trabalho realizado, essencialmente, pelos homens dado que as mulheres tinham a seu cargo apanhar as batatas para os cestos para posteriormente realizarem o ensaque. Seguidamente, realizava-se a cosedura dos s**os e a colocação do selo por parte dos responsáveis fitopatológicos.
Os s**os das batatas eram transportados para o respectivo núcleo de ensilagem, em carros de bois.

Meios utilizados: enxadas, cestos, s**os e carro de bois
5ª Fase
Depois de Setembro – conservação e certificação
A ensilagem era o sistema de conservação adoptado pela “cooperativa”, dado que tinha várias vantagens relativamente ao armazenamento.
Não exigia grandes construções, mantinha uma temperatura constante (5-8ºC), e as quebras no peso eram inferiores à do armazenamento.
Chegada a época de venda, os silos eram abertos e a batata escolhida era calibrada e ensacada em s**os novos com logótipos da cooperativa e com o peso de 51kg. Cada s**o era portador de um logótipo correspondente à classe e calibre. Por fim era cosido e selado e ficava pronto para comercialização.

Alfaias utilizadas: calibrador, balança, agulha e alicate com o selo da inspecção fitopatológica.

Paulo Dias

24/05/2020

Vivemos numa época de grandes mudanças e adaptações. Se puder, mude de rotinas e alugue/compre uma casa em Barroso. Certamente que viverá num meio mais livre, puro e menos suscetível à contaminação...

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2856390461040573&id=121461471200166Votem em Pitões das Júnias
03/12/2019

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2856390461040573&id=121461471200166

Votem em Pitões das Júnias

Inserido no Projeto “Be Natural” levada a cabo pelo Ecomuseu- Associação de Barroso e Co Financiado pelo FEDER, vamos apresentar na próxima quinta feira dia 5 de dezembro pelas 10:00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, os resultados do processo de certificação dos restaurantes aderentes ao Roteiro Gastronómico de Montalegre.
A referida certificação baseou-se em parâmetros diversificados, sendo que o factor mais importante foi a utilização e valorização dos produtos locais na confecção dos pratos, o processo foi da responsabilidade da Naturalfa - Controlo e Certificação, Lda a quem desde já agradecemos todo o empenho e dedicação.
Faz também parte do Roteiro uma nova plataforma online de promoção e divulgação, onde quem visita Montalegre pode encontrar as informações sobre os restaurantes aderentes e escolher assim o prato que pretende degustar para levar na memória os sabores únicos que a nossa terra tem para oferecer.

Vá até Montalegre, vista-se e fale como o resto das bruxas: «Eu te benzo Belzebu, com as fraldas do meu cú. Enquanto eu ...
08/09/2013

Vá até Montalegre, vista-se e fale como o resto das bruxas: «Eu te benzo Belzebu, com as fraldas do meu cú. Enquanto eu vou e venho, não acordes tu, Ah! Ah! Ah!...

A sexta – feira 13, «noite das Bruxas» nasce em 1989, por ideia do Padre António Fontes, baseando-se no facto de se dizer que as bruxas se reuniam às terças [aliás, em Espanha há a terça-feira 13, com o mesmo significado] e sextas, aliado ao número 13, normalmente associado ao azar.
Segundo Padre Fontes o objectivo destas festas é «desmistificar o receio que as pessoas têm desta data, onde as superstições são encaradas de frente, sem complexos e até com espaço para a brincadeira».
Foi, então, que se começou a teatralizar estas superstições, onde o ritual da queimada, realizado pelo Padre Fontes, constituía a figura de cartaz da noite das Bruxas.
Contudo, importa aqui desvendar como começou e foi evoluindo esta festa até aos dias de hoje. Inicialmente, década 70/80 do século XX, a queimada era realizada pelo Padre Fontes durante o congresso de Medicina Popular, constituindo uma actividade de lazer e convívio com a população visitante e local. Em 1989, surgiu a ideia de criar uma festa das bruxas, Sexta – Feira 13, em Vilar de Perdizes. Esta festa consistia na decoração e criação de ambientes embruxados e diabólicos em alguns restaurantes e ruas de Vilar de Perdizes e terminava com o ritual da queimada. Ano após ano, a festa foi enriquecendo com a participação de mais restaurantes e a aposta em diversos grupos de animação. Em 2000 a festa passou a ser realizada em Montalegre uma vez que a Câmara Municipal apostou fortemente no evento e Vilar de Perdizes começava a ter dificuldades em responder a nível de alojamento e restauração aos imensos turistas.
Por outro lado, a beleza imponente do castelo e seus arredores conferiam panorâmicas visuais que, devidamente adaptadas ao cenário pretendido, tornavam a festa mais “aterrorizante”.
Hoje, o que é certo é que estas crenças foram reconvertidas numa festa que, actualmente, constitui, juntamente com a feira do fumeiro, o principal cartaz turístico da região. Trata-se de um Património imaterial que, conjuntamente com outros bens culturais, espelham características identitárias ao concelho de Montalegre. Não só do ponto de vista sócio-cultural este evento teve impactos nas populações. Foi, sobretudo, a nível económico que este evento teve, uma maior impacto e reconhecimento dos visitantes e sobretudo, dos visitados. Tal facto pode-se comprovar com a distinção em 2010 do prémio de revelação de animação de rua, atribuído ao Ecomuseu de Barroso – Sexta - feira 13.
Actualmente são mais de 25 os restaurantes que aderem ao evento e que proporcionam um “jantar diabólico”, azaradamente decorados, com trocadilhos nos nomes de ementas e com animações. O evento já entrou na agenda cultural e num dos principais cartazes turísticos que traz milhares de pessoas à região.
A nível de hospedaria Montalegre já não consegue dar resposta, sendo que alguns turistas têm de ser alojados em Chaves e outras regiões.

Paulo Dias

Endereço

Castanheira Chã
Montalegre
5470-063

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