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10/07/2026

📲 A publicação de Jaime Cancella de Abreu nas redes sociais sobre o caso Gustavo Correia são mais um exemplo do clima de radicalização que se instalou no debate sobre a arbitragem em Portugal.

Na sequência da decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, o comentador e assumido adepto do SL Benfica optou por classificar o árbitro internacional Gustavo Correia como "desonesto" e "mentiroso", defendendo inclusivamente o seu afastamento da arbitragem.

Convém recordar os factos.

👉 O Conselho de Disciplina sancionou Gustavo Correia com uma repreensão por ter incluído no relatório uma referência inexata relativa ao comportamento de Mário Branco na zona de acesso aos balneários. O próprio árbitro reconheceu esse erro.

Contudo, noutra decisão disciplinar do mesmo jogo ficou provado que Mário Branco dirigiu ofensas verbais ao árbitro. Não estamos, portanto, perante um processo em que tenha sido demonstrado que tudo o que foi relatado era falso, nem muito menos perante uma decisão que permita concluir que Gustavo Correia é um árbitro desonesto.

🖐 O que se tem assistido nas últimas horas, em alguns setores da comunicação social e das redes sociais, é uma autêntica campanha de destruição da imagem e da honra de um árbitro internacional, aproveitando uma decisão disciplinar para colocar em causa toda a sua carreira.

Isso revela que o problema já não é apenas a falta de cultura desportiva. É, em muitos casos, o ódio dirigido às equipas de arbitragem.

Curiosamente, esta indignação coletiva esteve longe de ter a mesma intensidade quando Mário Branco foi disciplinarmente sancionado por insultar e ameaçar Gustavo Correia, acumulando, em duas decisões distintas durante a última temporada, mais de 80 dias de suspensão.

Num Estado de direito, todos devem responder pelos seus erros. Os árbitros também.

Mas transformar um erro reconhecido numa campanha para destruir a reputação de um profissional e exigir o fim da sua carreira não é defender a verdade desportiva. É promover um clima de perseguição que em nada beneficia o futebol português.

📸 Imagem retirada do perfil de Jaime Cancella de Abreu

08/07/2026

Estamos a assistir a um escândalo! A uma vergonha!

Duarte Gomes tornou públicas suspeitas de ingerência nas nomeações de árbitros para os jogos da Liga. Perante a gravidade dos factos, a Federação Portuguesa de Futebol confirmou ter remetido de imediato a informação para o Ministério Público, para investigação criminal.

Estamos perante um dos episódios mais graves da história recente da arbitragem portuguesa. A verdade desportiva está seriamente abalada e não podemos ficar calados!

À Direção do Sport Lisboa e Benfica, só lhe resta, se for corajosa e séria, apresentar publicamente uma moção de falta de confiança no Conselho de Arbitragem e exigir a demissão imediata dos seus responsáveis.

E mais: agir judicialmente contra o Conselho de Arbitragem, reclamando as perdas e danos causados ao Sport Lisboa e Benfica. A verdade desportiva está posta em causa. Foi o CA que privou o BENFICA dos 50 milhões da Champions League da próxima época, com arbitragens vergonhosas que prejudicaram o nosso Clube.

Defender o Clube é agir. Defender o Benfica é exigir responsabilidade.

07/07/2026

LUCIANO GONÇALVES
É A CARA DA VERGONHA

1.
A arbitragem nacional vive um dos mais negros períodos da sua história. Desde a implementação do VAR que não se assistia a tanta pouca vergonha.

2.
O responsável maior pela arbitragem é o presidente do CA, Luciano Gonçalves.

3.
O grande beneficiário dos "erros" - sim, com aspas - de arbitragem tem sido o Sporting, paixão clubística do senhor Luciano Gonçalves, segundo se comenta por aí à boca cheia.

4.
A demissão de Duarte Gomes veio levantar a ponta do véu do mal-estar que se vive no seio da arbitragem. E deixa a entender que há por ali muita decisão ao arrepio dos bons princípios de gestão da arbitragem. A importância que o futebol tem na sociedade e a importância que a arbitragem tem no futebol exigem explicações públicas sobre este assunto. E já vão tarde.

5.
Se o futebol - leia-se a FPF - não der essas explicações, o Estado tem que se meter imediatamente ao caminho. Aliás, se legisla sobre uma questão de mercado como a centralização de direitos televisivos, como pode demitir-se de agir numa situação com a gravidade desta?

6.
A primeira medida que urge ser tomada é a imediata demissão de Luciano Gonçalves. Pouco importa se foi eleito em lista própria, é a credibilidade das competições profissionais de futebol, que movimentam centenas de milhões, que está em causa. Arranjem, então, uma forma estatutária de por termo à vergonha da gestão deste senhor.

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8200-127

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