24/06/2026
𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐮𝐫𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐡𝐚𝐛𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨
A procura imobiliária em Portugal desloca-se dos grandes centros urbanos para periferias e interior, impulsionada pelos preços elevados.
Mudança na procura imobiliária em Portugal
A procura imobiliária em Portugal tem vindo a registar uma alteração geográfica significativa. Os grandes centros urbanos como Lisboa e Porto apresentam estabilização ou até descida na procura direta, sobretudo devido aos preços elevados da habitação.
Em contrapartida, a procura imobiliária está a deslocar-se de forma consistente para concelhos da periferia e do interior, onde os valores são mais acessíveis e a oferta de imóveis é mais diversificada. Esta tendência reflete uma reorganização do mercado habitacional.
Concelhos com maior crescimento de procura imobiliária
No litoral e nas periferias metropolitanas, alguns municípios destacam-se pelo forte crescimento da procura imobiliária. Lagos regista um aumento de 416% nas pesquisas, seguido de Tavira com 302%, Grândola com 282%, Caldas da Rainha com 250% e Mafra com 246%.
Vila Nova de Gaia surge como um dos principais polos, com elevado volume de procura imobiliária e forte valorização, aproximando-se do dinamismo do Porto.
No interior do país, a procura imobiliária também cresce de forma expressiva. Vila Nova de Foz Côa apresenta um aumento homólogo de 135%, enquanto Alfândega da Fé, Sernancelhe e Murça registam igualmente evolução positiva.
Região Centro e Norte ganham relevância na procura imobiliária
Na região Centro e Norte, municípios como Góis, Penedono, Vouzela e Pinhel apresentam valorizações entre 30% e 34% na procura imobiliária. Estes territórios destacam-se também por apresentarem preços médios de habitação abaixo dos 100.000 euros.
Esta dinâmica reforça a atratividade destas zonas, onde a procura imobiliária combina preços mais baixos com maior qualidade de vida e espaço habitacional.
Valores médios e novas tendências da procura imobiliária
Apesar do crescimento da procura imobiliária nestes novos “hotspots”, os preços médios por metro quadrado continuam mais competitivos face às grandes capitais de distrito. Esta diferença tem reforçado o interesse por zonas periféricas e do interior, contribuindo para uma redistribuição da procura imobiliária em todo o país.
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Fonte: SUPERCASA