14/08/2026
Será mesmo que uma pessoa a viver sozinha em Lisboa, com um ordenado médio, consegue viver?
Ou, mais diria… consegue sobreviver?
Lisboa é hoje uma cidade onde ter um salário, mesmo um salário médio, já não significa necessariamente conseguir ter uma vida independente.
E talvez seja isso que mais nos deva fazer pensar.
Porque viver não deveria significar apenas ter dinheiro suficiente para pagar as contas até ao final do mês.
Deveria significar poder ir jantar fora de vez em quando, comprar uma peça de roupa quando precisamos, marcar umas férias, ter um pequeno prazer sem culpa, conseguir enfrentar um imprevisto e, acima de tudo, conseguir poupar.
Não estamos a falar de luxos.
Estamos a falar daquelas pequenas coisas que fazem parte de uma vida normal.
Mas quando grande parte do rendimento desaparece apenas para termos um teto e assegurarmos o essencial, quanto é que sobra realmente para viver?
E há uma realidade que merece ser analisada: em muitos casos, a prestação de um crédito habitação pode ser inferior ao valor de arrendamento de uma casa semelhante.
Por isso, antes de assumires que comprar casa não é uma opção para ti, vale a pena perceber quais são realmente as possibilidades.
Cada situação é diferente. Cada pessoa tem um rendimento, uma capacidade financeira e objetivos diferentes — e é precisamente por isso que não devemos tirar conclusões sem primeiro fazer contas.
Se estás a arrendar, pensas sair de casa dos teus pais ou simplesmente gostavas de perceber se comprar poderia fazer mais sentido do que continuar a arrendar, entra em contacto comigo.
Podemos analisar a tua situação, perceber as diferentes hipóteses que tens e descobrir se existe um caminho que talvez ainda não tenhas considerado. 🏠
Porque, no final, esta reflexão vai muito além de comprar ou arrendar.
Se trabalhamos todos os meses apenas para conseguir pagar o essencial, estamos realmente a viver… ou apenas a conseguir sobreviver?